Depois de certa ausência, volto com mais um infame FMAN B-SIDE, os textos obscuros de uma época mais obscura ainda...com mais um poema que meu cérebro não recorda ter escrito.
(e novamente, pra quem não sabe do que se trata a série, procure o primeiro post)
a nossa música a gente inventa
conforme o tempo partido
de nosso amor assente
um poema de amor ferido
carta sentimental passada
nós escrevemos qualquer dia desses
enquanto esperamos tudo passar
ou mesmo na noite antes de despertar
nossas fúrias e desinteresse
o vazio da saudade
este acordará no tempo certo
de um tempo que lembramos perdido...
para sempre.
***
Pois é. A tosqueira continua.
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sexta-feira, fevereiro 12, 2010
domingo, dezembro 20, 2009
FMAN B-SIDES
Olá, companheiros. Neste domingo quente e sórdido, começo a lembrar de algumas coisas daquela época de loucuras. É impossível pensar nisto sem invocar meus amigos insanos que me acompanharam. Portanto, nesta terceira edição de meu B-sides, posto algo relativo ao tema. Como sempre, o poema não tem fim. A diferença é que eu me lembro de compô-lo, mesmo que vagamente. Bem, acho que eu estava sobre certa influência de Ginsberg, mas enfim...
meus amigos estão loucos
perambulando cheirados pelas ruas
no dia seguinte à noite da desforra
onde o acaso não lhes deu nada
nem uma resposta
nem uma dádiva
nem um bilhete marcado pra dentro de suas almas
estão preocupados
com suas barrigas proeminentes
chorando através do útero dos velhos barris de cerveja
estão assistindo tv
esperando a vinda do messias vestido num terno em liquidação
mas a ele só resta sentar e liquidar
uma garrafa de whisky num fim de noite qualquer.
meus amigos estão loucos
perambulando cheirados pelas ruas
no dia seguinte à noite da desforra
onde o acaso não lhes deu nada
nem uma resposta
nem uma dádiva
nem um bilhete marcado pra dentro de suas almas
estão preocupados
com suas barrigas proeminentes
chorando através do útero dos velhos barris de cerveja
estão assistindo tv
esperando a vinda do messias vestido num terno em liquidação
mas a ele só resta sentar e liquidar
uma garrafa de whisky num fim de noite qualquer.
segunda-feira, novembro 30, 2009
FMAN B-SIDES
Bom, digo desde já que este é o texto mais ridículo desta série. Novamente, trata-se de um poema cuja concepção e realização não estão registradas em minha memória. Graças a Deus. Como dizem por aí, se você não lembra, é porque não fez. Prefiro enganar-me assim. Analisando o texto, vê-se rimas forçadas, ingênuas. O sentido do poema inexiste, acredito, e as rimas trabalham apenas para si. Com um pouco de esforço, e se fosse numa linguagem mais simples, ele poderia até ser uma letra de uma música mais lenta de pagode. Enfim, divirtam-se canalhas e riam à vontade!
P.S. Se você não sabe o que é o FMAN B-SIDES, procure o primeiro post da série logo abaixo!
estou a mando de morrer.
a mando tal e qual
o mandato que decreta
o fim de todo carnaval
crendo, que, se de ver
a chama por trás
de um gesto carnal
apague a sede de não se ter
qualquer ordem banal
nascida como um bebê em dia de natal.
(ARGHHHHH!)
P.S. Se você não sabe o que é o FMAN B-SIDES, procure o primeiro post da série logo abaixo!
estou a mando de morrer.
a mando tal e qual
o mandato que decreta
o fim de todo carnaval
crendo, que, se de ver
a chama por trás
de um gesto carnal
apague a sede de não se ter
qualquer ordem banal
nascida como um bebê em dia de natal.
(ARGHHHHH!)
quarta-feira, novembro 11, 2009
FMAN B-SIDES

Okay, pessoal, após 3 anos, decidi abrir a caixa preta do meu período negro, vivido entre 2005 e 2006. Remexendo o pc descobri diversos arquivos que nem fazia ideia que existiam. Fazendo um esforço, lembro que todos foram escritos sob condições mentais adversas; perturbação, caos, todos em madrugadas intermináveis na frente da tela fazendo coisas proibidas e enchendo o cu de cachaça. É hora de vocês, leitores, terem, de grátis, um ticket para meu inferno pessoal. Esta é a nova série do blog, meus b-sides, textos nonsense, confissões, projetos de poemas, etc. todos feitos de dentro do olho do furacão.
O primeiro da série é bastante emblemático: os amigos mais fiéis lembrarão que este blog nasceu em 2005 sob o título "O cara mais chapéu de todos os tempos". Pois bem, publico o poema homônimo. Quem achar o sentido desta joça, por favor, me avise. Quero pensar que seja algo a mais do que uma tentativa de diálogo (em estado alterado de consciência) com o Arnaldo Batista.
Vejam, eu não lembro nem de criar este poema, então acho que não preciso me desculpar por ele não ter final. Beijos na bunda de todos. E aguardem os próximos posts da série.
o cara mais chapéu de todos os tempos
ele queria navegar
no meio da corrente sanguínea
de todos os tempos
com todos os ventos
soprados da maresia
pra ser uma célula
ele tragou as sequelas
de seus amores
mortos no asfalto
de estrelas belas.
O cara mais chapéu de todos os tempos
É um japonês que trabalha no circo
ele queria navegar
no meio da corrente sanguínea
de todos os tempos
com todos os ventos
soprados da maresia
pra ser uma célula
ele tragou as sequelas
de seus amores
mortos no asfalto
de estrelas belas.
O cara mais chapéu de todos os tempos
É um japonês que trabalha no circo
Dando piruetas ao avesso
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