<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984</id><updated>2012-01-16T22:53:46.983-02:00</updated><category term='Loko Denis e momento metafísico'/><category term='conto'/><category term='junkielaise'/><category term='?'/><category term='ressureição'/><category term='trapalium'/><category term='FMAN recomenda'/><category term='FMAN B-sides'/><category term='textos alheios'/><category term='folhetim'/><category term='A obra de Jorge Barbosa Filho'/><title type='text'>O ENCOSTO ESTÁ EM TODOS NÓS</title><subtitle type='html'>É difícil emitir qualquer opinião. O encosto investiu com uma ofensiva agressiva. Ainda na luta. O destino é indefinido. Esperem "novas" amigos. Pro bem ou pro mal, alguma coisa será produzida.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-7425032746929436911</id><published>2012-01-16T22:37:00.006-02:00</published><updated>2012-01-16T22:53:46.988-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ressureição'/><title type='text'>Work in progress</title><content type='html'>1.ª versão.&lt;br /&gt;Ainda sem título.&lt;br /&gt;&lt;h6 class="uiStreamMessage" ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-family: times new roman;font-family:arial;font-size:180%;" class="messageBody" ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"  &gt;Imponderável atravesso&lt;br face="times new roman"&gt;vórtice em canto&lt;br face="times new roman"&gt;inefável trilho emotivo&lt;br face="times new roman"&gt;sem resignação de derrotado&lt;br face="times new roman"&gt;tampouco bravura e fúria.&lt;br face="times new roman"&gt;contudo, desperta encanto&lt;br face="times new roman"&gt;volitivo desespero cansado&lt;br face="times new roman"&gt;meu destino&lt;br face="times new roman"&gt;de pathos e tragédia&lt;br face="times new roman"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-family: times new roman;font-family:arial;font-size:180%;" class="messageBody" ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"  &gt;se perde nos pequenos enquantos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;font-family:arial;font-size:180%;"  &gt;&lt;br face="times new roman" style=" font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="messageBody" ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;span style="font-weight: normal; font-family: times new roman;font-family:arial;font-size:180%;"  &gt;configura um herói&lt;br face="times new roman"&gt;fardo parco, despedaçado:&lt;br face="times new roman"&gt;através da candura sofrida&lt;br face="times new roman"&gt;sua aura imprime&lt;br /&gt;a um peito danado,&lt;br face="times new roman"&gt;o itinerário de minha vida.&lt;br face="times new roman"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;to be continued...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-7425032746929436911?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/7425032746929436911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=7425032746929436911' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/7425032746929436911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/7425032746929436911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2012/01/work-in-progress.html' title='Work in progress'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-2529642418983336778</id><published>2011-10-26T15:10:00.006-02:00</published><updated>2011-10-26T16:45:46.710-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trapalium'/><title type='text'>Trapalium - trecho avulso central</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Existem situações para as quais nenhum administrador foi treinado. E nenhuma faculdade tem a capacidade para prepará-lo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encontrei Marcos no corredor, em uma das inúmeras vezes do dia em que eu saía para fumar. Mostrava-se ele preocupado, com o olhar vago, vazio, emoldurado por sobrancelhas tensas, sustentando o queixo com rígidos polegar e indicador. Apoiava-se com o outro braço na parede e barrava o acesso ao bebedouro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você tá bem, cara?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Hã, como?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ce tá bem, Marcos?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah, cara porra, meu, não sei o que fazer aí, cara...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ergui o sobrolho. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah, é que...ce sabe aí, cara, o Ronald, a história do cagalhão lá...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sorri. Ronald havia atacado novamente no almoço, deixara um rastro fétido no único banheiro masculino do setor e a coisa parecia que durava umas boas horas, contrariando as leis da física, da química ou o que quer que fosse natural que possa ser agredido ou transgredido. Obviamente ele não errara o alvo, isso seria tão grotesco e grosseiro quanto descobrir uma bactéria com um par genético inédito na natureza. Mas havia sim restos de sua épica jornada pelo banheiro, crostas duras, coladas aqui e acolá na parte interna do vaso, que, à maneira de uma criança tímida agarrando-se ao vestido da mãe, não saíam do lugar nem com a saturação da força da descarga. O lixo estava em desalinho, transbordando, e parecia que Ronald apreciava uma forma excêntrica de dobrar o papel, fazendo um bolinho com ele e não dobrando-o como se faz para compor, por exemplo, um avião. Seria interessante o que um psicólogo poderia extrair daí. Piadas à parte, curioso era como alguns dos bolinhos, talvez mais extrovertidos, ficavam com a parte usada virada para fora, exibindo manchas irregulares e alguns até com pedaços sólidos minúsculos colados, uma pintura caótica que faria um vanguardista pós-moderno (?) lamber os beiços. Ao lado, uma tira pendia balançando vagarosamente grudada na pia. Outros vários pedaços de papel, de diversos tamanhos, espalhavam-se inertes por toda parte. No entanto, Ronald mantinha sua marca pessoal, seu selo de garantia, o "toque do gênio", aquela característica que permite a um crítico distinguir o trabalho do autor como único, pessoal e intransferível. Pois que o pior componente do quadro continuava sendo o odor incocebível, não humano, que assombrava o lugar. Invisível, permanecia ali apesar dos enormes e diversos esforços para exauri-lo, era o mais forte dos espíritos veladores de tumbas esquecidas. Um abutre chegaria voando para trás no recinto. E era, como deveria ser, a gota d´água para o harmonioso ambiente corporativo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto me mostrava todo esse quadro de terror absoluto, Marcos deixava transparecer toda sua desconsolação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Porra, cara, e agora a faxineira quase me enrabou com o espanador, venho fazendo o sinal da cruz, xingou a mãe de todo mundo e depois foi falar com a Marília. Ce sabe, a Marília nunca ficou de frente com essas mulheres, não é ela que contrata, lógico e...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;...e aí de repente, fiquei imaginando, aparece essa mulher descabelada, com o avental um tanto desalinhado para a direita, o espanador segurado com rigidez à maneira de uma arma, e a Marília levanta o olhar de sua mesa e assiste essa pobre criatura em estado de fúria quase psicótica lhe jogar impropérios sobre cagalhões, papéis manchados de merda, bundas gordas e desrespeitodas, jornada de trabalho de 12 hrs em dias ruins, salários aviltantes, autoestima deficiente, o preço do bombril usado para ajustar a antena da TV, jogadas miraculosas para driblar o funcionário da companhia de luz que vem cortar a energia, os três ônibus lotados que se deve pegar para chegar ao trabalho e coisas do gênero. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É óbvio que a coisa toda iria estourar na minha bunda. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Bom, parece que na do Ronald elas estouram sozinhas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah-ah. Você ri, mas a Marília estava furiosa, falou até em fazer terapia e tal, pediu que eu tomasse alguma medida urgente e tudo. Só esqueceu de dizer o quê. Quer dizer, eu ouvi a palavra "comunicado". Mas porra, ce já parou pra pensar em como fazer isso?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eu não, mas tenho certeza que você já gastou um bom tempo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pois é...porra, cara - alisou a nuca, baixou a cabeça - olha, véio, eu vou te dizer, você vai todo dia pra faculdade, estuda, são horas que você se fode tentando decifrar o que aquele professor com discurso embolado e ego límpido tentou dizer naquela aula xarope, incontáveis cervejas que você troca com seus amigos junto com experiências sobre o ramo, e nunca imagina que vai enfrentar uma coisa dessas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Levantei os ombros. Era realmente uma situação delicada. O grande imbróglio residia no teor do comunicado virtual que Marcos deveria enviar. Evidentemente o comunicado seria passado em todo âmbito do setor, devido à grande sensibilidade corporativa em evitar o confronto direto com o transgressor ou mesmo porque a falta de sessões com um terapeuta não preparou Marília para aplicar uma advertência individual. O fato é que Marcos não conseguia encontrar as "palavras certas". Estava familiarizado com pedidos requerendo que os colaboradores mantivessem a mesa limpa em prol do genial e inventivo 5s ou que os processos agora deveriam impreterivelmente serem marcados no largo quadro branco no centro da sala para que a administração pudesse organizar a pauta e saber em que pé andavam as coisas, mas não para censurar odores anais e orgias intestinais e higiênicas no banheiro. Dizer somente para que "zelassem pela limpeza e organização do W.C." não daria, de forma alguma, conta da situação, pois provavelmente colocaria o problema em termos simplórios, e definitivamente a generalidade da mensagem não causaria impacto para que ela fosse cumprida. Em outras palavras: o problema continuaria acontecendo. Mesmo porque Ronald continuaria defecando e não tendo controle sobre o cheiro de seus dejetos. Mas como colocar a coisa de forma satisfatória? Os termos técnicos, ou mais precisamente os detalhes, não poderiam ser explicitados, por razões óbvias. Nem em termos sutis: toda escolha soaria nada menos do que burlesco ou irreal, ou mesmo uma piada de mau gosto aplicada por alguém sem profissionalismo ou de têmpera essencialmente juvenil. Na condição de homem das letras, solidarizei-me com a situação, mas cansado e prevalecendo a condição de homem puto e fanfarrão, sugeri que ele descrevesse ipsis litteris a monstruosidade do acontecimento. Em verdade, admito que não fazia ideia de como dar solução ao problema. Não que não me importasse: sofrendo as intempéries dos caprichos de minhas entranhas, era frequentemente forçado a correr ao banheiro no turno da tarde, eu mesmo sofrendo ao enfrentar uma odissédica prova de resistência ao fechar a porta e sentar no trono dos justos. E me importava também com Marcos, que é uma boa pessoa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A hipérbole destas linhas parece exagero (ah-ah!). Não é, e convido meus leitores a darem um voto de confiança.1 Creio que todo ser humano já sentiu um cheiro tão forte e subversivo que as narinas começam a arder (realmente). Esses saberão a amplitude do drama e ainda crerão na humildade de minha narrativa. Já vi uma chamada em um site médico, certa vez, dizendo que alguns tipos de câncer cerebral podem fazer com que o paciente sinta frequentemente um cheiro de queimado, inexistente. Fico imaginando, no caso de nossas linhas anteriores, em que o odor é real e quase palpável, que espécie de vis conexões neurológicas se processam dentro de nós enquanto a mente tenta compreender por que o cheiro de determinados dejetos humanos conseguem fazer arder nossas mucosas superiores. Que substâncias estarão ali presentes para configurar tamanho afronta à sensibilidade de nossos nervos? Nem a amônia presente na urina transtornada de bêbados contumazes consegue tanta agressão aos sentidos. Quer dizer, nunca fui um às da química, mas é difícil compreender aquilo que não vemos (tanto fisicamente quanto psicologicamente - é só ver o caso clássico dos índios que não enxergavam um barco se aproximando porque nunca tinham visto aquela coisa antes) e quando este ente invisível tem a capacidade de atingir com ímpeto ou violência um de nossos sentidos, a coisa fica ainda mais complexa. Aquelas moléculas todas minúsculas subindo pelo ar, adentrando nosso nariz, e - perdoem-me se demonstrarei alguma incoerência básica de anatomia ou fisiologia humana: nunca fui tampouco um às das ciências - quem sabe indo até os pulmões e dali para a corrente sanguínea, digo, aquelas moléculas minúsculas responsáveis pela imcompatibilidade com o ser humano, como o gás carbônico, e aí indo parar, por exemplo, nas artérias do cérebro. Já foi mais ou menos provado que a ingestão de algumas substâncias, que de forma nenhuma imaginávamos ou ainda imaginamos nocivas - como sei lá, sazon, podem provocar ou ajudar o aparecimento de focos tumorosos em determinadas regiões anatômicas. Não creio que seria muita viagem conceber um quadro em que, visto o desconhecimento da origem ou natureza das moléculas presentes ali naquele banheiro, nosso cérebro poderia ser afetado por exposição prolongada. Se bem que a conclusão lógica do raciocínio apontaria para um axioma que, no mínimo semanticamente, soaria absurdo: fezes podem causar câncer. Mas isso tudo são vãs filosofias (??).2 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De repente tudo aquilo começou a me deprimir. Não consegui mais me defrontar com a cena à minha frente. Tudo me pareceu triste demais e irreal, como uma encenação barata realizada por um paciente sádico de um hospício qualquer, para quem, por alguma razão obscura e deturpada, deram o poder de criar algo. Olhei para Marcos e ele deve ter entendido que a mesma desconsolação que lhe assolava tomou conta de mim, apesar de por motivos distintos. No final das contas estávamos no mesmo barco, acordando cedo todos os dias, caminhando ou pegando ônibus para chegarmos no mesmo local sempre, enfrentando situações diferentes e iguais ao mesmo tempo, uma rotina para a qual teoricamente nos prepararam por anos a fio, não somente na faculdade, mas na vida inteira. Tudo muito alheio, sem sentido. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É, cara, sei lá. Boa sorte, meu. Mas eu tenho que ir, cara, vou fumar ainda e se demorar muito vão começar a notar. - foi a única coisa que consegui dizer a ele. Virei as costas e deixei ele lá, às voltas com os seus demônios administrativos. Estamos todos sós, no fim de tudo. E isso, definitivamente, nenhuma faculdade poderia estar apta para nos preparar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;1 Ao começarem a ler este texto já deram, o que é meio óbvio. Mas eu sou óbvio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;2 De terceira categoria mesmo para um boteco. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;3 Humanas e de um tipo específico, conjuradas sob contextos ainda desconhecidos, que fique claro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-2529642418983336778?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/2529642418983336778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=2529642418983336778' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/2529642418983336778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/2529642418983336778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2011/10/trapalium-trecho-avulso-central.html' title='Trapalium - trecho avulso central'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-9157735833585847747</id><published>2011-10-17T18:10:00.001-02:00</published><updated>2011-10-17T18:11:43.007-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A obra de Jorge Barbosa Filho'/><title type='text'>Mais um de Jorge Barbosa</title><content type='html'>Enquanto meu ócio continua vigente, poema novo de Jorge Barbosa Filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assinatura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tento ir em prantos&lt;br /&gt;mas choro de tanto de rir&lt;br /&gt;em cantos escuros&lt;br /&gt;onde sou muitos e tantos.&lt;br /&gt;minha solidão é fiel&lt;br /&gt;ela não me deixa só,&lt;br /&gt;ando por aí contido&lt;br /&gt;como espelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não procuro cheques,&lt;br /&gt;sheiks, ou o X da questão. &lt;br /&gt;procuro um antídoto&lt;br /&gt;algum nome, um som&lt;br /&gt;sem bilhetes suicidas.&lt;br /&gt;ganhei-me pelas frestas&lt;br /&gt;e mesmo sendo assim,&lt;br /&gt;dei uma imensa festa&lt;br /&gt;dentro de mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até que enfim,&lt;br /&gt;fiquei lindo a noite toda&lt;br /&gt;para esperar por mim,&lt;br /&gt;mas não fui, não vou, nem vim.&lt;br /&gt;as luas dos meus lábios&lt;br /&gt;incendeiam-me insensato&lt;br /&gt;nesta espera sincera,&lt;br /&gt;esqueço quem sou&lt;br /&gt;e lembro quem flui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;passaria séculos convicto&lt;br /&gt;em ser uma oitava acima&lt;br /&gt;de marte e plutão.&lt;br /&gt;mas meu amor não cabe&lt;br /&gt;na boca de um vulcão.&lt;br /&gt;meu umbigo é um big-bang,&lt;br /&gt;apenas um improviso,&lt;br /&gt;uma fuga de jazz band.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não me levei em conta,&lt;br /&gt;não botei na ponta do lápis.&lt;br /&gt;passei na prova dos nove&lt;br /&gt;mas me falta um pouco de álibi.&lt;br /&gt;escrevo com minha sombra,&lt;br /&gt;sem sombra de dúvidas...&lt;br /&gt;nas minhas ilusões, eu me achoe assino em baixo, em baixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-9157735833585847747?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/9157735833585847747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=9157735833585847747' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/9157735833585847747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/9157735833585847747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2011/10/mais-um-de-jorge-barbosa.html' title='Mais um de Jorge Barbosa'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-1919991501783591148</id><published>2011-01-26T05:02:00.004-02:00</published><updated>2011-02-01T04:38:53.074-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='?'/><title type='text'></title><content type='html'>Eles sofrem para se sentirem seguros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sofro de que maneira? Não seguro, mas até de certa forma masoquista. Procurando, talvez, o inevitável, se é que podemos saber o que é o inevitável ou se ele é o evitável que desafiamos todos os dias e se torna ine- tão só e somente por causa de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sofre para se sentir seguro, FMAN, de quem vc fala?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos artistas (argh) que têm uma vida relativamente tranquila e não trabalham e podem escrever e criar uma infinidade de coisas e dizem que sofrem e o escambau, mas porra, perto de mim, sofrem o quê, sonofabitches, e yeahhh, é isso aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FMAN, vc veio da classe média, meu caro. Vc acha q tem uma história de vida triste e épica, mas meu caro, o que é vc perto de um sujeito que dorme nas ruas e desde o nascimento enfrentou uma existência não menos do que limitada? E aqueles que, independente de escala social, vivenciaram pesadelos indiscritíveis que transformam a psique humana? Ou, além, quem é voce para, pretensiosamente, saber que o teu pesadelo&lt;em&gt; interior&lt;/em&gt; é maior que o de qualquer outra pessoa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Bom, eu sei que estou errado, mas minha autopiedade muitas vezes me move pra frente, como um guerreiro que perdeu a honra por uma bobeira e agora vê a chance única de retomá-la perante uma missão de dor e agonia. Quanto mais o pé do Antagonista pressiona meu rosto na lama e faz me sentir uma merda, a ponto de retornar a minha infância e gritar como um animal desesperado de ódio e vergonha (se é que este último atributo exista nos animais - eu, pessoalmente, acredito que não, acho que nestes cérebros "subdesenvolvidos" não existe a mediocridade de um sentimento como a vergonha, e sim, talvez, o da humilhação, que é diferente pelo fato de um outro ser ter o domínio absoluto de tudo o que lhe pertence, seja a mente, o físico, e, se ele quiser, até mesmo o cu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...FMAN, eu acho que vc tem sérios problemas. Primeiro, o antagonista que você criou é somente isto: a materialização do seu fracasso nos seres que vc julga supostamente terem mais oportunidades do que você. Ou, &lt;em&gt;comme on dit&lt;/em&gt; naqueles que você secretamente inveja e, incapaz de assumir isto integralmente, vira o ódio contra. Sem, realmente, nenhum argumento consistente. Estes de que vc fala, sofrem sim, e sofrem igual a vc. Vc sabe que a sensibilidade deles também está muito antenada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hora de um narrador entrar e mediar, ou, simples modo, explicitar esta conversa. 1.) ponto: o primeiro sujeito que interroga e depois divaga é FMAN, o suposto autor deste blog. 2.) ponto: o interlocutor que aparentemente questiona e provoca/indaga/contradiz FMAN é o encosto.&lt;br /&gt;(Que encosto, porra, pergunta-se o possível leitor deste blog)&lt;br /&gt;Cara, é uma longa história. A única coisa que posso dizer é que este blog possui seus vários nomes por causa de uma longa luta entre FMAN e seu encosto (sim, ele é bem específico e só dele) - os nomes caracterizando o estágio da luta entre os dois. "O encosto está em todos nós", como está atualmente titulado significa, nada mais ou nada menos, que...Ahhhrgh..que porra é aquela, que merda significa tudo is..t...aahh! XXXX&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-1919991501783591148?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/1919991501783591148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=1919991501783591148' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/1919991501783591148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/1919991501783591148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2011/01/eles-sofrem-para-se-sentirem-seguros.html' title=''/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-6962829946991254485</id><published>2010-12-08T17:46:00.005-02:00</published><updated>2010-12-08T17:51:07.681-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A obra de Jorge Barbosa Filho'/><title type='text'>Mais do Jorge Barbosa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/TP_g96he2NI/AAAAAAAAACQ/eOmphkAAdeQ/s1600/l_aa4da4836ebe402696f7b639dd0df3e9.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 474px; height: 293px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/TP_g96he2NI/AAAAAAAAACQ/eOmphkAAdeQ/s320/l_aa4da4836ebe402696f7b639dd0df3e9.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548400620230072530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Enquanto este que vos escreve mantém-se inútil e estagnado em matéria de criação cultural, outros poetas estão colocando a mão na massa: com vocês, mais um poema de Jorge Barbosa Filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Senhora dos Capilares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-ansi-language:#0400;  mso-fareast-language:#0400;  mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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 &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois tem vários cipós debaixo do braço,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;perucas nas pernas e cultua suíças.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É a Santa que o Tarzan cobiça!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nossa Senhora dos Capilares! Orai por nós!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sua primeira oração foi “As Mentiras Cabeludas”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;e posteriormente, “Sabão Cra –Cra”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Protetora dos pelos do nariz, tufos na orelha,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;da família circense, em especial, da Mulher Barbada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma Santa de arrepiar os cabelos,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;mas pelo sim e pelo não&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;é a Santa de minha devoção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;Bento Pinto dos Santos&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;(Jorge Barbosa Filho )&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-6962829946991254485?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/6962829946991254485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=6962829946991254485' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/6962829946991254485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/6962829946991254485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2010/12/mais-do-jorge-barbosa.html' title='Mais do Jorge Barbosa'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/TP_g96he2NI/AAAAAAAAACQ/eOmphkAAdeQ/s72-c/l_aa4da4836ebe402696f7b639dd0df3e9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-2725318746391422379</id><published>2010-08-06T17:59:00.004-03:00</published><updated>2010-08-06T18:22:16.089-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A obra de Jorge Barbosa Filho'/><title type='text'>O diabo loiro está de volta!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/TFx3u7qWLNI/AAAAAAAAACA/r3jgCOeKYK4/s1600/m_45e72436e7354f55968bd5dc4ba88745.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 390px; DISPLAY: block; HEIGHT: 310px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502404492912897234" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/TFx3u7qWLNI/AAAAAAAAACA/r3jgCOeKYK4/s320/m_45e72436e7354f55968bd5dc4ba88745.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; E eis que o Jorge me envia um de seus novos poemas. E pelo jeito ele continua botando pra fuder. Segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;flor de lisboa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;(para Ana Griffo Antunes Coimbra)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;perguntei por cantar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;por que canto? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;enquanto encanto a dor&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;num espanto!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;luas e sóis na minha voz&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e a canção por um fio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ah! fina flor de lis boa&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ah, na boa, coimbra!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;és leve águia e leoa&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e soas entre as sílabas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;teço teu fado alado&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;por isto grifo teu mito&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e teu sorriso de fato&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;finda meus conflitos,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a fúria dos ventos impunes&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ante a tudo, que antes unes...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ah, naquilo que musico&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;há! ana, ana griffo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;dá-me o teu charme castelã&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;deixa-me rei dos teus fãs.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;oceânicas peguntas!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;cavalos marinhos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;acesos em nossas bocas, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;azuis, azuis, azuis do mais íntimo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;do espelho que despe-se a toa:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;nunca vi tantas mulheres numa!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ah! braços de porto e gal&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;à sombras de caetanos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e caravelas amamos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;em nossas praias de mel e sal. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;contemporaneamente antigo, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;é meu beijo de porquês, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;pois este poema é um jeito&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;de viajar um pouco contigo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;sem que as malas as tenha feito&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;assim te amo em português...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;Jorge Barbosa Filho&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-2725318746391422379?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/2725318746391422379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=2725318746391422379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/2725318746391422379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/2725318746391422379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2010/08/o-diabo-loiro-esta-de-volta.html' title='O diabo loiro está de volta!'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/TFx3u7qWLNI/AAAAAAAAACA/r3jgCOeKYK4/s72-c/m_45e72436e7354f55968bd5dc4ba88745.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-1004472916877296832</id><published>2010-07-29T15:14:00.004-03:00</published><updated>2010-07-29T16:00:28.570-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='textos alheios'/><title type='text'>Lirismo alheio</title><content type='html'>Terceito autor (neste caso "a") que publico aqui no blog, vale a pena conferir o blog de Vanessa  Rodrigues: &lt;a href="http://www.vanrodrigues.wordpress.com/"&gt;www.vanrodrigues.wordpress.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um magnânimo exemplo de lirismo segue no texto a seguir, em que a autora alcança um patamar invejável de simbolismo e significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;poética da concha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o bicho mais mole cria a concha mais dura, na medida exata de sua existência . expele o mal&lt;br /&gt;rodeado em madrepérola. o mais inofensivo é o mais impenetrável dos bichos da&lt;br /&gt;praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e é de dentro para fora que constrói essa casca. e do segredo de sua natureza, do mistério&lt;br /&gt;daquilo que é feito, ele forma o concreto de sua cidadela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas só cabe um em sua fortaleza miúda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                            - Vanessa Rodrigues -&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-1004472916877296832?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/1004472916877296832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=1004472916877296832' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/1004472916877296832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/1004472916877296832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2010/07/lirismo-alheio.html' title='Lirismo alheio'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-7613870270367699258</id><published>2010-05-20T16:08:00.006-03:00</published><updated>2010-05-20T17:00:30.906-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loko Denis e momento metafísico'/><title type='text'>LOKO DENIS E O MOMENTO METAFÍSICO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 659px; DISPLAY: block; HEIGHT: 255px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473443239018541858" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/S_WToFf2syI/AAAAAAAAAB4/P-u4AwY17qc/s320/imagem1.bmp" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Pintura por Maria Luísa C. Fumaneri, 2010. Técnica: pincel de Paint.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          Joaquim pegou o prato de apoio do pires e, com as unhas, começou a arranhar e arrancar pedaços da parafina acumulada pela queima de diversas velas. Loko Denis acompanhou o processo com olhos curiosos e inquisitivos. Focava-se na mão, em todos seus movimentos bruscos, os dedos grossos e as unhas ligeiramente sujas, empurrando com desajeitada força os tocos brancos. Naquele breve momento de reveladora filosofia, Joaquim falava – pausadamente – amenidades que Loko Denis não quis ou simplesmente não ouviu.&lt;br /&gt;          Pensava que numa situação dessas ele não saberia o que fazer, simplesmente não teria o conhecimento para saber que, para tirar aquele amontoado de cera branca de um prato deveria ser necessário arrancá-lo com a mão, e não com o uso de um detergente e um Bombril, mesmo pelo motivo de que apenas isso não funcionaria. Nesse momento, Loko Denis descobriu que nada sabia sobre a parafina da vela e, praticamente, nunca havia tocado uma antes. E isso demonstrava o quão sábio Joaquim era, tão somente pelo conhecimento empírico que acumulava. É lógico que essa percepção não vinha a Denis dessa forma, mas sim em códigos mais modestos, talvez suficientemente simbolizados pela figura do herói e da qualidade empática da admiração e a consequente afeição indefinida. Indefinida porque não-afeição, por mais paradoxal. Mas longe de compreender, Denis não precisa compreender. E, quando mais tarde, mais maduro já a caminho da meia-vida, meditava sobre o período, gostava de pensar se as pessoas mais jovens que o conhecessem agora também teriam essa percepção de sua própria figura, quando levantasse e jogasse fora os tocos das velas ou qualquer outra ação aparentemente banal e desinteressante, mas enquanto detalhe, figurava sublimidade inexplicável, talvez comparada ao vazio e preenchimento (!) da divulgação da Teoria do Caos, e, assim, essas pessoas achariam que ele era um homem sábio, um cara vivido, um cara com MUUUITO conhecimento empírico para dar. Nesta época viria a ter uma resposta.&lt;br /&gt;          O que importa é o tempo presente. E neste, Loko Denis saíra de seu repentino e profundo transe, porque Joaquim já terminara de jogar fora os tocos e acendia uma nova vela, deixando cair a cera quente sobre o prato e firmando-a.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-7613870270367699258?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/7613870270367699258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=7613870270367699258' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/7613870270367699258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/7613870270367699258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2010/05/loko-denis-e-o-momento-metafisico.html' title='LOKO DENIS E O MOMENTO METAFÍSICO'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/S_WToFf2syI/AAAAAAAAAB4/P-u4AwY17qc/s72-c/imagem1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-7074164035350229068</id><published>2010-04-28T18:20:00.003-03:00</published><updated>2010-04-28T18:23:52.384-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='?'/><title type='text'>TRAUMA</title><content type='html'>O maior herói que eu já desmistifiquei&lt;br /&gt;                                foi eu mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-7074164035350229068?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/7074164035350229068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=7074164035350229068' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/7074164035350229068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/7074164035350229068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2010/04/trauma.html' title='TRAUMA'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-1025462346925114900</id><published>2010-03-30T02:47:00.002-03:00</published><updated>2010-03-30T02:50:15.587-03:00</updated><title type='text'>NÃO HÁ  NADA</title><content type='html'>Sim, companheiros. O encosto avançou novamente. Nada a falar por enquanto. A batalha ganha novos rumos, ainda indefinidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria um amigo eu, assalamom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E boa sorte a todos. Fiquem londe das drogas, camaradas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-1025462346925114900?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/1025462346925114900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=1025462346925114900' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/1025462346925114900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/1025462346925114900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2010/03/nao-ha-nada.html' title='NÃO HÁ  NADA'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-733821715792967953</id><published>2010-02-17T21:28:00.004-02:00</published><updated>2010-02-17T21:33:41.074-02:00</updated><title type='text'>Poema novo de Jorge Barbosa Filho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/S3x8rdfAkSI/AAAAAAAAABk/_EYDHyMstpg/s1600-h/l_56432664b9281457d5afaf18fa95b1b3.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/S3x8rdfAkSI/AAAAAAAAABk/_EYDHyMstpg/s320/l_56432664b9281457d5afaf18fa95b1b3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439359536047624482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis mais um poema de Jorge Barbosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visite também http://www.myspace.com/jorgedoiraj&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;não me ame nunca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não me ame nunca&lt;br /&gt;dizem, sou muito perigoso,&lt;br /&gt;pois se te beijar a nuca&lt;br /&gt;acabo te roendo o osso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da tua doce espinha&lt;br /&gt;falam, é a minha arma,&lt;br /&gt;pra me valer nas esquinas&lt;br /&gt;e chegar ladino em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não me ame nunca&lt;br /&gt;dizem, sou muito pirado,&lt;br /&gt;meus carinhos nas luas&lt;br /&gt;não valem nenhum trocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acho que minha fama&lt;br /&gt;não é assim tão pequena,&lt;br /&gt;gritam, que só valho a pena&lt;br /&gt;quando te levo pra cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não me ame nunca&lt;br /&gt;dizem, sou muito bandido,&lt;br /&gt;roubo sua alma e chuvas&lt;br /&gt;e depois acabo fugindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;perca a esperança então&lt;br /&gt;rezam, sou homem e menino,&lt;br /&gt;brinco pelo seu coração&lt;br /&gt;que bate sempre arrependido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não me ame nunca&lt;br /&gt;dizem, que você me ama&lt;br /&gt;enquanto tudo te espanta&lt;br /&gt;não me ame nunca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-733821715792967953?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/733821715792967953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=733821715792967953' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/733821715792967953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/733821715792967953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2010/02/poema-novo-de-jorge-barbosa-filho.html' title='Poema novo de Jorge Barbosa Filho'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/S3x8rdfAkSI/AAAAAAAAABk/_EYDHyMstpg/s72-c/l_56432664b9281457d5afaf18fa95b1b3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-611850941916094599</id><published>2010-02-12T20:12:00.001-02:00</published><updated>2010-02-12T20:14:00.719-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FMAN B-sides'/><title type='text'>FMAN B-SIDES</title><content type='html'>Depois de certa ausência, volto com mais um infame FMAN B-SIDE, os textos obscuros de uma época mais obscura ainda...com mais um poema que meu cérebro não recorda ter escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e novamente, pra quem não sabe do que se trata a série, procure o primeiro post)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a nossa música a gente inventa &lt;br /&gt;conforme o tempo partido &lt;br /&gt;de nosso amor assente &lt;br /&gt;um poema de amor ferido &lt;br /&gt;carta sentimental passada &lt;br /&gt;nós escrevemos qualquer dia desses &lt;br /&gt;enquanto esperamos tudo passar &lt;br /&gt;ou mesmo na noite antes de despertar &lt;br /&gt;nossas fúrias e desinteresse &lt;br /&gt;o vazio da saudade &lt;br /&gt;este acordará no tempo certo &lt;br /&gt;de um tempo que lembramos perdido... &lt;br /&gt;                                    para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                         ***&lt;br /&gt;Pois é. A tosqueira continua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-611850941916094599?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/611850941916094599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=611850941916094599' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/611850941916094599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/611850941916094599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2010/02/fman-b-sides_12.html' title='FMAN B-SIDES'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-910890501818752979</id><published>2010-01-04T23:44:00.003-02:00</published><updated>2010-01-04T23:53:38.137-02:00</updated><title type='text'>GENIAL</title><content type='html'>Bom, para evidenciar o meu ódio ao evangelho do vegetarianismo (vejam bem, antes de me encher o saco, tenham em mente que não tenho nada contra àqueles que têm essa opção, respeito é tudo; cada um tem o direito de comer o que quiser - o que me fode é aquela atitude comum à recém-gays, recém-evangélicos e vegetarianos que te olham com nojo porque vc lambe o sangue de uma picanha suculenta, que tentam a todo custo te converter e te impor a verdade de sua verdade), posto aqui uma pichação genial encontrada perto de minha casa, que ilustra bem o que penso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARNE É CRIME&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e logo ao lado um outro cidadão, que imagino melancólico e muito perspicaz, escreveu:)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOME É FODA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Du caralho. Neste pequeno terrorismo poético urbano ele resume tudo. Não vou explicar minha interpretação. Isto fica pra cada um.&lt;br /&gt;E volto a dizer, respeito e admiro a fundamentação argumentativa dos vegetarianos, mas não venham me encher o saco. Gosto de carne, já vi todas as atrocidades cometidas contra animais, mas, sinceramente, não me tocou de forma tal a me impedir de saborear seus corpos. Cadeia alimentar é cruel - poderia ser menos, é claro, com métodos mais adequados e menos atrozes.&lt;br /&gt;Enfim, é isto. Preguiça de levar mais adiante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-910890501818752979?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/910890501818752979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=910890501818752979' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/910890501818752979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/910890501818752979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2010/01/genial.html' title='GENIAL'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-6357512807842767470</id><published>2009-12-20T22:24:00.002-02:00</published><updated>2009-12-20T22:26:09.785-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FMAN B-sides'/><title type='text'>FMAN B-SIDES</title><content type='html'>Olá, companheiros. Neste domingo quente e sórdido, começo a lembrar de algumas coisas daquela época de loucuras. É impossível pensar nisto sem invocar meus amigos insanos que me acompanharam. Portanto, nesta terceira edição de meu B-sides, posto algo relativo ao tema. Como sempre, o poema não tem fim. A diferença é que eu me lembro de compô-lo, mesmo que vagamente. Bem, acho que eu estava sobre certa influência de Ginsberg, mas enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meus amigos estão loucos&lt;br /&gt;perambulando cheirados pelas ruas&lt;br /&gt;no dia seguinte à noite da desforra&lt;br /&gt;onde o acaso não lhes deu nada&lt;br /&gt;nem uma resposta&lt;br /&gt;nem uma dádiva&lt;br /&gt;nem um bilhete marcado pra dentro de suas almas&lt;br /&gt;estão preocupados&lt;br /&gt;com suas barrigas proeminentes&lt;br /&gt;chorando através do útero dos velhos barris de cerveja&lt;br /&gt;estão assistindo tv&lt;br /&gt;esperando a vinda do messias vestido num terno em liquidação&lt;br /&gt;mas a ele só resta sentar e liquidar&lt;br /&gt;uma garrafa de whisky num fim de noite qualquer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-6357512807842767470?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/6357512807842767470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=6357512807842767470' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/6357512807842767470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/6357512807842767470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2009/12/fman-b-sides.html' title='FMAN B-SIDES'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-7665368130393381551</id><published>2009-12-14T18:37:00.005-02:00</published><updated>2009-12-14T18:47:34.500-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FMAN recomenda'/><title type='text'>FMAN RECOMENDA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Apresento-lhes o trabalho de meu estimado e querido amigo, Daniel Seleme. O cara sempre escondeu seu intenso talento de todos, mas nunca me enganou. Graças aos bons deuses ele resolveu lançar um blog e publicar seus segredos. O endereço tá nos meus links. Confiram.&lt;br /&gt;O Daniel é uma dessas pessoas de sabedoria e de olhar perscrutador, sempre curioso, tentando ir aonde nenhum homem jamais foi. Principalmente para dentro de si. Seu texto é tão poderoso, sincero e cheio de verdades e de uma visão poética que fui obrigado a reproduzi-lo aqui. Divirtam-se, canalhas!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;EXCERTOS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vida! Vida Vida, Allen. Veja só como as cidades pulsam vida. Veja o que o tropical verão do Brasil proporciona aos que o habitam. Ruas tomadas pelo sabor do sexo destilam essências estimulantes meu caro; afrodisíaco potencializado em fodas incessantes e trepadas que fariam o bom Marquês gozar atrás das grades. Sede! Orgasmo infinito e encantador. Culotes! Carros envenenados deslizam nas porras das esquinas e as prostitutas constrangidas com esse bacanal que o povo de cá brinca de viver.&lt;br /&gt;Onde vais? Onde vou? Quando o mundo acabar colete suas coisas e venha comigo. O dia em que o mundo acabar estaremos mentindo na cama e você virá comigo, até o mundo acabar, não é mesmo DmBand? E agora que ele já foi...rss, aproveite. Fumaça, a cama está em chamas e eu nú fumando este tabaco, brasa maldita, minha fogueira, não sou bruxo não. Talvez um brincalhão, vento das sublimes florestas nipônicas. Agora o quarto ruborizou e as paredes escarlates fundem sombrias sombras que dançam a moda cigana. A cafeína preta ferve, obrigado. Um drink para lembrar e outro para esquecer, mais um drink e eu me irei. Hoje a Graça virá ao meu encontro e lhe oferecerei um drink, sorriso estampado e logo suas pernas se abrindo ainda mais contagiantes e receptivas, sanduíches de joelhos. Sim, sei que ela gosta quando os pressiono. E quando escorrega os braços desnudos sobre a mesa do bar. Depois sob as vestes e os olhares vermelhos dos que nos acompanham, desce até o eriçar da alma arrepiar num convite inevitável.&lt;br /&gt;Alguns dias com uma dose de angústia, trancado na quitinete, ouvindo músicas e pensando o que poderia fazer, observo de perto as semanas correrem a galopadas. Nesta época posso considerar poucos caminhos visíveis em que me engendre a contento, por isso, optei em não fazer, fazer nada e deixar o tempo revelar novas hipóteses. Algumas mais nítidas. Talvez ainda não tenha entendido alguma escolha que esteja à minha frente. Matuto e penso, observo e tudo que vejo é a estrada através das janelas da minha jaula, que escondo as chaves em baixo do travesseiro e durante a noite, durante os sonhos, liberto para trilhar feliz a vida sem pormenores, intensa, dentro daquilo que realmente importa.&lt;br /&gt;O duro preço da solidão é o amargo que impregna e sufoca em momentos de fraquejo. O músico do bar repete os mesmos versos; os bêbados continuam se arrastando pelas sarjetas; as terríveis mulheres tornam a foder com todos; as queridas nos tranqüilizam, o alvorecer do dia sepulta-nos vampiros; vampiros, até que o período do qual somos escravos chame-nos e o ciclo demoníaco continue. Ainda assim olho fixamente para a estrada florida da vida. Pesaroso, aguardo minha santa carona que conduzirá até o limite; assim torno-me livre e interajo com o vasto vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- DANIEL SELEME - de sua série "Absurdos do Baú", parecida com a minha "B-sides", mas com a diferença de ser textos excelentes que ele esqueceu na gaveta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-7665368130393381551?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/7665368130393381551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=7665368130393381551' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/7665368130393381551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/7665368130393381551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2009/12/fman-recomenda_14.html' title='FMAN RECOMENDA'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-2661572937304535123</id><published>2009-12-10T18:11:00.003-02:00</published><updated>2009-12-10T18:22:01.054-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FMAN recomenda'/><title type='text'>FMAN RECOMENDA</title><content type='html'>Arte e doença mental:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Laibach&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/results?search_query=laibach&amp;amp;search_type=&amp;amp;aq=f"&gt;http://www.youtube.com/results?search_query=laibach&amp;amp;search_type=&amp;amp;aq=f&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quaisquer vídeos deles. O grupo esloveno é frequentemente associado ao nazi-fascismo e ao autoritarismo. Eles respondem que é tudo sátira. Eu acredito. É só ver a bizarra (e doente) apresentação deles pra conferir. É impossível ficar impassível diante da figura excêntrica de Milan Frãs, geralmente o front-man da banda: suas roupas remetem a um militarismo bizarro, sem falar no chapéu que ele usa. Completamente insano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para puxar:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Easy stars all stars&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O grupo tem 3 Cds. Eles fazem versões Dub (não sabe o que é - Wikipedia, mano!) de discos consagrados. Recomendo puxar todos: obras-primas. Imagine ouvir Dark side of the moon com riffs de reggae e remix(s) psicodélicos. A discografia é completada com versões de Ok Computer, do Radiohead e Sgt. Peppers (!) dos Beatles. Sonzeira. Pra quem quer Dub puro, original, recomendo o CD "Super Ape", do &lt;strong&gt;The Upsetters&lt;/strong&gt;. Du caralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Richard Cheese&lt;/strong&gt; (Discografia inteira)&lt;br /&gt;Imagine um maluco fazendo versões &lt;em&gt;lounge&lt;/em&gt; de músicas consagradas. Este é o cara. Prepare-se então pra ouvir "Welcome to the jungle" cantada em estilo Sinatra. É de se cagar de rir. Ou pior: letras cheias de palavrões (como "Smack my bitch up") cantadas com muita elegência. É foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That´s all folks!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-2661572937304535123?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/2661572937304535123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=2661572937304535123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/2661572937304535123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/2661572937304535123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2009/12/fman-recomenda.html' title='FMAN RECOMENDA'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-4067390533452506657</id><published>2009-11-30T15:54:00.003-02:00</published><updated>2009-11-30T16:04:04.937-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FMAN B-sides'/><title type='text'>FMAN B-SIDES</title><content type='html'>Bom, digo desde já que este é o texto mais ridículo desta série. Novamente, trata-se de um poema cuja concepção e realização não estão registradas em minha memória. Graças a Deus. Como dizem por aí, se você não lembra, é porque não fez. Prefiro enganar-me assim. Analisando o texto, vê-se rimas forçadas, ingênuas. O sentido do poema inexiste, acredito, e as rimas trabalham apenas para si. Com um pouco de esforço, e se fosse numa linguagem mais simples, ele poderia até ser uma letra de uma música mais lenta de pagode. Enfim, divirtam-se canalhas e riam à vontade!&lt;br /&gt;P.S. Se você não sabe o que é o FMAN B-SIDES, procure o primeiro post da série logo abaixo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estou a mando de morrer.&lt;br /&gt;a mando tal e qual&lt;br /&gt;o mandato que decreta&lt;br /&gt;o fim de todo carnaval&lt;br /&gt;crendo, que, se de ver&lt;br /&gt;a chama por trás&lt;br /&gt;de um gesto carnal&lt;br /&gt;apague a sede de não se ter&lt;br /&gt;qualquer ordem banal&lt;br /&gt;nascida como um bebê em dia de natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ARGHHHHH!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-4067390533452506657?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/4067390533452506657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=4067390533452506657' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/4067390533452506657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/4067390533452506657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2009/11/fman-b-sides_30.html' title='FMAN B-SIDES'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-6062783646160160222</id><published>2009-11-20T17:38:00.009-02:00</published><updated>2009-11-20T17:48:02.448-02:00</updated><title type='text'>A mais nova piração de Jorge Barbosa Filho (III)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/SwbyZBPYq8I/AAAAAAAAABc/PX8H4Z3uR6g/s1600/requi%C3%A9m+prum+inimigo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406274914348477378" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/SwbyZBPYq8I/AAAAAAAAABc/PX8H4Z3uR6g/s320/requi%C3%A9m+prum+inimigo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É isso aí! Mais um da ótima série de cartazes do Jorge. Cliquem na imagem e divirtam-se, canalhas!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-6062783646160160222?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/6062783646160160222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=6062783646160160222' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/6062783646160160222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/6062783646160160222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2009/11/mais-nova-piracao-de-jorge-barbosa_20.html' title='A mais nova piração de Jorge Barbosa Filho (III)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/SwbyZBPYq8I/AAAAAAAAABc/PX8H4Z3uR6g/s72-c/requi%C3%A9m+prum+inimigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-3877682567691305755</id><published>2009-11-11T15:19:00.013-02:00</published><updated>2009-11-11T17:02:59.968-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FMAN B-sides'/><title type='text'>FMAN B-SIDES</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/SvsH6vjaozI/AAAAAAAAAA0/7laBThMRC1k/s1600-h/Foto2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402920883739861810" style="WIDTH: 600px; CURSOR: hand; HEIGHT: 241px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/SvsH6vjaozI/AAAAAAAAAA0/7laBThMRC1k/s320/Foto2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Okay, pessoal, após 3 anos, decidi abrir a caixa preta do meu período negro, vivido entre 2005 e 2006. Remexendo o pc descobri diversos arquivos que nem fazia ideia que existiam. Fazendo um esforço, lembro que todos foram escritos sob condições mentais adversas; perturbação, caos, todos em madrugadas intermináveis na frente da tela fazendo coisas proibidas e enchendo o cu de cachaça. É hora de vocês, leitores, terem, de grátis, um ticket para meu inferno pessoal. Esta é a nova série do blog, meus b-sides, textos nonsense, confissões, projetos de poemas, etc. todos feitos de dentro do olho do furacão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O primeiro da série é bastante emblemático: os amigos mais fiéis lembrarão que este blog nasceu em 2005 sob o título "O cara mais chapéu de todos os tempos". Pois bem, publico o poema homônimo. Quem achar o sentido desta joça, por favor, me avise. Quero pensar que seja algo a mais do que uma tentativa de diálogo (em estado alterado de consciência) com o Arnaldo Batista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vejam, eu não lembro nem de criar este poema, então acho que não preciso me desculpar por ele não ter final. Beijos na bunda de todos. E aguardem os próximos posts da série.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;o cara mais chapéu de todos os tempos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ele queria navegar&lt;br /&gt;no meio da corrente sanguínea&lt;br /&gt;de todos os tempos&lt;br /&gt;com todos os ventos&lt;br /&gt;soprados da maresia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra ser uma célula&lt;br /&gt;ele tragou as sequelas&lt;br /&gt;de seus amores&lt;br /&gt;mortos no asfalto&lt;br /&gt;de estrelas belas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara mais chapéu de todos os tempos&lt;br /&gt;É um japonês que trabalha no circo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dando piruetas ao avesso&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-3877682567691305755?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/3877682567691305755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=3877682567691305755' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/3877682567691305755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/3877682567691305755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2009/11/fman-b-sides.html' title='FMAN B-SIDES'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/SvsH6vjaozI/AAAAAAAAAA0/7laBThMRC1k/s72-c/Foto2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-6015088358487136065</id><published>2009-11-10T17:03:00.001-02:00</published><updated>2009-11-10T17:05:24.352-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A obra de Jorge Barbosa Filho'/><title type='text'>A mais nova piração de Jorge Barbosa Filho (II)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/Svm5aeH1GGI/AAAAAAAAAAk/6mUPZyMHL3k/s1600-h/homo_ludens.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402553092421261410" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/Svm5aeH1GGI/AAAAAAAAAAk/6mUPZyMHL3k/s320/homo_ludens.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-6015088358487136065?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/6015088358487136065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=6015088358487136065' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/6015088358487136065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/6015088358487136065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2009/11/mais-nova-piracao-de-jorge-barbosa_10.html' title='A mais nova piração de Jorge Barbosa Filho (II)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/Svm5aeH1GGI/AAAAAAAAAAk/6mUPZyMHL3k/s72-c/homo_ludens.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-1477651650343545159</id><published>2009-11-05T15:38:00.001-02:00</published><updated>2009-11-05T15:40:58.011-02:00</updated><title type='text'>A mais nova piração de Jorge Barbosa Filho</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/SvMOCL9SdTI/AAAAAAAAAAc/MMk0jHq02mc/s1600-h/cemit%C3%A9rio+de+pulgas+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400675808879736114" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/SvMOCL9SdTI/AAAAAAAAAAc/MMk0jHq02mc/s320/cemit%C3%A9rio+de+pulgas+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-1477651650343545159?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/1477651650343545159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=1477651650343545159' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/1477651650343545159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/1477651650343545159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2009/11/mais-nova-piracao-de-jorge-barbosa.html' title='A mais nova piração de Jorge Barbosa Filho'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/SvMOCL9SdTI/AAAAAAAAAAc/MMk0jHq02mc/s72-c/cemit%C3%A9rio+de+pulgas+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-8040873786299881597</id><published>2009-08-20T17:19:00.003-03:00</published><updated>2009-08-20T17:36:05.468-03:00</updated><title type='text'>Post negro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Muito tempo sem nada pra vos dizer, incautos seguidores (que não sei se existem ou quantos são). Mas não há nada a dizer no momento. Escrever se tornou como a moça pela qual um dia vivemos um imenso e tórrido romance, uma paixão bufônica. É triste, mas parece que a vida está prevalecendo sobre a fantasia - aquela que se cria dentro de si, o mundo "paralelo" que regem as palavras e que criam a literatura. Minha literatura parece estar morta. Não a enterrei ainda, é muito doloroso. Enquanto isso, o cadáver permanece aqui, cheirando cada vez pior. É que lá no fundo, bem no fundo, não consigo admitir (ou melhor, desistir) que tudo foi pro saco. Tudo que vivi nos últimos anos (e também pode se contar os anos mais antigos) pareceu tirar de mim a crença de que as palavras podem ser tão poderosas quanto à vida, a realidade. A arte continua sendo a minha igreja...mas eu não ouço mais a voz do messias dentro de mim. Por isso, àqueles que porventura me acompanham aqui (volto a dizer, não sei quem ou quantos são - parece-me ser um grupo muito reduzido), perdoem-me a falta de publicações. Não sei que caminho isso vai dar.&lt;br /&gt;É difícil enfrentar a morte de uma crença. Todos os homens precisam de uma - viver sem é como assinar um documento para o desespero, para o vazio, para a falta de sentido, para o caos total, o desamparo. Devo lhes confessar, caros, comecei a escrever muito cedo, comecei a ler livros muito cedo, e tudo aquilo era mais do que minha vida, era a catarse, era beleza, era denúncia, era deixar-se levar por algo maior do que a própria razão, pela coração, por tudo que transpirasse verdade em meus poros. E foram muitos anos assim. A arte era tudo. Mas quando a inocência se perde de vez, integralmente, em todos os sentidos, é difícil criar algo. Quando se tem de pensar com sofreguidão no pão diário, quando tua mente não dá paz, quando vc assume as rédeas de uma vida em que a batalha diária, o atestado logo vem certo: a vida é maior do que arte.&lt;br /&gt;Espero estar errado. Espero apenas estar num dia ruim. Pode ser que tudo isso não signifique nada e logo eu esteja de volta. Sinceramente espero. Como o padre que um dia perdeu a fé e a recupera num mágico momento de redenção, espero ver a luz e ouvir o doce canto de uma musa no meu ouvido, recitando maravilhas de um mundo própero, com esperança. Espero sinceramente alcançar de volta a grandiosidade de mergulhar em mundos que estão há muito escondidos dentro de mim. Tudo para dizer: sim, a vida é forte, mas a arte prevalecerá, de mãos unidas - uma ajudando a outra - nos dando esperanças. Um grande abraço a todos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-8040873786299881597?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/8040873786299881597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=8040873786299881597' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/8040873786299881597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/8040873786299881597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2009/08/post-negro.html' title='Post negro'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-5429065331950697701</id><published>2009-07-05T22:42:00.005-03:00</published><updated>2009-07-05T22:49:04.660-03:00</updated><title type='text'>Carta terceira</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Obs.: Caros leitores, peço o obséquio de lerem esta e as últimas duas postagens para compreensão do que está acontecendo. Tive de postar as três cartas uma atrás da outra porque elas chegaram rapidamente e eu estava sem internet para postá-las. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Chegada&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;"Albert:&lt;br /&gt;Bem, cheguei... Estou dentro do internato, onde fui muito bem recebido pelos meus parceiros de sorte... O inferno, até agora, não é assim tão ruim.&lt;br /&gt;O Pastor me liberou os livros de poesia que o Bruno me emprestou, meus textos de poesia que trouxe pra cá, liberou que eu escrevesse e também que meus textos possam sair da Instituição. Isto é ótimo, meu amigo! As coisas estão, apesar de tudo, caminhando...&lt;br /&gt;Obviamente tenho de cumprir os mandamentos de Jesus, dado como terapia obrigatória da casa. Cuidar de banheiro, cozinha, pátio, quartos e rezar, rezar, rezar, rezar, com três ou quatro altos por dia. Haja!!!&lt;br /&gt;Pra você entender, estou preso com companheiros, na maioria adolescentes que para se reabilitarem, seguram no saco de Cristo: terapia dos pentelhos divinos! São loucos que se apaziguaram e precisam de lago para acreditar ou segurar.&lt;br /&gt;Amigo, estou bem. Gostaria de estar tocando minhas coisas ai fora, em liberdade, escutando as músicas que quero. Tudo bem, já as decorei, estão dentro de um verdadeiro “bar dentro de mim”, onde não há credores ..para me importunar, nem os desgastes físicos, afetivos e emocionais, não há a “inteligência cluber” dos inúteis e caricatus “artistas curitibanos” pra me sacanear!&lt;br /&gt;Neste bar, feito de papel, linhas, tintas e memórias (já que o tempo na instituição é parado), dialogarei com várias reflexões que versarei sobre cultura, pessoas, instituições, políticas e suas interseções. Histórias dos filhos-da-puta, dos traíras, dos oportunistas, dos babacas, mas também, histórias dos bons, dos melhores, dos exemplares. Albert, gostaria de lembrar que “não existem feitos, apenas versões”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não enlouquecer aqui, falei os falsos e verdadeiros, do SIM e do NÃO, do MIM e do SÃO.&lt;br /&gt;Então Albert, viva aos poetas de janela que nunca botaram o pé na vida; viva as mulheres de Curitiba impaludadas e angelicais que são devassas na cama, fazendo seus maridos secarem roupas entre os chifres; viva aquela mulher corneada que saqueia os bens do amante e o impede de ter acesso ao seu computador, instrumento de trabalho; viva a papuda! Viva aos meus amigos que são amigos de meus inimigos; viva aquela que se diz “empresária” e divulgadora da “cultura” e sua vagina; viva esta puta que rouba o dinheiro de seus otários; viva o amigo (da onça), que vive com seu papai e mamãe, é cagão, não sobe no palco, e ainda, descansa seu saco no sucesso dos outros; viva os artistas que morrerão de tétano por não terem cortado o cordão umbilical e fazerem Arte, a Arte “que não abre concessões as facilidades”.&lt;br /&gt;Como diz o poeta: “Assim até eu!”, né Thadeu?&lt;br /&gt;Albert: por favor, bate a máquina pra cuidar, para desespero dos meus inimigos ou quem quis me calar.&lt;br /&gt;Obrigado por tudo, mande um abraço para nossos comparças ai fora, um beijo pro meu irmão, e um beijão pra mulher que amo!&lt;br /&gt;Valeu! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;beco&lt;br /&gt;sem bandeira ou beijo&lt;br /&gt;pela passeata do desejo&lt;br /&gt;empunho as certezas&lt;br /&gt;que descreio:&lt;br /&gt;o país que não vejo,&lt;br /&gt;o amor que não veio,&lt;br /&gt;a palavra que não tenho.&lt;br /&gt;na multidão, aflito&lt;br /&gt;prorrogo o meu grito&lt;br /&gt;e o ritmo das estrelas.&lt;br /&gt;assisto,&lt;br /&gt;meio esquisito,&lt;br /&gt;ao fogo do meu signo&lt;br /&gt;dentro do labirinto&lt;br /&gt;sem fim e sem começo,&lt;br /&gt;tudo aquilo que tento&lt;br /&gt;é beco.&lt;br /&gt;e que assim seja,&lt;br /&gt;sair da vida cedo,&lt;br /&gt;amanhecendo&lt;br /&gt;com o coração aceso.&lt;br /&gt;Jorge Barbosa Filho"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só lembrando o &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; do Jorge: &lt;a href="http://www.myspace.com/jorgedoiraj"&gt;http://www.myspace.com/jorgedoiraj&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-5429065331950697701?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/5429065331950697701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=5429065331950697701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/5429065331950697701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/5429065331950697701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2009/07/carta-terceira.html' title='Carta terceira'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-9164815618916991116</id><published>2009-07-05T22:41:00.002-03:00</published><updated>2009-07-05T22:47:55.541-03:00</updated><title type='text'>Carta Segunda (de Jorge Barbosa Filho)</title><content type='html'>"Oi, Albert:&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece inevitável minha internação. Não que eu não necessite. Preciso me curar e descansar um bocado do estresse que vinha sofrendo ultimamente. Descansar das pessoas, dos fatos, dos meus erros, dos erros dos outros que me jogaram nas costas, Descansar um pouco do farfalhar bovino da cena cultural de Curitiba. Descansar do amor, do venenos que causei nas mulheres, dos amigos da onça, das mesmas conversas, dos mesmos.... e dos ciúmes que minha obra, erros, acertos e postura causam Não gostaria de ir para uma Instituição evangelica, onde se reza pra cacete, a terapia é limpar pátio, banheiro e cozinha, futebol, censura de livros arte e música . Bem este é o erro a pagar pela minha ousadia, coragem, e não contentamento com está posto...Preciso me tratar e ao mesmo tempo tenho a sensação que todos querem me retirar de circulação ... do conv..vio social. " Sou um estorvo... um tumor"" .Bem não há mas nada a fazer... nesta minha jornada descobrirei quem realmente está ao meu lado... quem são os reais amigos .. que se pronunciará , com coragem que é meu inimigo... quem são os amigos dos meus inimigos.... e pricipalmente... quem é o inimigo dentro de mim.... Albert, para não enlouquecer.... escreverei para vc, como uma forma de terapia, fazendo minha catarse, depuração, e possivemnte, minha redenção.Conto com vc e com o Bruno... já que não confio mais em ninguém.Escreverei estes artigos com o título de "Lobo em pele de ovelha... cartas para Albert Nane " ou "Bar Dentro de Mim" sei lá.....Será uma mistura de ficção , reflexão, realidade, loucura mentiras, verdades... onde abordarei as pessoas, a cultural, a sociedade.... meus sentimentos.Tomarei cuidado para quando falar coisa que as pessoas querem esconder que acham que depõem contra elas .. e deixarei claro as pessoas que valorizo..Conto com vc e Bruno para esta jornada....Peço que deixe em sigilo o nome da instituição onde estou e não revele para ninguém que eu não autorize entrar em contato comigo...Eu te agradeço imensamente.No meu myspace existe várias fotos que vc poderá utilizar, divulgue os textos nos blogs combinados...Outras pessoas estarão cuidando de outra parte..Meus inimigos ficarão furiosos de saber que mesmo fora de circulação... eu ainda agitoToque fogo!!! e me ajude sair bem daqui,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conto com vc...Obrigado... Jorge." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-9164815618916991116?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/9164815618916991116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=9164815618916991116' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/9164815618916991116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/9164815618916991116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2009/07/carta-segunda.html' title='Carta Segunda (de Jorge Barbosa Filho)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-5710900642155530010</id><published>2009-07-05T22:30:00.004-03:00</published><updated>2009-07-05T22:39:03.848-03:00</updated><title type='text'>Lobo em pele de ovelha "Cartas para Albert Nane"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/SlFU0IOatEI/AAAAAAAAAAM/Ri-iuzsiOR4/s1600-h/Imagem-611-copydd.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355154686458115138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/SlFU0IOatEI/AAAAAAAAAAM/Ri-iuzsiOR4/s320/Imagem-611-copydd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Depois de um longo tempo de ausência, um papo sério. Meu amigo Jorge encontra-se numa situação difícil, por isso decidi publicar suas cartas, escritas no seu local de internamento. Esta é a primeira, endereçada a Albert Nane. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"&lt;/strong&gt;Oi, Albert:&lt;br /&gt;Não quero me fazer de vítima ou coitadinho. Eu aprontei muito... Mas tenho certeza que contribuí muito, também, para o cenário cultural e poético de Curitiba, seja formando novos escritores, seja polemizando, na produção de eventos, recitais, divulgando idéias, e principalmente a atitude de minha produção poética. Vale dizer que minha poesia tem mais verdades que minha própria existência!&lt;br /&gt;Mas todo mundo tem seu lado negro... o meu sobressaiu devido a falta constante de dinheiro, incompreensão pública, instabilidade afetiva, e por conseqüência, causando minha instabilidade emocional e concomitantemente, o alcoolismo, que anestesia minha ansiedade, minha depressão e meu tédio.&lt;br /&gt;Mas vamos aos fatos.&lt;br /&gt;No ano passado, eu estava trabalhando como PSS da Secretaria de Educação do Estado. Estava com minha vida normalizada, mas essa Instituição não me pagou por três meses consecutivos em uma das escolas em que eu dava aulas. Contraí dívidas que posteriormente poderia liquidá-las, com a seqüência das aulas. Mas neste ano o PSS só me chamou em Maio... Imagina o tamanho da dívida e da degradação em que fui caindo. Para acumular, problemas afetivos, a humilhação de pedir dinheiro e não poder pagar... Estava sempre tenso, ansioso, deprimido, envergonhado, sem esperança e sem perspectiva...&lt;br /&gt;Mandei meu livro para a Secretaria de Cultura, para ser publicado. Na primeira instância o livro foi aprovado. Na segunda, negaram a publicação. Isso porque essa Instituição não achou conveniente editar um livro com “palavras de baixo calão”.&lt;br /&gt;Nas grandes editoras do Rio e São Paulo, mesmo meu livro tendo prefácios de pessoas com respeitabilidade poética e mercadológica, eu teria de pagar a edição, como é sabido. Não tenho dinheiro nem para editar e nem para entrar com projetos na Lei Rouanet ou na FCC. Concursos de poemas no Brasil e no exterior, desisti.... Trabalhos com Oficinas Poéticas apareceram, mas não garantem minha sobrevivência.&lt;br /&gt;Curriculum para jornais, revistas, escolas e cursinhos foram enviados, mas falta o “quem me indique”. Para fazer produção cultural, tenho de ter estrutura econômica e operacional... tentei várias vezes formar grupos para atuar nesta área, ou como um mutirão poético. Não funcionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que ou existe algo errado em minha atitude, ou há medo, inveja, ciúme pela ousadia de minhas atitudes de vida e poesia.&lt;br /&gt;Bem... sem dinheiro e sem perspectiva fui colocado para fora da casa da mulher com que morava e não amava. Meus móveis, textos, documentos e a maioria de minhas roupas foram despachados para um guarda-móveis em Piraquara. Inclusive meu computador, onde está o registro de todo o meu trabalho poético, musical, trabalhos em revista, contos crônicas, etc... Estava trabalhado com produções de evento em bares e restaurante daqui de Curitiba. Mas como trabalhar sem ter onde morar e o que comer?&lt;br /&gt;Dormi vários dias na rua, roubaram-me os registros que fiz em estúdio em São Paulo, Curitiba, Shows, Recitais, até meu irmão se prontificar a me resgatar desta situação. Ele pode ria me abrigar, mas tem família, seus problemas e nunca concordou com minha opção de vida: a poesia. Somos ideologicamente avessos. Nosso convívio não daria certo.&lt;br /&gt;Não tenho para onde ir...&lt;br /&gt;Então a solução encontrada, quando eu estava em estado de choque, bêbado, traumatizado, foi me internar numa instituição de recuperação de alcoólatras. Topei, pois não tinha para quem mais recorrer. Meus amigos moram com pais e mães, ou têm suas vidas conjugais e familiares organizadas e não estariam dispostos a colocar um elemento estranho, muito estranho, dentro de suas casas.&lt;br /&gt;Só me restou essa instituição... Topei e achei legal me tratar.&lt;br /&gt;Me informei como era a rotina e as terapias desta Instituição: Acordar, rezar, lavar banheiro, cuidar do pátio e da cozinha, rezar a tarde, de noite. Perguntei ao pastor da instituição quais eram as atividades físicas, intelectuais, e se poderia levar livros, meus poemas, fazer música.&lt;br /&gt;Bem, os livros e os meus textos só entrariam na Instituição depois de uma avaliação ideológica, religiosa de acordo com as crenças destes. A música só se tiver temática evangélica. Outro tipo de música, não! Perguntei se poderia escrever, eles disseram que só se o pastor liberasse o caderno e a caneta. E mais, que eu apenas teria duas horas por dia para ler e escrever. Ou seja: Censura e discriminação... e ainda, em seus discursos, pregam respeitar as diferenças. Hilário, não?&lt;br /&gt;Sei que não é este o lugar para uma terapia.&lt;br /&gt;Cara, se eu ficar muito tempo lá eu vou pirar ou morrer...&lt;br /&gt;Por isso, estou te pedindo ajuda. Faça um movimento para me tirar de lá o mais breve possível. Fale com poetas, escritores e pessoas influentes. Preciso de um trabalho, casa para morar e comida. Mal ou bem , sou um patrimônio da literatura de Curitiba. Por favor, me ajude.&lt;br /&gt;Obrigado!&lt;br /&gt;Jorge&lt;strong&gt;"&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais informações e sobre o trabalho genial de Jorge Barbosa Filho em: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/jorgedoiraj"&gt;http://www.myspace.com/jorgedoiraj&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-5710900642155530010?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/5710900642155530010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=5710900642155530010' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/5710900642155530010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/5710900642155530010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2009/07/lobo-em-pele-de-ovelha-cartas-para.html' title='Lobo em pele de ovelha &quot;Cartas para Albert Nane&quot;'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RK6rPPzyZF4/SlFU0IOatEI/AAAAAAAAAAM/Ri-iuzsiOR4/s72-c/Imagem-611-copydd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-6533063377053287683</id><published>2008-11-25T04:09:00.000-02:00</published><updated>2008-11-25T04:10:07.541-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='junkielaise'/><title type='text'>Pollock</title><content type='html'>Onde você estava com a cabeça naquela noite em 56 quando você olhou a lua através daquelas lentes umedecidas da sua alma? Eu posso enxergar o brilho de seus olhos, o fugaz momento entre a paixão e o clique dos anunciadores de sensações ao nosso cérebro. O que quero dizer é que posso imaginar todo aquele impulso elétrico do ar passando para as devidas fases neurológicas de explicação do surgimento da paixão possuindo seu espírito! Que noite doente, Pollock, meu amigo...foi um porre e tanto.&lt;br /&gt;Não posso deixar de imaginar você naquele carro sem uma trilha como “Good old funky music” dos The Meters, mas o anacronismo é tamanho e o perigo de o leitor achar que estou tirando uma, que estou com parcimônias de um sádico ou polemista são grandes.&lt;br /&gt;O fato é, Pollock, descemos ao mesmo inferno, você é meu chapa. É tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra, queria escrever como você pintava! Sem o dedo (no computador), sem o pincel...apenas com as gotas de tinta caindo no papel, trazendo a paz dos campeões...(como no café da manhã dos campeões, é claro) fluído amistoso,eu e o papel, intactos, pronto para uma cópula além do manifesto carnal, como duas águias se enroscando...&lt;br /&gt;Arte, arte. Que bosta é a arte. Mas se não for ela, qual ela?&lt;br /&gt;Mas chega de reflexões acerca de Pollock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu quarto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou eu sem estas velas acesas? Sem “what more can i do”, do The Meters rolando na caixa de som...e pensar..flutuar por estes vapores ruminantes do amor, da enfim tranqüilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, porra...o título disto daqui deveria se chamar “The Meters”.&lt;br /&gt;Fazer o que, é a volúpia da arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FMAN – 16/07/08&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chapéu-s days&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-6533063377053287683?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/6533063377053287683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=6533063377053287683' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/6533063377053287683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/6533063377053287683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2008/11/pollock.html' title='Pollock'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-4367225936424291254</id><published>2008-09-16T00:27:00.002-03:00</published><updated>2008-09-16T00:39:16.062-03:00</updated><title type='text'>Está além do meu saco cheio</title><content type='html'>Está além de nós e tudo o mais&lt;br /&gt;Está nas pernas dos inválidos&lt;br /&gt;nas catedrais, nos vitrais, nos anais!&lt;br /&gt;Está perdido e não quer ser encontrado&lt;br /&gt;caminha de lado, com o cigarro de canto&lt;br /&gt;tem gota, parestesia, síndrome do pânico&lt;br /&gt;um pingo de berruga nas entranhas.&lt;br /&gt;está para lá da freada brusca de um carro alucinado&lt;br /&gt;Àa 5 e 45 da manhã&lt;br /&gt;quem sabe na boca dos nativos&lt;br /&gt;desta terra estranha e desolada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a música acaba&lt;br /&gt;só resta estar na ante-sala do inferno&lt;br /&gt;fazendo coro com os anjos e os santos&lt;br /&gt;não duvido que alguém arranque “It´s a wonderful life’&lt;br /&gt;de qualquer forma a gente se vai&lt;br /&gt;é um salto pequeno prum abismo tão enorme (snif snif)&lt;br /&gt;but fight against the life, brotha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não está mais lá.&lt;br /&gt;não está nem em quem&lt;br /&gt;mais está&lt;br /&gt;pra lá de Bagdá (: ) )&lt;br /&gt;(Não está mais na rima infantil, of course)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gentlemen, está mais perto do que imaginávamos!&lt;br /&gt;não tão caro como queriam os caminhões às 6 da manhã&lt;br /&gt;encurtando nossa noite.&lt;br /&gt;nem tão castrador quanto nossos espermas que contemos&lt;br /&gt;com a fina foice dos enquantos.&lt;br /&gt;(O fato é que há um certo “encanto” com rimas pobres)&lt;br /&gt;Nos enquantos não sabemos o fim, tampouco lembramos o início.&lt;br /&gt;Dura arte. Que a semente da vida transite´ntre um e outro tudo bem&lt;br /&gt;mas uma hora temos de gozar, por Deus.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Então&lt;/strong&gt; aquilo que “está” neste poema (como assim?)&lt;br /&gt;que se foda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-4367225936424291254?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/4367225936424291254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=4367225936424291254' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/4367225936424291254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/4367225936424291254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2008/09/est-alm-do-meu-saco-cheio.html' title='Está além do meu saco cheio'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-7933107179473511699</id><published>2008-09-13T16:05:00.001-03:00</published><updated>2008-09-13T16:07:22.069-03:00</updated><title type='text'>Resgate dos mitos populares da infância ou a sabedoria do folclore do terror n.º 4</title><content type='html'>O Bicho-papão é um ser com forma em “oito”. Acima da curvatura anterior ficam seus longos caninos acompanhados da bocarra. Os olhos estão por ali também e, no fundo, olhando para aquele sorriso maligno e para aqueles olhos perversos, pode-se definí-lo como um pac-man degenerado. Ou uma versão corrompida de um smile. Ele avança ameaçadoramente para frente enquanto fala.&lt;br /&gt;            - O quê? A Cuca? A cuca não vem pegar mais...ehehehehe...não vem, não. Eu sei.&lt;br /&gt;            Ele tenta abocanhar a mão de uma das pessoas, mas não consegue.&lt;br /&gt;            - Alguém pode me dar água no copo? – aperta os olhos em súplica. – Ah, droga...mim, eu...não ter educanação. É, é educanação sim. Iaoiaoaiaoiaoaiaoail....hihiihi...prometo não mordê mais ninguém.  Sua voz grave ecoa pelo salão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-7933107179473511699?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/7933107179473511699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=7933107179473511699' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/7933107179473511699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/7933107179473511699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2008/09/resgate-dos-mitos-populares-da-infncia.html' title='Resgate dos mitos populares da infância ou a sabedoria do folclore do terror n.º 4'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-1112825174947209333</id><published>2008-08-16T03:34:00.001-03:00</published><updated>2008-08-16T03:36:03.777-03:00</updated><title type='text'>Resgates dos mitos populares da infância ou a sabedoria do folcore do terror n.º 3</title><content type='html'>O mão preta se recosta no sofá, estrala os dedos rapidamente e com modos sombrios nos comunica por meio de L.I.B.R.A.S:&lt;br /&gt;A geração 90 é a última que vai poder dizer uma coisa do tipo “nos meus tempos de infância eu brincava nas ruas, ficava sentado na calçada, em frente ao prédio às 3 h da manhã”. O caos e o terror paranóico são coisas do começo do século XXI. Lógico, houveram manifestações curiosas do fenômeno há mais tempo, mas tais o eram apenas como precursores. Naquela época, você conversava na calçada com seus amigos imberbes, simplesmente curtindo os ruídos da madrugada, sentindo aquele mistério ainda não desvendado da noite. Hoje, o mesmo prédio está com cercas e interfones, e se você sentar encostado no portão ou na calçada, vão pensar que você é um traveco ou garoto de programa (se homem) ou puta (se mulher). Existirão seguranças emburrados fazendo ronda de dois em dois pelas ruas ao redor por causa daquele hospital que tem na frente do prédio, mais antigo do que você próprio. É terrível pensar no crescimento das cidades e que estes são OS tempos novos. É um mundo pervertido, insano. O mão preta estica o pai-de-todos e o fura-bolo na beira da janela, com o cata-piolhos, o mindinho e seu vizinho apoiados no sofá. Está pensativo. Um grande silêncio se impõe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-1112825174947209333?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/1112825174947209333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=1112825174947209333' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/1112825174947209333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/1112825174947209333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2008/08/resgates-dos-mitos-populares-da-infncia.html' title='Resgates dos mitos populares da infância ou a sabedoria do folcore do terror n.º 3'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-6872475721587983729</id><published>2008-07-30T03:35:00.000-03:00</published><updated>2008-07-30T03:36:08.301-03:00</updated><title type='text'>Da Série "Resgate dos mitos populares infantis - ou a sabedoria do folclore do terror n.º 2</title><content type='html'>A véia Coró se espreguiça na janela, coça um saco imaginário, cospe no chão. Dá uma olhada lá pra fora, arrebitando os beiços carcomidos e a boca sem dentes, e depois de um momento pensativa diz:&lt;br /&gt;Aquela velha sabedoria de que “Boa vida tem o ator pornô” pra mim ta ultrapassada. Um ator pornô já conquistou a realização total da felicidade, já chegou no ponto, não tem graça. Porque não existe expectativa. A felicidade real é ser um cara qualquer que cuida da técnica, que tá sempre por perto, um contra-regras ou iluminador, por exemplo. Sentindo o dia inteiro cheiro de buceta e imaginando com aquela intoxicação maravilhosa toda sonhos de candura e golfinhos pulando da água. É, a felicidade é isto. A eterna possibilidade de imaginar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-6872475721587983729?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/6872475721587983729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=6872475721587983729' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/6872475721587983729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/6872475721587983729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2008/07/da-srie-resgate-dos-mitos-populares_30.html' title='Da Série &quot;Resgate dos mitos populares infantis - ou a sabedoria do folclore do terror n.º 2'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-5882530289434211692</id><published>2008-07-30T03:30:00.002-03:00</published><updated>2008-07-30T03:35:01.530-03:00</updated><title type='text'>Da Série "Resgate dos mitos populares infantis - ou a sabedoria do folclore do terror n.º 1</title><content type='html'>Mr. Crowley na caixa. Vento brando na Curitiba silenciosa e vasta.&lt;br /&gt;(Qualquer um que está no quarto faz um comentário como “Este caso é sinistro ou aquele caso é sinistro...”)&lt;br /&gt;O velho do saco apenas dá uma pitada de seu cachimbo, pisca um olho como um cantor que arranha a voz antes de começar a cantar e diz:&lt;br /&gt;Sinistro seria fumar uma bomba, daquelas de deixar você perturbado, e sair na Iguaçu de madrugada para pegar um traveco e ainda por cima, estar sem grana pra pagar. Esta seria uma bad trip total. Posso imaginar toda aquela energia vibrante e um tanto paranóica da cannabis urrando na sua cabeça e você pensando: “Puta merda, tou aqui neste quarto com este traveco, e não tenho grana. O cara vai sacar a arma logo logo (sem duplo sentidos).” Isto seria uma trágica noite curitibana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-5882530289434211692?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/5882530289434211692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=5882530289434211692' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/5882530289434211692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/5882530289434211692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2008/07/da-srie-resgate-dos-mitos-populares.html' title='Da Série &quot;Resgate dos mitos populares infantis - ou a sabedoria do folclore do terror n.º 1'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-8944435257126171084</id><published>2008-07-21T06:17:00.001-03:00</published><updated>2008-07-21T06:21:18.524-03:00</updated><title type='text'>Breve anotação da madrugada (ou noturno n.º 2)</title><content type='html'>Eu só vejo loucura por onde passo. É uma patologia de meus olhos, entendem, uma vez que ele é o filtro desse simulacro de realidade chamada vida. Olharmo-nos em espelhos retorcidos, figuras angustiantes produto de suas próprias mentalidades capciosas ou então fogosas, quem sabe? Eu me lembro de Atlantis, ou não, talvez seja Atlântida, diabos, aquela cidade perdida na história e no tempo, a civilização incrível, a destruidora cultural avançada deusa dos verdadeiros homens.&lt;br /&gt;Através de um filtro razoável é possível dialogar com grandes criaturas do passado. Manter aquele, hum, papo amigável (piscada), sem pretensões. Sócrates, por exemplo. Por meio de uma música como “Rear View Mirror” eu consigo cantar o filósofo-mor a cuspir suas realidades possíveis. Com um drible de lábios mafiosos é que é possível encantar o mundo, um meio de solavancar as estruturas sólidas, chacoalhar a cabeça dos que estão enfurnados em máquinas como aquelas de fazer permanente. "No final das contas, teu tempo é um tempo estranho. É um verdadeiro salão de belezas cheio daquelas peruas ostentadoras enfurnadas dentro de máquinas de fazer permanente."  O tempo permanente é uma ilusão, caro Sócrates. Necessitamos de uma boa dose da senhora História para cogitarmos uma possibilidade de entendimento de nosso universo próprio. O tempo é intangível, na medida de que ele não aflui sozinho, mas precisa de sopro de vento que lhe empurre. Não importa a direção, mesmo quando damos uma direção certa ao nosso fôlego, há possibilidades de desvio. "Você tenta disfarçar o imenso embaraço que tem pela tua época."  Eu estou na época certa, aquela em que precisamente nasci. A época em que nascemos será sempre a perfeita para nós, pelo simples fato de que FOI NELA em que nascemos, entende???&lt;br /&gt;Enfada-me a conversa com Sócrates. Deixo ele para me permitir um prazer mais sincero: um Marlboro e uma cerveja. Talvez seja isso meu tempo, um bocejo seguido de cigarros e cervejas. Enquanto uma vela se apaga lentamente às 05:46 da manhã de segunda feira (bad trips quando lembro disso) eu fico aqui tentando obcecadamente definir meu Tempo. Me embaralho com referências pop, suores ansiosos, pílulas para dormir, um grande contentamento pela uniformização pela passividade, pretensões publicitárias de ativistas pré-históricos, e por aí vai. O fato é que, definitivamente, tento colocar na cabeça que não tenho tempo para este blá, blá, blá todo.&lt;br /&gt;Quem sabe eu não veja só loucura. Existem momentos bons, agradáveis. Atlântida está bem aqui, muito provavelmente nalguma música. Os olhos podem ter filtros, mas os ouvidos não. No fundo, é desta maneira que deve funcionar aqui na nossa economia: arranca-se um braço para poder utilizar outro.&lt;br /&gt;Hora de terminar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-8944435257126171084?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/8944435257126171084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=8944435257126171084' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/8944435257126171084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/8944435257126171084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2008/07/breve-anotao-da-madrugada-ou-noturno-n.html' title='Breve anotação da madrugada (ou noturno n.º 2)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-7135729904688116297</id><published>2008-07-20T06:22:00.001-03:00</published><updated>2008-07-20T06:25:23.714-03:00</updated><title type='text'>As tetas e o câncer de mama do meu tempo</title><content type='html'>“preciosos nódulos de seios&lt;br /&gt;prazer de um degelo&lt;br /&gt;tumba de qualquer desejo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em que o autor descobre a patologia de nosso tempo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escorrendo por esta noite mórbida de céus atômicos, um tanto dóceis, delicados talvez? quem sabe, nesta noite em que temos apenas a presença da rainha branca formigando lá no céu, anões de jardim nas salas de estar dos vizinhos, o amor rebentando, chepas esgotando-se e a preciosa veia artística dos sedutores aflorando em paisagens nuas sem sentido, o ignóbil fruto sedutor dos artistas emergindo de pátios de recreação, com um parquinho bem sotisficado, tem de-se aquelas casinhas toda trabalhadas, com mil e um brinquedos, como o escorregador, a balança feita de pneu, umas argolas esquisitas e toda parafernália. Eis o tempo que se foi, o meu tempo, quando não existiam destas coisas. Mas meu tempo não importa, não é o tempo de ninguém, não pertence aos nodosos bêbados das noites excitantes como um quadro hiper-moderno numa pretensa exposição de arte moderna de uma bienal instigante e grandiloquente (as obras de arte falam, não ficam mudas, é bom ressaltar isto), nem aos insetos intelectuais tsc tscando em torno de nossas orelhas em todos estes lugares meio cool que insistimos de visitar por pensar em qualquer coisa profunda em nós, alheia a toda e vã filosofia, enfim, por merda nenhuma! , não pertence obstante aos decentes homens de terno caminhando austeros e bem resolvidos. Meu tempo não pertence a ninguém! Meu tempo está dissoluto, entranhado em meus dentes para ser mastigado, até eu decidir cuspir esta porcalhada pelos banheiros infestados de vômitos de uma bodega qualquer pelos arredores da city. Não há meu tempo, porque eu ainda não o criei, that´s all.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“flácidos seios&lt;br /&gt;porque a idade veio?&lt;br /&gt;para trazer solidão ao desejo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A conclusão de FMAN é atacada pela consciência negra de seu envolvimento com a patologia e documenta a descoberta como “Análises egocêntricas”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estamos na era das tetas caídas. Pudera, chuparam todas. Eu mesmo dei umas bicadas em algumas por aí, é claro, orgulho inclusive (como na chamada popular) mamar nas tetas do governo por um bom tempo. Há que se mamar também em tetas beatíficas, para termos certa dose de paz espiritual. Para os prazeres da carne,as tetas das ninfas que habitam nosso ecossistema.&lt;br /&gt;Entretanto esta é a era das tetas caídas e eu faço parte dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há morte mais singela para o artista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-7135729904688116297?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/7135729904688116297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=7135729904688116297' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/7135729904688116297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/7135729904688116297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2008/07/as-tetas-e-o-cncer-de-mama-do-meu-tempo.html' title='As tetas e o câncer de mama do meu tempo'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-8016573476422650247</id><published>2008-06-18T05:43:00.002-03:00</published><updated>2008-06-18T05:48:55.912-03:00</updated><title type='text'>Revolução: indo do nada para o nada</title><content type='html'>Estou completamente horrorizado. Estupefato. Indignado. Não me demorarei, sou um leigo em história, um completo alienado, um destes alunos que passou pelos grandes acontecimentos históricos como um aluno medíocre classe média repetindo e decorando os nomes e datas para num futuro passar no vestibular. Merda. Também não quero ser panfletário. Vou ao que interessa: Li um livro genial e assustador: Doutor Jivago, que narra os acontecimentos da Revolução Russa. E pra ser direto, digo que as Revoluções, como me ensinaram (elas próprias, digo) até hoje, levaram de nada para nada. Tudo um jogo de poder, cujo processo de instauração serve como desculpa para todo tipo de atrocidade e violência em nome de "algo maior". Revivo aquilo que Raskolnikóv já proclamava no nível individual. Oh, merda, cada vez mais pessimista. A raça humana é uma merda. E não se iludam, eu também me incluo na privada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-8016573476422650247?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/8016573476422650247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=8016573476422650247' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/8016573476422650247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/8016573476422650247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2008/06/revoluo-indo-do-nada-para-o-nada.html' title='Revolução: indo do nada para o nada'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-208665846788312345</id><published>2008-05-06T18:19:00.002-03:00</published><updated>2008-05-06T18:23:16.159-03:00</updated><title type='text'>Trapalium ( I ) - Parte final</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ora, não me parece crível que a passividade conste no rol de defeitos de E. Em verdade, era homem de temperamento explosivo; um tipo que, se pego num engarrafamento e deixasse um carro que vem de uma rua transversal passar a sua frente e, por safadeza, um outro carro logo atrás do beneficiado se aprouvesse da oportunidade para também passar a frente, iria sair do carro espumando, chegaria até a janela do gatuno e espancaria o vidro com veemência e os olhos em fúria, um demônio descontrolado e indignado. Um tipo que, certamente influenciado pela carga estressante de seu trabalho aliado ao perfeccionismo obsessivo, se atrapalhado pelo filho mais velho, iria descarregar o peso de sua sandália de couro no lombo do pequeno infeliz por mera impulsividade. Mas não nos precipitemos a nos pasmar com traços tão contraditórios; E. era de fato homem de ética e dedicação honráveis, e se ponderarmos um pouco que seja nas incontáveis fábulas erguidas sob a  égide da pretensão de se construir uma moral humana, tão recorrente em nossos meios de educação vigentes, veremos que o impulso da agressividade não convive diretamente com os ditos valores da virtude. É a velha dicotomia do bem e do mal, não me cabe discorrer sobre tema tão longínquo. Basta deixar claro que fábulas são fábulas, e o que ocorre em nossos meios, aqui no mundo de baixo dos seres que se acotovelam, é a convivência harmônica (em certo sentido específico) de diversos e diferentes valores. Digo que é muito provável, se nos esforçarmos um pouco, imaginar um homem severo com suas obrigações morais, éticas e profissionais ser também dono de uma geniosidade perturbadora e irrequieta, propensa a desequilíbrios de vez em quando. Tinha ele gênio forte, sem dúvida, e se voltarmos a pensar em suas obsessões e dedicações, creio ser bastante coerente a figura total que compõe suas multiplicidades e variações. Do mesmo feitio, sua paixão pela arte e pela liberdade, expressas em tamanho amor pela vida e pelas aventuras tornam-se mais palpáveis.&lt;br /&gt;            Existe uma anedota narrada nas memórias que acho bastante emblemática e um tanto reveladora sobre os dotes amotinadores, escondidos sob a camada suave da ironia. E., quando duma abordagem em pleno centro da cidade solicitado para uma entrevista em que deveria dizer o que achava do atual governo, respondera com impropérios e expressões das mais criativas. A reportagem nunca foi ao ar, e E. gabava-se ao contar a sua família o ocorrido: encontrava ele nesta pequena insurreição motivo de garbosa jocosidade, e pelos modos como expressa o acontecimento no texto, posso adivinhar sua alma se gabando de tanta espiritualidade. Por outro lado, nada há de espirituoso nos reais significados de seu ato, no que há de mais profundo dentro das causas de suas bravatas perante às instituições políticas; aqui só permanece o perigoso sentimento da insatisfação e da marginalidade.&lt;br /&gt;            É neste ponto que chegamos ao acontecimento mais importante de minha narrativa, e do qual já mencionei que nada tenho a acrescentar para decifra-lo. O fato é que, a partir de certo momento, E. começou a agir de forma estranha. Nunca foi entregue a casos extra-conjugais ou não era o que se comumente designam por um “galanteador”, mas fato era que a relação com sua esposa tornava-se dia e dia mais distante. Sua atenções eram motivo de enigmas e proposições. Não se dedicava ele às tarefas conjugais, tampouco às domésticas. No trabalho, sua postura alternou-se de forma brutal: aparecia em bermudas jeans, ostentando um velho colete preto sobre o torso; cresciam o número de tatuagens na pele. Não houve, porém, queda em seu rendimento. A modificação ocorria a nível mais sutil, em degrau que despontava para os andares contíguos mas ao mesmo tempo distantes dos mais informais; transcorriam no plano comportamental, e este tipo de concatenação de sevícias (para o escalão corporativista) era simplesmente intolerável. Entretanto, devido a enorme popularidade de E., nada era feito. Ninguém tinha coragem de se meter no caminho do “homem com o gavião na mão.” Esta situação permaneceu por meses a fio; sua esposa, ao demandar explicações ou, daquele modo peculiar das mulheres, querer descobrir nas entrelinhas o segredo que lhes desespere os sentidos (quando na verdade, o que esperam é que mais e mais desespero lhe advenham, conquanto menos sentido tenham), recebia apenas remissas vazias e inconclusivas. O Mr. Michaelis nada dizia. Contentava-lhe apenas que sua cadeira de couro ainda possuísse a graciosa forma de suas ancas e o bolso o tamanho apropriado para o dinheiro que vinha diretamente de sua conta todo final de mês.5&lt;br /&gt;            E então sucedeu-se o misterioso ato final da peça que E. vinha orquestrando sabe Deus desde quando. Num dia friorento de julho, E. simplesmente desapareceu de vez de nossa província, sem deixar qualquer rastro. A família acordara sem a presença do progenitor e guardião. Não estava ele na cama, não estava no banheiro fazendo a barba impecavelmente, nem no corredor passando seu terno ou vestindo-se com o alinho habitual. Não havia tampouco suas roupas. Tudo fora levado. Ninguém percebera sua fuga. E desde então, nada ficou sabido de E., nem sobre seu paradeiro, nem de suas posteriores aventuras por esta terra estranha e imensurável. Nada até hoje, quando seguro em minhas mãos as memórias. E mesmo com este sinal de que, sem dúvidas, em algum lugar o homem ainda passeia com suas tatuagens e o charme de seu mistério estampado em seu rosto, nada se revela de sua atual situação ou de suas motivações. É aqui que acabam, do mesmo jeito que começaram, suas parcas revelações, que mostram-se mais de cunho meditativo ou psicológico que efetivas.&lt;br /&gt;            Não obstante, devo acrescentar, talvez para espanto de meus leitores, quem sentiu mais a falta de E. Se os fatos fossem outros, seria a última pessoa que poderíamos esperar - o nosso ilustre Mr. Michaelis. Pois a fuga de E. não se deu de forma simples e desprovida assim de graça; o fato em si, esta fuga repentina, o homem que some da noite para o dia abandonando sua família não constitui motivo de tanto falatório; esta espécie de labor deixemos às donas de casa e às fofoqueiras beatas de nossa santíssima igreja; a verdadeira polêmica ficou pelo grand finale profissional de E., o qual se revela tão inesperado que gera as mais prodigiosas reações naqueles velhos círculos que já comentei. Pois E., durante nove meses, pôs-se a dedicar sua competência no mais árduo e difícil dos trabalhos: a gatunagem, e de forma que não me proponho entrar em detalhes aqui, desviou de seu principal cliente, o banco, uma quantia com zeros suficientes para fazer inveja a qualquer homem com o nome destacado nestas revistas de economia. O dinheiro nunca foi rastreado. E podemos adivinhar em que maus lençóis ficou o renomado Mr. Michaelis.&lt;br /&gt;            Em não muito diferente situação ficou a esposa e os filhos. Foram anos na justiça para que se despertasse a piedade de um juiz em condescender a não-obrigatoriedade do pagamento das dívidas a uma mulher casada com comunhão de bens.             &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;            Assim, registro o final desta fantástica narrativa: obrigo-me a revelar que não descobri o verdadeiro destinatário do envelope que me chegou em mãos, o que seria de muito bom grado para saciar os anseios de minha imaginação. Digo desde já que esforcei-me por encontrar a revelação de tal mistério, mas mesmo os funcionários do serviço postal não souberam me dizer; a papelada toda foi parar em minha residência à causa de confusões burocráticas e erros dos mais baixos escalões administrativos. O mensageiro por parte do remetente havia dado um endereço, o mensageiro por parte do serviço postal ouvira outro, e nisto, acrescido da desinformação da pessoa a quem se destinava o pacote e à fraca memória do funcionário, residia toda o imbróglio. Acredito, no fundo de minhas faculdades mais caras, que o pacote venho a pessoa certa; que de certa forma, venho como uma mensagem, e a maneira como chegou não deixou nada a dever ao jeito como tudo começou – envolto em mistério e cheio daquele sentimento nativo dos românticos, o velho sabor da despedida que nunca diz adeus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;5Atenta-se para o que parece ser mais um julgamento pessoal do autor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-208665846788312345?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/208665846788312345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=208665846788312345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/208665846788312345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/208665846788312345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2008/05/trapalium-i-parte-final.html' title='Trapalium ( I ) - Parte final'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-5077967256672040820</id><published>2008-04-14T22:27:00.003-03:00</published><updated>2008-04-14T22:58:40.061-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='folhetim'/><title type='text'>Trapalium - (I) - 3.ª parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Outrossim, sua regular carreira acadêmica não provocou a atenção de qualquer pessoa, incluindo seus próprios genitores, de maneira a lhe prejudicar ou fomentar questionamentos a respeito do alcance de suas faculdades mentais. Era esforçado num certo sentido, e isto bastava para qualquer um; o brilhantismo de seu comportamento acobertava qualquer possível falha nos ramos periféricos de sua vida. No máximo era possível dizer que o excesso de suas qualidades lhe permitia uma espécie de desleixo para com os estudos, asserção que pessoalmente (rigorosamente calcado nos dados), desconsidero de crédito, uma vez que a personalidade perfeccionista e sóbria de E. não lhe permitiria tamanho descuido com suas cobranças interiores. Acredito, e ressalto a importância deste juízo, que o desvio neste caso tratava-se de mera distração, pois que a mente do curioso homem vivia mergulhada em devaneios obscuros até para si próprio, e neste ponto posso enxergar seu filho fitando-o com curiosidade, tentando desvendar debaixo daquele olhar declinado alguma coisa de palpável, em que pudesse firmar os pés e dar os passos que tanto medo lhe provocavam.2&lt;br /&gt;Sua entrada no mundo do Direito não constituiu surpresa para nenhum de seus familiares, isto é, pelo sentido de ninguém conjeturar qualquer profissão que emoldurasse sua personalidade e suas capacitações. Porém, o fato em si não foi destituído de propriedade singular, pois foi a força do acaso que agiu com suas mãos discretas e por vezes sombria. E. julgava ter assinalado na ficha de inscrição a admissão para o curso de Engenharia Mecânica, mas qual não foi seu espanto ao descobrir que havia sido incluído no quadro discente de Direito! Conhecemos bem estes códigos singulares que regem a vida moderna; o hors concours “x” que devemos marcar em categorias como “sexo”, “estado civil” e outros estigmas valiosos para o bem-estar social, o ancião “1/0” dos códigos binários, os “T40” ou “T52” para designar a profissão pretendida num concurso público ou os algarismos de três ou quatro dígitos para a folha de inscrição numa universidade e para as valiosas senhas bancárias. Apesar de lidar bem com códigos, signos e números, E., pela constante distração característica, deve ter soçobrado alguns dos números. Insisto na idéia de que esta talvez tenha sido a primeira demonstração de que havia algo de revolucionário e contestador em seu espírito, algo latente, esta resistência sociológica contra os padrões institucionais típica dos desajustados. É uma idéia que os homens adeptos da parlapatice tão comuns ao circo fofoqueiro ao redor de E. tratariam como “indecorosa” ou “presunçosa” e “inimaginável”. Julgar-me-iam eles homem de baixas percepções, cavalheiro com “o fino trato das bolas3 prejudicado” ou mesmo “sofredor do mal dos trópicos”. Mas que sabem estes homens? Parasitas! Rodopiavam céleres ao redor de um boato como moscas famintas e se apegavam ao mistério com tanto ardor que seriam bons tipos para uma encenação moderna da lenda de Ícaro – o céu seria a bisbilhotagem da vida dos outros e a queda, ah, esta cairia bem (com o perdão do trocadilho) para as suas infames conclusões precipitadas e pretensiosas a respeito dos fatos concretos que nunca viram.&lt;br /&gt;E. era homem de espírito decididamente libertário e rebelde, disto não há dúvida – há documentos, e estes são os de agora, de minha posse – que revelam as mais judiciosas provas de minha afirmação. Em minhas mãos seguro uma cópia da carta endereçada ao sócio de E., o austero Mr4. Michaelis, da qual o contexto é o desaparecimento de nosso protagonista, se é que posso lhe chamar assim, de nosso mundo limitado. Diz ela, categoricamente:&lt;br /&gt;“Você só enrola! Desde que entrei nesta empresa, trabalho dia e noite para manter em dia todos nossos processos e relatórios! E com os dividendos de nossos lucros (do qual mantenho a irrisória quantia de 25%), o sujeito de mais irregular raciocínio mental inferiria que a parte que me cabe de trabalho neste escritório é muito superior ao que de fato me caberia! Tenho uma família, tenho minhas prioridades, sou amante da vida e não posso viver única e exclusivamente para o trabalho! Prezo pela liberdade, é uma das características latentes mais poderosas do ser humano e prezo igualmente pelo mundo das artes! Sem arte não vivo e tudo isso me é privado pelo simples fato de que a carga de trabalho neste escritório extrapola os níveis mais justos concebidos pela sanidade corporativa. Coisas básicas, como canetas faltando! E o simples ato de conferir os atos processuais marcados, trabalho designado para um estagiário, até estes tenho de me responsabilizar, enquanto você fica aí sentado em cima de sua poltrona recheada de couro, que provavelmente abriga sua bunda gorda de forma satisfatória. Este escritório, sem sombras de dúvida, foi erguido e mantido por minhas mãos, pelo esforço contido em minhas inúmeras horas extras que passei cuidando dos mínimos detalhes para que pudéssemos dar conta dos prazos e das próprias contas! E mais uma vez, o que fazia você neste tempo todo? Evasivas e dissimulações, tomando cafezinho com parceiros de caráter duvidoso...e a maior parte dos lucros, reitero, caindo em suas mãos como uma tempestade de dinheiro. E quando lhe cobro as pequenas coisas, educadamente, para que possamos ter um melhor desempenho e para que eu possa acalmar a demanda crescentemente irritadiça de nossos clientes, você me vem com estas cretinices (não se sabe a que se refere E. neste ponto. [N. do A.])! Estou cheio! Em suma, como já disse, você só enrola!” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;2 Este é um trecho obscuro da narrativa. O autor procede a um juízo que diz respeito ao filho de E., porém não possui ele nenhuma informação que extrapole a personalidade do próprio E. Deixo aqui as palavras da teoria de D.H. Lawrence a respeito do tema, a qual sustenta que “há um envolvimento maior entre o autor e a própria família de E., e que a intenção do mesmo é ocultar esta relação por motivos óbvios.” 2.1&lt;br /&gt;2.1 E quanto ao fato do autor fazer julgamentos claramente pessoais de embasamento nulos a respeito do próprio E.?? E quais seriam os tais motivos óbvios?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;3 É preciso que fique claro que à época de escrita deste texto, era bastante comum o uso da expressão “dar trato às bolas”, com a respectiva última palavra referindo-se a cabeça, e não a outro membro tão contemplado por gírias nos dias atuais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;4 Há aqui uma incoerência que pode perturbar olhos mais sensíveis. O fato é que o autor, de índole bastante excêntrica, permitiu a tradução de suas obras do francês apenas se fosse respeitada a condição de se manter o “Mr” de Monsieur, ao invés do óbvio “Sr” do português. Segundo ele, seria uma boa forma de “manter viva, mesmo através de uma pequena chama, a supremacia e a graça do idioma soberbo que é a querida língua dos francos.” É de conhecimento comum o rigor dos franceses com sua língua-mãe. (N. do E).&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-5077967256672040820?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/5077967256672040820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=5077967256672040820' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/5077967256672040820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/5077967256672040820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2008/04/trapalium-i-3-parte.html' title='Trapalium - (I) - 3.ª parte'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-643109964427448425</id><published>2008-04-06T13:17:00.003-03:00</published><updated>2008-04-14T22:58:12.520-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='folhetim'/><title type='text'>TRAPALIUM - (I) - 2.ª parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Memórias póstumas de um amnésico que ainda vive&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei às memórias de E. de uma forma inesperada e absolutamente casual. Faziam anos que não chegava a estes ouvidos doentes qualquer notícia ou alusão a sua pessoa, de modo que meu posicionamento em relação ao caso todo era de completa indiferença, ou antes, de esquecimento total. A presença absurda da figura de E. havia esvaecido dos complexos andaimes da construção histórica de minhas lembranças; era um caso curioso para confirmar uma velha sabedoria científica, ainda em voga em minha época, a dizer que a mente se ocupa daquilo que lhe é mais imediato. Os homens da ciência, desta feita, e nem mesmo os sábios, poderiam dizer então que estranhos alinhamentos configuraram o rosto do homem em minhas imagens internas naquele dia chuvoso. Existem enigmas na face da humanidade que esperam sentados para serem devorados por uma mente mais precisa, e alguns mesmo com um cérebro bem ocupado de seus mistérios, tendem a se revelar mais resistentes, mais ardorosos ou impenetráveis. A chuva propende a aparecer nestes contextos com um papel ameaçador; tal qual como um caçador silencioso, ela cria em torno de si um vasto silêncio que compreende apenas os ruídos internos de sua existência, como as batidas do coração do caçador ou os estalos dos pingos caindo pelas calhas, janelas e ruas. Existe algo de tenso emanando dum ambiente chuvoso, algo que, se fomentado por circunstâncias extraordinárias em almas sensíveis, pode elevar e direcionar a impressão e disposição destes espíritos para o limite do esgotamento emocional; a espera e a iminência de um perigo próximo tendem a se tornar verdades incontestáveis a estes elementos. Era neste agrupamento de detalhes que se passou aqueles meus momentos sentados à escrivaninha, em que repentinamente o rosto de E. formou-se claro em minha cabeça, e fui assaltado vivamente por sua presença. Com o vívido sentimento de urgência e alerta, intensificado pelos estalos provenientes de minha janela assolada por pingos fortes, fiquei a espera de qualquer coisa de fantástico, que poderia advir a qualquer momento a frente da porta de meu gabinete. E de fato, meus instintos mostraram-se certeiros em suas irracionais conjecturas: algumas angustiantes horas depois, enquanto escrevia uma carta a meu amigo O. sob a luz fraca de uma vela de sete dias, pude distinguir o inconfundível som dos passos coxos do mensageiro de A., que subia as escadas em seu ritmo cadenciado e musical.1 De seu rosto cadavérico, de zigomas salientes e lábios chupados pude extrair apenas um pacote enrolado em barbantes grossos.&lt;br /&gt;Dispensei o pobre homem com algumas moedas e corri ao divã para melhor examinar o conteúdo de meu pacote. Desenrolei os barbantes e percebi um grosso volume com folhas soltas não encadernadas. As folhas estavam amareladas e manchadas por quaisquer substâncias não reconhecíveis. O cheiro que saía deste estranho presente era o de algo similar ao mofo de um depósito costeiro. Logo na contracapa percebi as intenções do livro: “Aqui escrevo minhas memórias, para que fiquem conhecidas de todos aqueles que me foram preciosos durante os anos difíceis de minha ainda não descoberta liberdade”. Assinava embaixo o dono daquele rosto desenhado momentos antes em minha imaginação.&lt;br /&gt;Não havia motivos para aquele pacote estar em minhas mãos. Nunca fui próximo de E. ou nem algo parecido com “aqueles que me foram preciosos”. Na época em que sua pessoa figurava entre os círculos fechados do mundo jurídico, eu mantinha meus interesses focados em assuntos da mais mundana estirpe; não me atraía a companhia de homens excêntricos, em verdade eu evitava sub-repticiamente qualquer aproximação com os assuntos mais polêmicos ou motivos de discussões calorosas, o que não me impedia, porém, de ter conhecimento de todas questões mais controversas. Eu sabia, por exemplo, de vários pormenores da vida do “homem do gavião tatuado na mão”.&lt;br /&gt;Tinha ele família, esposa e dois filhos, gozava de fama longa nos foros e respeitabilidade em seu meio; seus métodos irrepreensíveis causavam temeridade em colegas e inimigos de trabalho, em poucas palavras era um homem de competência indubitável na profissão que escolhera. Eu sabia que um homem com tamanha reputação não poderia ser alvo de desconfianças vãs, mas hoje, olhando sob este ângulo, percebo como conservamos, mesmo após inúmeras desventuras, uma fina camada de inocência sobre nossas carcaças gastas; a jactância é uma característica não tolerada pelos homens e estes inclinam-se à conspiração sutil para mina-la. É importante, antes de mais nada, que a altivez de outrem seja desmistificada, unicamente para que nosso espírito sinta-se em seu exato lugar no mundo. Muitos homens incomodavam-se com a repercussão impactante que E. emanava neste universo imenso das idéias e emoções humanas. Julgavam-no membro de uma máfia ou sociedade secreta, idéia que não desprezei de imediato, mas que também, a partir de, não conjeturei maiores raciocínios. E. gerava a impressão de ser homem rico; andava com estes utensílios que fazem abastado um homem aos olhos dos famintos curiosos, anéis de pedras brilhantes, correntes excêntricas, relógios de um metal reluzente e de interessantes formatos, o carro do ano, valises de couro legítimo, entre outras quinquilharias. Sabia eu entretanto que ele não chefiava ou estava a frente de seu negócio; tinha apenas o título de sócio minoritário do escritório aonde trabalhava, donde seu companheiro era o senhor Michaelis, advogado trabalhista com bom capital e artimanhas gatunas. O escritório tinha contrato de exclusividade com um desses grandes bancos de nossa época, cujos montantes não deixavam nada a desejar a nenhuma companhia particular do ramo. A principal função do estabelecimento, locado num edifício luxuoso mas um tanto decadente no centro de nossa cidade, era a de prestar auxílio de todo caráter jurídico nas transações processuais que corriam ao longo de seus conflitos, principalmente trabalhistas. Seguia-se a lenda, em prol de E., de que este nunca perdera sequer uma causa em favor do banco, o que o colocava embalado como uma “criança prodígio” nos braços da instituição monetária. Tais lendas, a mim, homem de simplória, mas sagaz perspicácia, não afetavam; tinha suficientemente os pés cravados no chão para desvencilhar meus julgamentos de qualquer proeza que sabia impossível a qualquer ser humano: os exageros fazem parte dos devaneios das pessoas comuns, parecem alimentar seus ensejos secretos pela aventura e pelo reforço da negação da possibilidade de um mundo sem heróis; é o eterno desejo de romance, de ilusão, que permeia todos aqueles que puseram a cabeça para fora do ventre materno. De forma que não me mostrava particularmente fascinado por este aspecto da aura que envolvia E. O que de fato fez ele objeto de minha curiosidade e estupefação foi o que ocorreu depois, no final, ato que permaneceu um mistério para todos por anos a fio, até o momento em que, por um golpe misterioso do acaso, suas lembranças caíram-me nas mãos como um pássaro que subitamente pousa em nossos ombros, sem que façamos nada para lhe conquistar a atenção. As memórias, contudo, nada me revelaram sobre os acontecimentos posteriores ao grande final da saga de E. em nossa província. Parece-me que todos eventos ulteriores nada tinham a acrescentar àquela personalidade. Os reais motivos de seu ato conclusivo também permanecem obscuros, o que provavelmente faria destes papéis algo nada atrativo para os esfomeados intelectos dos bisbilhoteiros que bicavam cada migalha de boato nos tempos dos rumores a propósito de E. Devo ressaltar aqui que muita coisa que irá se revelar tampouco desperte interesse na família do homem, pois muitos dos detalhes, como vim mais tarde a descobrir por meios que não compete a esta narrativa abordar, já eram conhecidos dos membros mais próximos de E., fato curioso, pois isso deixa margem para que indagamos com maior seriedade quem seriam “aqueles que me foram preciosos durante os anos difíceis de minha ainda não descoberta liberdade”.&lt;br /&gt;Sem mais retardamentos, proponho-me a narrar o conteúdo do misterioso encarte que tive em mãos. Não me demorarei; os detalhes introdutórios já me serviram para desanuviar os pontos cruciais da história, aqueles que permitirão com que se entendam os alicerces da história de E., as peculiaridades do caso e como ele foi deixado no momento em que o homem desapareceu por completo de nosso cenário. Não obstante, ressalto o fato de que não exporei as memórias conforme estão grafadas no original; tal empreendimento demandaria muito tempo e várias páginas – o que acho desnecessário -, de modo que narrarei resumidamente tudo o que pude apreender. Tal método me sai mais cômodo e, além de tudo, deixa-me em posição de segurança mais ampla no que concerne à narrativa, pois acredito fielmente na isenção de minha capacidade de análise, esta que é, aliás, muito minuciosa. A primeira coisa a se dizer é que E. era realmente pessoa de extraordinária competência. Viveu a infância como um nômade, morando ora numa cidade, ora noutra, em decorrência do emprego de seu pai. Suas notas no colégio não eram nada notáveis; acumulou uma ou outra reprovação e atrasos na periodicidade discente. Não passou no primeiro exame de admissão para a universidade. Nada poderia revelar, neste sentido, sua propensão à eficiência profissional e sua capacidade para abstrair dos infortúnios comuns ao cotidiano uma espécie de metodologia de trabalho bastante apropriada, que dava conta de quaisquer desafios que apareciam, seja em qualquer ramo que escolhesse. A olhos atentos, porém, outras características poderiam dar conta de uma explicação sensata à tal ocorrência. A primeira delas é um relatório anexado ao livro, que demonstra os resultados de uma avaliação feita quando da saída do tenente E. de sua experiência no exército; o formulário apresentava discriminados diversos itens de avaliação, e numa coluna do lado, o espaço para que se pusesse o respectivo resultado, um de quatro possíveis, “excelente”, “ótimo”, “regular” e “ruim”. Os quesitos eram os mais variados possíveis e dividiam-se em quatro categorias distintas. Entre os mais relevantes, destaco “agilidade”, “espírito de cooperação”, “trabalho em equipe”, “iniciativa” etc. Foi surpreendente constatar que, com a exceção de dois quesitos, E. obtivera “excelente” em todo o resto. As exceções também não deixavam nada a desejar: “estabilidade emocional” e “pontualidade” ganharam um “ótimo”. É importante neste ponto que eu deixe registrado que no quesito “caráter”, E., além de ganhar um “excelente”, recebera uma observação especial aclamando sua “extraordinária confiabilidade, senso de dever, ética e postura humana”. Outro fator relevante é sua obsessiva organização pessoal. E. era daquele grupo de homens que, de braços dados com a vaidade, apresentam inopinado senso de responsabilidade por seus hábitos mais singulares e pequenos, como o posicionamento de um porta-retrato em cima de um criado-mudo, ou a ordem detalhada de camisas e ternos dentro do armário pessoal. A obsessão com limpeza também é membro desta família de particularidades, e nosso ilustre homem tinha a casa impecável, começando pelas folhas dobradas em v do papel higiênico no rolo do banheiro, até as insistentes passadas de pano molhado e cera pelo piso de tábua corrida. A posição do porta-retrato de que falei a pouco é bastante modelar: posso ver a cena em que E., enquanto arruma a casa, mexe o objeto um pouco para esquerda, depois torna-o um tanto para a direita, e depois de refeitos umas tantas vezes o processo, parece se contentar com a posição exata visualizada em sua mente configurada no ambiente externo. Estas minúcias não arrolam no inventário dos homens insignificantes, de tal forma que é plausível concluir que E. transportaria seu precioso dom de esforço e perfeccionismo para a fonte de seus ganhos pessoais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;1 Não consigo entender ainda como os passos de um coxo podem ser musicais. Procurei algumas referências, e até consegui encontrar qualquer paralelo entre os passos insanos de Donald O´Connor em Cantando na Chuva e o sombrio personagem do autor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-643109964427448425?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/643109964427448425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=643109964427448425' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/643109964427448425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/643109964427448425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2008/04/trapalium-i-2-parte.html' title='TRAPALIUM - (I) - 2.ª parte'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-4298129178776078814</id><published>2008-03-26T21:59:00.005-03:00</published><updated>2008-03-26T22:07:56.782-03:00</updated><title type='text'>TRAPALIUM - (I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ano novo, projeto novo. Segue aqui meu primeiro folhetim. Se chego até o fim, só Deus sabe. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;I&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Papai nos deixou no inverno. Engraçado falar assim, eu sei. Mas é fato, fui acostumado desta forma, sabe-se lá Deus porque, testemunhando assim esta época em que todo mundo fala pai, mãe ou chama pelo nome mesmo. Eu também falo assim, quer dizer, eu digo, com a voz, pra não ficar pra trás, perdido num passado inadequado, parte de um monte de velharias ultrapassadas. Papai e Mamãe é só pela família, ou quando muito, como é este o caso, pra escrever. De um modo ou de outro, portanto, como o bom homem de criação católica que, depois de anos confrontado com sua própria personalidade contestadora, resolve racionalmente a propagar-se um rigoroso ateu em discussões acaloradas mas que, a cada vez que sai à rua não perde o hábito de fazer o sinal da cruz, assim eu conservo o passado bem ligado ao que me define como pessoa.&lt;br /&gt;Papai é, como diriam os mais próximos, contraditório. Deus, penso hoje, que homem não é? Mas isso já são outros quinhentos. Atemo-nos ao assunto. Um belo advogado, profissão de prestígio, exercida com tamanho afinco que não chegou ele a sofrer nenhuma derrota em toda a carreira. Meu amigo Márcio sempre me contesta nesta parte: “Porra, um advogado nunca perde uma causa. Quem perde é o cliente.” Tudo bem, tudo bem. Meu pai sempre conseguiu, na pior das hipóteses, fazer um acordo quando duma causa impossível. Os acordos são uma espécie de &lt;em&gt;deus&lt;/em&gt; &lt;em&gt;ex-machina&lt;/em&gt; do mundo jurídico, com uma explícita diferença de que o Deus ali é mais ou menos binário: o da defesa e o da acusação. O grande lance é chegar numa resolução por si própria, que surge discretamente, sem menos esperar, mas que no fundo estava sendo meticulosamente planejada por ambos os lados da peleja, as excelentíssimas entidades da peça toda. E no meio disto tudo o cliente, o &lt;em&gt;dramatis personae&lt;/em&gt;. É engraçado então o papai assinar no final de cada petição “e com todo o relatado, faço-me uso deste instrumento para que prevaleça a poderosa mão da JUSTIÇA!!!”. Um herói.&lt;br /&gt;Vocês vão me desculpar, mas eu tenho uma tendência a fazer uma imagem romanceada de papai. È um velho hábito e me apego facilmente a este tipo de coisa. Na verdade, sempre achei a realidade um tanto enfadonha. Imagino o mundo como um filme ou uma longa história em que claro, eu sou o protagonista. Até nas pequenas coisas, acreditem. Devo defender a óbvia tese de que este processo torna os fatos mais interessantes? Hoje em dia, quem está ligando para o real, para o palpável? Não é o mundo eterno romance? Abomino com veemência as recentes tendências midiáticas: a época do &lt;em&gt;Big Brother&lt;/em&gt; (inútil dizer: muito mais fascinante em George Orwell) já se foi, os programas de auditório com o drama de pessoas normais também nunca teve lá sua audiência. Se isto não convencer qualquer um, parto para um embasamento mais complexo, digno de discussão; não são estes tipos de entretenimento meras conversões de histórias reais em romance? O fato é que sempre existe um diretor e um editor por trás da cena, seja ela a história verdadeira de algum operário oprimido pela pobreza que cria seus oito filhos num barracão ameaçado pela erosão e pelas chuvas ou a duvidosa gama de conflitos entre pessoas confinadas numa casa obrigadas a conviverem juntas por um período mais ou menos longo. Não quero me alongar nisto. Quaisquer reflexões que tendam mais ou menos para uma verve acadêmica me incomodam, e de qualquer forma, não faço disto o objetivo de minha &lt;em&gt;parole&lt;/em&gt;. O importante para ficar registrado aqui é: a realidade por si própria é chata demais. Eu, sem receio ou insegurança de, digo que vivo apenas para poder contar uma história depois. Seria demais pedir para ficar sentado enquanto a vida vive sua vida por si só (guardem isto, este comentário é de extrema importância para uma análise pormenorizada de minha personalidade no futuro). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De carona nesta idéia decidi contar a história de papai de outra forma. Não vou só dizer o que aconteceu. Não tem graça. É preciso que haja emoção. Estou disposto a escrever um romance, e ancorado nesta tarefa, não quero de forma alguma deixar algo a dever aos velhos cânones literários. Digo desde já: é preciso respeitar a teoria literária. E a boa teoria literária diz que um bom romance tem emoção e estilo (bem, não nestas exatas palavras, entenda-se). A vida já não tem graça. Pra que repeti-la? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-4298129178776078814?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/4298129178776078814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=4298129178776078814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/4298129178776078814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/4298129178776078814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2008/03/trapalium-i.html' title='TRAPALIUM - (I)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-2281215690981034549</id><published>2007-11-18T16:18:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T16:22:39.892-02:00</updated><title type='text'>Habitués</title><content type='html'>Uma das coisas que sempre me instigaram foi o conflito entre a loucura e a razão. Entre viver no limiar entre estes dois pólos, o vazio, o caos da loucura e a estabilidade da razão. Sempre quis escrever sobre isto. E ainda vou fazê-lo. Enquanto isso, confiram a ótima peça, que na minha visão, trata exatamente disto, de forma muito foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.alexandrefranca.blogspot.com/"&gt;www.alexandrefranca.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A peça foi escrita por Alexandre França, e é do caralho. Tem cinco cenas (e não espiem o final, porque ele reserva uma surpresa!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a dica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FMAN&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-2281215690981034549?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/2281215690981034549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=2281215690981034549' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/2281215690981034549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/2281215690981034549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2007/11/habitus.html' title='Habitués'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-8921029034450436154</id><published>2007-10-11T14:43:00.000-03:00</published><updated>2007-10-11T15:01:06.971-03:00</updated><title type='text'>A quem interessar possa ou o culto ao meu egocentrismo</title><content type='html'>Oh, Deus, deuses. Finalmente me acertei com o divino. Estou numa boa forma (não ainda na melhor - a melhor sempre é aquela que ainda não alcancei) e escrevendo uma coisa maravilhosa. Finalmente me desprendi de velhos recalques, velhos grilhões. Desvencilhei-me de muitos dogmas que alguns pretensiosamente me "ensinaram", enquanto, na verdade, estavam dando o "pulo do gato" para travar minha literatura. Dogmas que não fazem o menor sentido, na verdade. Ou antes, fazem, pois foi preciso penar sobre críticas alheias e até acreditar em várias opiniões agora duvidosas, para que eu descobrisse que a melhor maneira de eu escrever era a maneira pela qual sempre escrevi. E é engraçado isto, porque, no final das contas, foi um fortalecimento de minhas convicções, do único e verdadeiro dogma que realmente importa: acredite em você mesmo. Sempre. Voltei ao que eu era antes, mas muito mais blindado, muito mais acurado, certeiro; minha linguagem, de certa forma, refinou-se através dois cuidados que aprendi a ter. Neste sentido, todas as críticas acabaram sendo construtivas. Agora sinto-me destravado, livre, fluído, dono de toda minha obra e escrever voltou a ser a paixão, o êxtase. Existe algo poderosíssimo na arte de criar: é como, pretensiosamente, querer se aproximar de Deus (se pensarmos que exista um), na falta de algo melhor para definir a satisfação plena de vibrar junto com sua criação, de acompanhar nos mínimos detalhes vidas que nunca existiram, mas que ganham contornos reais graças aos traços que você próprio pincela. É uma das melhores sensações do mundo. Arte é minha vida. Ler, escrever, o amor e sexo são as melhores coisas da minha vida. Como já diria um homem muito importante para mim: "Tira-se tudo de um homem, mas sua arte permanece". Durante algum tempo, tiraram de mim minha arte. Eu pensava isto. Mas finalmente descobri que não. Ela apenas recuou amedontrada perante tanta guerra contra ela. A máxima, portanto, é verdadeira. Obrigado, pai. Por me dizer uma das maiores verdades que você poderia me legar. No fundo, foi ela que me salvou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra reflexão importante é: e daí? para quem importa saber isto? Não sou eu um anônimo, um escritor de um blog dentre milhares? E ainda, pouco conhecido? Quem gostaria de saber sobre minha vida? É uma coisa interessante esta. Milhares de pessoas postam detalhes de sua vida, "hoje eu encontrei ciclano, tomamos sorvete, uma punhetinha e um banho morno, até logo adeus, dormi escutando 'across the universe', eu tenho dois gatos, eu gosto de fazer as unhas com determinadas estrelinhas coladas". Porra, que diabo que quero saber disso?? A quem isso interessa. Partindo desta mesma premissa, é que eu escrevi este post. Há quem interessa esta porra de evolução da minha escrita?&lt;br /&gt;- Bom, porque escreveu então, babaca? - diz um eventual leitor.&lt;br /&gt;Fica a pergunta, caro possível leitor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-8921029034450436154?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/8921029034450436154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=8921029034450436154' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/8921029034450436154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/8921029034450436154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2007/10/quem-interessar-possa-ou-o-culto-ao-meu.html' title='A quem interessar possa ou o culto ao meu egocentrismo'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-1626917025720663314</id><published>2007-07-19T15:28:00.000-03:00</published><updated>2007-07-19T15:43:50.772-03:00</updated><title type='text'>A malandra, visceral e genial poesia de Jorge Barbosa Filho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Bom, como deve ser, mencionei Jorge no meu texto abaixo, mas fiquei devendo a apreciação do que é sua poesia. Pois bem, corrijo a falta aqui e publico um de seus mais recentes poemas, seguido de algumas apreciações sobre sua poesia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;meu anjo da guarda&lt;br /&gt;me pegou cagando&lt;br /&gt;para Vanderlei Weschenfelder, a escultura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu flato fanho assobia&lt;br /&gt;uma melodia gasosa&lt;br /&gt;com suas flores amorfas.&lt;br /&gt;e em sua epifania&lt;br /&gt;(nem de ontem ou agora),&lt;br /&gt;a gula viva de outrora&lt;br /&gt;anuncia minha intestina&lt;br /&gt;agonia infinita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;véspera de hecatombes&lt;br /&gt;onde, entre os homens,&lt;br /&gt;borbulho o que sinto&lt;br /&gt;e invejoso me vingo&lt;br /&gt;de seus horizontes.&lt;br /&gt;o ar de suas alegrias, definho&lt;br /&gt;sem jeito, como ou aonde,&lt;br /&gt;solto mil bois divinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;infesto a eternidade&lt;br /&gt;com odor duvidoso&lt;br /&gt;de tênue bondade,&lt;br /&gt;mas cobiço as beldades&lt;br /&gt;e os tesouros dos outros.&lt;br /&gt;quando pensam que dôo&lt;br /&gt;a lei da gravidade,&lt;br /&gt;flutuo, explodo, &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;espalho meus vícios&lt;br /&gt;por todos os poros&lt;br /&gt;e se a alma expio,&lt;br /&gt;relaxo com reforços.&lt;br /&gt;se existe o difícil&lt;br /&gt;(é disto que eu gosto),&lt;br /&gt;desloco o impossível&lt;br /&gt;por isto me borro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a comédia divina&lt;br /&gt;percorre minhas vísceras&lt;br /&gt;em onírica soberba.&lt;br /&gt;como reza a bíblia,&lt;br /&gt;sem eira e nem beira,&lt;br /&gt;da cósmica poeira chega&lt;br /&gt;e fina o que se destina,&lt;br /&gt;a merda em suas bigas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no cu do mundo,&lt;br /&gt;na casa do orvalho,&lt;br /&gt;o jardim das delícias, fundo&lt;br /&gt;e afundo no ato falho,&lt;br /&gt;alhos com bugalhos.&lt;br /&gt;meu desejo confundo&lt;br /&gt;ao todo confuso,&lt;br /&gt;lúbrico no sanitário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esqueço onde estava&lt;br /&gt;e pelo espaço errando,&lt;br /&gt;caíram minhas máscaras&lt;br /&gt;no vaso urrando&lt;br /&gt;só, na ira, não podia nada,&lt;br /&gt;isto foi quando&lt;br /&gt;meu anjo da guardame pegou cagando.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Três apreciações sobre a obra de Jorge Barbosa Filho&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1) nada fácio prefácio&lt;br /&gt;...nem limão, nem lisérgico: ácido! Jorge Barbosa Filho arranha com palavras de aço nervos de prata. Lustra ouro esfregando-o bruto no couro e tirando couro da hipocrisia e da covardia da manipulada mídia. Sua poesia não fantasia azia: aziaga quem tem sorte comprada, esfregando na cara a vergonha vazia da burguesia. Qual adaga afiada, fia na carne seu filete de sangue: sangra Capta e rapta os valores do mundo, indo fundo e fundando um fogão para cozinhar diamantes e pérolas. Com esse poeta, toda palavra é pouca, fica rouca e esvai-se à poesia muito louca.&lt;br /&gt;tavinho paes &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2) A poesia de Transcendência zero é direta feita um não. E o monossílabo vem, assim, na cara. Mas é um não que tem ginga, malandragem, rodagem... E isso diferencia essa poesia daquela que costumo dizer por aí que já me encheu o saco (aquela dos falsos marginais que... bom... deixa pra lá... fica pra outra, pois aqui não há espaço e fecho logo esse parêntese). Sei me contemporizar com a malandragem de um poeta. Identifico (pelo vorticismo poundiano da imagem refletida no acoplamento de espelhos), indícios de pelo menos dois tipos de malandragem poética. Primeiro: Glauco Mattoso. A ausência da forma (ou “fôrma”, como o próprio Glauco me disse certa vez em São Paulo, recém-cego e com a cara lambuzada de maionese vinda de um lanche “beirute”), o que não é necessariamente um problema, considerando que muitos poetas simplesmente caem do cavalo ao tentarem domar a poesia pela técnica como se o bicho fosse domesticável, e, deste modo, aqui, passa a interessar que o verso igualmente desboca, abre as pregas e expõe as firulas da literatura, do status quo, da vida e escancara o que, particularmente, mais me agrada: o quanto a poesia não é literatura. Bufem à vontade, nobres leitores, mas poesia não é literatura.&lt;br /&gt;Aliás, é o que liga a malandragem da poesia do Jorge Barbosa à malandragem do outro malandro, o segundo: Aldir Blanc. A faísca deste gênio da poesia cantável feita de becos &amp; bares &amp;amp; bebedeiras, o autor soube traficá-la para os seus poemas sem perder a devida originalidade. Justamente porque o autor esbanja vadiação. O samba do subúrbio, que rodeia a bela Rio de Janeiro e respira nas entranhas da música brasileira está neste livro que está nas suas mãos, caro leitor. Aproveite bem essa poesia, entra com tudo neste livro e só saia dele cantarolando. Dou até a dica. Que tal o talvez melhor poema-samba do livro: “Que diabo é esse?” Uma palhinha: “um poema com o diabo no corpo / fuma as encruzilhadas, / entre a escrita e a fala / acende versos negros / e reza ciladas.” Demais, não? Um brinde ao Jorge, o último marginal!&lt;br /&gt;Ricardo Corona&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3) Carta de Jaques Brand a Jorge B.F &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tive a ocasião de conhecer os "Buquês de Alfafa"(Leprevost e França mos deram um exemplar, avaramentedisputado a tapas) e fiquei pasmo com a altíssima tensão e ironia poéticas de praticamente todos os poemas. Cara, Vc é um artista de primeira grandeza!Aliás reencontrei um poema que já havia visto num jornal da faculdade há anos, na companhia de um do Koproski, e já na época havia admirado extensa eintensamente, aquele da mijada, da lua tola lia minha distante caligrafia. Mas mão o associava à sua assinatura. Um dos efeitos da leitura dos "Buquês" foi aumentar o meu sentimento de culpa por não tê-lo recebido de braços abertos, digamos assim, por ocasião dos trabalhos do Jornal da Biblioteca. Meu único álibi é que eu não sabia que Vc era um poeta assim porreta!Parabéns, se é que a grande poesia merece conhece esse tipo de reconhecimento. Puta que o pariu, o Jorge Barbosa é um Poeta maiúsculo,superlativo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abração de Ano Novo e de todo o tempo, com os melhores votos e a admiração do Jaques Brand&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, leitores do blog, quem tiver oportunidade, procure se informar sobre o Poeta! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-1626917025720663314?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/1626917025720663314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=1626917025720663314' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/1626917025720663314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/1626917025720663314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2007/07/malandra-visceral-e-genial-poesia-de.html' title='A malandra, visceral e genial poesia de Jorge Barbosa Filho'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-1674699387008494800</id><published>2007-07-02T14:54:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T15:47:53.397-03:00</updated><title type='text'>Elogio ao Ódio</title><content type='html'>Isto não é um poema. Tampouco uma prosa, ou qualquer merda literária-artística ou com pretensões vagas de escritor como existem aos milhares por aí, pensando que escrever bem é ser pernóstico, lidar bem com a linguagem (e não dizer nada) ou dizer mal e porcamente qualquer coisa disfarçada pela máscara do "bem-escrito-dito" que cheira mais à fedor acadêmico (no mal sentido - existem fedores que ao menos incomodam positivamente), aquele fedorzinho que vc sente de pessoas que escrevem para si mesmas, na base de contemplarem suas próprias virtuoses e gozarem pasmos com o resultado). Isto tampouco é um manifesto anti-escritores-panelinha ou pseudo-escritores-exibidos, como ah droga, tenho de denunciar aqui, existem aos milhares por aí (mais uma vez, aos milhares!). E nesta merda de província, uns chupando o pau dos outros enquanto outros, ditos "I´m a lonely guy", bebendo e reclamando da vida pelos bares, vivendo papéis medíocres que não cabem dentro de si mesmos, porque são meros PAPÉIS e não personalidades, achando que tem alguma coisa de maldito, de outsider, de revolucionário, de principesco, e depois de todo discurso inflamado e dos atos estúpidos e sem sentido, dos quais não se poupam ninguém que esteja ao lado porque o egoísmo (humano e cultural) é tanto, voltam para suas casas protegidos, bem alimentados, com cama, papai, mamãe, um antro fantástico para a masturbação ganhar força novamente. Nada contra. Nada mesmo. Este não é um texto contra. Um escritor não deve ser necessariamente um sofredor ou chupador de poeira de meio-fio. Mas hipócrita, nunca. Falso, nunca. Se sim, que escrevam maravilhosamente bem, porque, não queria admitir, o talento sobrepôe várias merdas que existem. O problema, portanto, é o volume de MENTIRA na literatura que existe por aqui. Falta força, falta autenticidade, falta carne, vísceras e talento. Eu não queria, novamente admitir, mas é necessário entrar no clichê: não existe qualidade na literatura neste mundo atual, nesta província atual, salvo raras e preciosas exceções (e aqui não vou citar o nome de Jorge Barbosa Filho, que deveria ser considerado um dos maiores poetas brasileiros dos últimos tempos justamente por dar fôlego ao que já estava afogado, nome que deveria estar no país inteiro, pela força, individualidade e, sem exagero, reinventar a poesia brasileira - não cito porque não quero ser como os outros citando os amiguinhos sempre GENIAIS e M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O-S). Bem, e se alguém ler isto daqui e a carapuça servir (isto SE lerem, não faço nem idéia da popularidade desta joça, mas alguns parcos leitores devem haver), lá virão, por escrito ou por aí, aqueles comentários já conhecidos: "quem é este cara?", "quem ele pensa que é?" "ele deve se achar o maior escritor...mas puta merda, que merdas de contos ele escreve...e as poesias? Putz, lixo e lixo", "Ele diz que a gente faz, mas ele acabou de fazer ao elogiar um amigo e ainda ao fazer todo este protestozinho clichè de gente mal-amada". É, vocês têm razão. Mas, como eu já havia dito, isto aqui não é um poema, prosa nem anti nada. É um elogio ao ódio. Ao meu ódio. E com ele vivo bem, obrigado, enquanto tudo continua na mesma, aí, no mundinho de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S - Ah, e eu realmente escrevo bem sim, amiguinhos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-1674699387008494800?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/1674699387008494800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=1674699387008494800' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/1674699387008494800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/1674699387008494800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2007/07/elogio-ao-dio.html' title='Elogio ao Ódio'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-2403148496854150697</id><published>2007-06-16T14:19:00.000-03:00</published><updated>2007-06-16T14:21:05.858-03:00</updated><title type='text'>O Condomínio (conto inscrito no concurso de contos UFPR - e que não ganhou porra nenhuma)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;              Depois de 9 anos e meio exercendo o cargo, a síndica anunciou que estava se retirando, para sua própria surpresa e alívio. O anúncio fora feito primeiro ao filho que se mostrou satisfeito e orgulhoso, apesar de já saber que a decisão viria mais cedo ou mais tarde: ele era um dos grandes influenciadores da empreitada.&lt;br /&gt;            Já não haviam condições de agüentar as querelas. A síndica, mulher de índole essencialmente boa, agüentava  os piores abusos: moradores que tocavam seu interfone para pedir-lhe que abrisse o portão, carteiros (sempre à hora do almoço) querendo entregar uma encomenda e para isso precisavam de sua assinatura, pois os destinatários não estavam em casa no momento, afora pequenas coisas que sempre se acumulam no dia-a-dia, como encanadores, problemas com o portão da garagem, informações de onde moravam quem ou o que, receber faturas das empresas, acompanhar leitores de relógio de luz, etc... As tarefas cotidianas dentro de casa começaram a se tornar desleixadas. As roupas se amontoavam na área de serviço; o pó formava grossas camadas nos móveis e eletrodomésticos; o carpê encardia-se; a casa pouco a pouco assumia feições de um verdadeiro cortiço. O filho lhe dizia:&lt;br /&gt;            - Assim não dá mãe! Eu estou sem roupa pra sair! Você fica aí se matando por este condomínio e eu fico aqui, largado às baratas!&lt;br /&gt;            - É uma despesa a menos. Não temos de pagar o condomínio todo mês, e você sabe como a economia é importante na nossa situação.&lt;br /&gt;            Ao longo dos anos, talvez pela piora da situação das coisas ou mesmo por seu amadurecimento, o rapaz adotou uma postura mais compreensiva e amável. Ouvia a mãe relatando sobre os casos enfrentados a cada dia e crispava os lábios, com raiva e solidariedade.&lt;br /&gt;            A síndica era viúva. O marido se fora, mas ficaram as dívidas; tendo que se virar para criar o filho sozinha, recebia apenas uma parca pensão. Até que o filho chegou com boas novas:&lt;br /&gt;            - Mãe! Já chega! Você nunca mais terá de agüentar desaforos de ninguém. Consegui um bom emprego e posso ajudar a sustentar a casa.&lt;br /&gt;            A mãe ficara agitada, impaciente e notoriamente feliz com a notícia. Disse que iria preparar tudo, avisar confidencialmente alguns vizinhos que lhe eram mais amáveis, marcar uma reunião e anunciar a decisão.&lt;br /&gt;            Os condôminos receberam a notícia secamente. Havia no salão de festas, local da reunião, qualquer sentimento parecido com a mais pura indiferença. Limitaram-se a criticar as opções que a síndica havia feito no relativo aos outros assuntos que estavam em pauta: quanto à reforma da cisterna, a síndica apresentou três orçamentos como manda o regulamento; 1.º Dourados Cia – avaliado em R$ 4.682,00 com limpeza da caixa d`água incluída; 2.º Donatto &amp; Mórbido Ltda, avaliado em R$ 3.945,00 e por fim 3.º Lavatoda, avaliada em R$ 1.999,00. A Sr.ª Pontes criticou as empresas procuradas pela senhora síndica, alegando que todas eram de preços exorbitantes e que tudo indicava haver uma precária capacidade administrativa no condomínio, ao que se seguiu comentários e posterior votação. Ficou decidido procurarem novas empresas, tarefa destinada aos conselheiros. Quanto ao problema do barulho do apartamento 25, os condôminos entraram em acordo em que a síndica estava sendo muito complacente com a situação da Sr.ª Galhardo e resolveram medidas extremas, como abertura de processo judicial, tendo em vista que o mesmo apartamento encontra-se em atraso com as despesas já faz um ano. Todos os reunidos exortaram os argumentos da senhora síndica, pequenos apontamentos que levantavam a situação financeira crítica da Sr.ª Galhardo e algumas perturbações mentais claras, mas que no fundo era uma ótima pessoa. Os condôminos resolveram que existia falta de profissionalismo no discurso da síndica e reiteraram o procedimento de aplicar a multa e entrar com ação judicial. Quanto ao problema da bagunça das crianças no playground que estavam gerando reclamações por parte do apartamento do Sr. Fagundes, a senhora síndica utilizou o artigo IV, parágrafo sexto do regulamento do condomínio para defender o posicionamento dos pais das crianças, reforçando que as mesmas tinham o direito de brincar com bola e skates e fazerem qualquer barulho até as dez horas da noite, mas que tal direito poderia ser posto em votação, uma vez que o assunto havia gerado discrepância. O assunto foi posto em votação e ficou decidido que as crianças poderiam brincar como antes, mas que os pais deveriam lhes incutir a responsabilidade de fazer menos barulho. Quanto a questão do apartamento 46, o proprietário e morador, Sr. Takawara censurou mais uma vez a senhora síndica por esta ter mandado uma circular a todo condomínio expondo que ele decidira não mais pagar o condomínio por causa do não recebimento dos balancetes. O Sr. Takawara argumentou que isto era uma falta de vergonha e escrúpulo por parte da senhora síndica, expondo desta maneira sua pessoa. Levantou também a questão de seu carro estar aparecendo riscado várias vezes e que entraria com um processo judicial contra o condomínio, já que a senhora síndica não se posicionou a respeito ou tomou qualquer medida cabível. Sem mais o que discutir, a senhora síndica deu por encerrada a reunião.&lt;br /&gt;            Nas semanas seguintes, havia se tornado outra pessoa. Sorridente, mais bonita e arrumada, fazia as tarefas domésticas pela manhã e a tarde assistia novelas ou lia livros. O apartamento voltou novamente a ter uma ordem impecável e o filho tinha sempre as roupas em ordem. Finalmente começara a ter uma vida: depois das traições e dívidas do marido, após os abusos de tantos e tantos anos sofridos sob a égide da falta de dinheiro, podia enfim retomar o curso de sua vida. Radiante, começou a estudar novamente, saía a noite, empolgou-se com artesanato e até um princípio de sentimento vago começou a se configurar dentro de sua alma eternamente ingênua. A síndica sentia aquele foguinho, uma esperançazinha de arrumar um namorado.&lt;br /&gt;             O filho, vendo sua mãe feliz e falante, sentiu-se satisfeito. Porém, logo que a transformação se realizara por completo, ele começou a perceber um desconforto que ia crescendo pouco a pouco.&lt;br /&gt;Certo dia, durante a novela, o interfone tocou. Era a Sr.ª Galhardo.&lt;br /&gt;            - Olá! Tudo bem? Como está o artesanato? Ah, muito bem, muito bem...você não poderia abrir o portão pra mim? Eu perdi a minha chave e...oh, muito obrigado!&lt;br /&gt;            A síndica resmungou qualquer coisa e voltou ao sofá.&lt;br /&gt;            Dias mais tarde, seu interfone começou a tocar com certa freqüência. A Sr.ª Galhardo sempre precisava entrar, o correio nunca encontrava os conselheiros e era indicado a tocar neste apartamento, o leitor de luz também enfrentava o mesmo problema...&lt;br /&gt;            Estas inconveniências aborreciam a síndica, mas mesmo assim ela não deixava de satisfazer os pedidos. Pensou ser uma coisa normal, talvez força do hábito ou mesmo uma coincidência banal. Foi com certo embaraço então que se surpreendeu quando a campainha de seu apartamento tocou e, ao abrir a porta, revelou o Sr. Fagundes. Ostentava um certo sorriso misterioso no rosto e ficou ali parado por uns instantes, apenas fitando-a.&lt;br /&gt;            - Posso ajudá-lo Otávio?&lt;br /&gt;            - Na realidade pode sim...- falou por meio dos dentes, o sorriso estático ainda na cara. – Bem, o portão da garagem enguiçou e como a senhora sabe, sempre pode ser um problema da engrenagem e enfim, eu pensei que a senhora poderia dar uma olhada nela.&lt;br /&gt;            - Mas Otávio, eu não sou mais síndica!&lt;br /&gt;            - Ora...o que custa? Você sabe mexer naquelas engrenagens melhor do que ninguém! É rapidinho, eu tenho que entrar, a senhora sabe, trabalho muito em casa!&lt;br /&gt;            A síndica olhou-o com a boca retorcida por uns segundos, mas logo aquiesceu.&lt;br /&gt;            As pequenas interrupções em seu dia-a-dia foram se tornando comuns. Cada vez mais os moradores vinham a sua porta pedir-lhe que arrumasse algo, que entregasse certos recados e diversas outras tarefas. A síndica, no princípio, lembrava-os do abandono do seu cargo, mas ao longo do tempo parou de fazer qualquer objeção, uma vez que os moradores pareciam não ouvir qualquer palavra quando ela mencionava o assunto. Não demorou muito pra que um dia chegasse a sua porta o Sr. Takawara, com a expressão de ódio habitual.&lt;br /&gt;            - A senhora tem que dar um jeito! Riscaram meu carro novamente! Não posso compartilhar de tanta ignorância e incompetência! Isto é um absurdo!&lt;br /&gt;            A Sr.ª Pontes chegou subindo as escadas.&lt;br /&gt;            - Olá, Sr. Takawara...olá! Opa, mas é com a senhora mesmo que eu queria falar..eu estou com um problema e não estou gostando do modo como a senhora está lidando com...&lt;br /&gt;            - CHEGA! Olhem aqui! Vocês não entenderam ainda? Eu não sou mais a síndica deste condomínio! Não tenho a obrigação de fazer mais nada por aqui, entendem? Se riscaram a porcaria do seu carro, então vá falar com a administradora! É ela quem cuida das coisas aqui! Ou então falem com os conselheiros! Eu não tenho mais nada a ver com isto! Agora, se me permitem, eu tenho coisas mais produtivas a fazer! Passar bem!&lt;br /&gt;            Nenhum incidente ocorreu depois de sua explosão. Algum tempo se passou e nem o interfone tocava mais. Parecia que todos tinham entendido o recado. Prova disso era a forma como se comportavam quando encontravam-na pelo prédio: olhavam meio estupefatos, com os olhos arregalados e diziam um tímido “oi”, como uma obrigação. As coisas entraram nos eixos, pensou a síndica, satisfeita. Não se importava com o aparente afastamento dos vizinhos. Continuou a viver sua vida normalmente até o dia em que um comunicado veio lhe despertar não surpresa, mas uma mórbida curiosidade.&lt;br /&gt;            Haveria uma reunião extraordinária em tal dia e tal hora, para “assuntos gerais”. A presença de todos os condôminos era indispensável, pois coisas importantes seriam decididas. Não havia assinatura da administradora.&lt;br /&gt;            No dia do evento, a síndica achava-se tranqüila. A curiosidade que o comunicado lhe despertara era forte pra que ela comparecesse, mas não suficiente pra lhe perturbar o espírito. Chegou em casa às seis horas, depois de fazer compras. Achou estranho o fato do filho não estar por ali, a esta hora era praticamente religiosa a presença dele – já havia saído do trabalho. Deu de ombros e começou a arrumar-se para descer ao salão de festas.&lt;br /&gt;            Chegando lá, viu todas as luzes apagadas. Ora, o que será que aconteceu? Ninguém venho? Abriu a porta e adentrou pra checar. Logo que deu alguns passos, ouviu a porta fechar atrás de si. Uma vela foi acesa. Até a Sr.ª Galhardo estava lá. Pôde ver então vários rostos, rostos duros e pálidos, tão imóveis como bonecos de cera. Baixou a vista e notou que havia alguma coisa na mão de todos eles. Então, num longo momento, morador por morador, cada um deles, em fila indiana e sem nenhuma pressa, aproximou-se.             &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;            Não foi redigida ata.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-2403148496854150697?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/2403148496854150697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=2403148496854150697' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/2403148496854150697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/2403148496854150697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2007/06/o-condomnio-conto-inscrito-no-concurso.html' title='O Condomínio (conto inscrito no concurso de contos UFPR - e que não ganhou porra nenhuma)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-4553875042930370399</id><published>2007-05-03T09:20:00.000-03:00</published><updated>2007-05-03T09:27:41.738-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Futum (primeira versão)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;“Can't get the stink off&lt;br /&gt;He's been hanging round for days&lt;br /&gt;Comes like a comet&lt;br /&gt;Suckered you but not your friends&lt;br /&gt;One day he'll get to you&lt;br /&gt;And teach you how to be a holy cow”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;-Just, Radiohead-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;            “Alguma coisa fede por aqui”, pensou, e instintivamente virou a sola do sapato pra ver se havia pisado em alguma merda. O sapato estava gasto embaixo e até havia um local em que estava furado, exibindo a meia amarelada. Nem sempre fora assim, era um homem que zelava por suas vaidades, e entre estas, encontrava-se o bem-estar de sentir-se elegantemente vestido e bem arrumado, com todas suas peças corporais em ordem. No entanto, há muito esquecera desta característica de sua personalidade.&lt;br /&gt;            Olhou o sapato franzindo a testa. Nada. Cheirou então o sovaco, mas havia apenas o odor enfraquecido de seu desodorante habitual. Ao menos sua higiene conservava-se ainda motivo de preocupação, apesar dos cabelos desarrumados e das profundas olheiras. Mas e então? Em última hipótese, ergueu as pernas pro alto e afundou a cabeça lá pros lados do pinto. Era um instrumento morto, bem sabia ele, que não cantava sequer uma canção que alegrasse as mocinhas como o seu violão já fizera num luau qualquer numa praia qualquer durante sua juventude. Deu umas boas fungadas e nada percebendo, olhou em volta com uma expressão inquisitiva. O quarto estava revirado de cima a baixo, mas não havia nada que pudesse denunciar o fedor que sentia. Vasculhou tudo, foi até o  banheiro, inspecionou a privada, o ralo, no entanto tudo estava em ordem, apesar da desordem desleixada do recinto. Tentou seguir o rastro do cheiro, mas era impossível; ele estava em todo lugar, como se o próprio ar desse  origem à caatinga. “Deve vir de fora”, e então saiu do apê e seguiu pelo corredor em direção da escada. Mesma coisa. Nenhuma pista, nenhum apartamento aparentemente culpado. “Esqueça, que se dane”. Voltou, deitou no sofá e ligou a  TV. As persianas fechadas cediam a luz dela uma dimensão assustadora, como um ator que diminui a intensidade de sua representação para focar a atenção da platéia em seu companheiro de palco. As paredes enlameavam-se com sombras sinistras, movendo-se desordenadamente.&lt;br /&gt;              Permaneceu ali por alguns minutos, zapeando os canais com desinteresse tentando esquecer o cheiro. Conseguiu alcançar certa sonolência, naquele grau em que nem bem se está dormindo nem acordado. Os pensamentos vinham-lhe e fugiam, manipulados suavemente com prazerosa indolência. Tudo o que poderia desejar, um sereno estado de espírito, depois de mais uma noite de inferno e caos. Mas súbito sua mente desconfigurou-se num emaranhado de caminhos sem sentido e tudo o que lhe preenchia era um tamanho desconforto que logo foi lhe despertando. Ainda de olhos fechados, sentiu o nariz arder e percebeu que o fedor estava ali, mais forte, mais persistente e tomava conta não só do ar, como antes, mas de si próprio. Esboçou uma careta, virou-se de lado e tentou achar uma posição cômoda que pudesse lhe retomar o sono, mas o cheiro não sumia; persistia como um inimigo invisível, obstinado e feroz que esperava o momento adequado pra desferir o golpe fatal. Inquieto, parecia-lhe que o fedor lhe invadia e tornava tudo dentro de si um grande vazio, um vazio que começava a se espalhar do peito e demorava-se especialmente na garganta, como algo entalado. Estava dentro de si, vinha de si. Esta constatação horrorizou-lhe, o que fez disparar seu coração subitamente, ao modo dum animal que pressente o perigo imediato e sua adrenalina dispara pelas veias. Virou-se novamente e balançou a cabeça, assustado. Lutava.&lt;br /&gt;              Algo mais mudara. Tudo estava estagnado dentro do apê, abafado e silencioso. A Tv agora era apenas feixes de luz sem vida, acuada por toda configuração do ambiente. O fedor já não era mais apenas um odor, sim, era o odor e o silêncio e o tempo que parou e as luzes sem vida e todo o apê... era uma presença. E ele sentia esta presença crescer ao seu redor a lhe espreitar, a bafejar em sua nuca um hálito frio e podre. Tentou se concentrar o máximo que pôde, desviar de seus pensamentos o fato de ali estar aquela presença provocando toda sorte de desconfortos físicos e mentais, tentou com toda sua força de vontade, mas com o coração em desalinho, a testa suando e uma extrema sensação de pânico fatalista, era impossível; pouco escapava  e logo retornava ao incômodo. Pensava, “Não, não há nada aqui! Não tem ninguém ao meu redor, ninguém escondido atrás daquela cortina, nem mesmo embaixo da cama!” Mas sim, estava ali, ele sentia, era mais forte que qualquer sentimento de coragem que poderia haver dentro dele ou mesmo de lucidez, pois no meio de seu ataque ainda mantinha a consciência de que aquela sensação de que algo que só poderia ser categorizado como sobrenatural estava lhe observando, tentando invadir sua mente impiedosamente e sem dúvida com propósitos malignos. “Deus, que coisa ruim...só um pouco de sono, descanso...depois será diferente!” Mas fraquejava. Era impossível. Em dado momento a angústia e a consciência da presença eram tão fortes que se viu forçado a abrir os olhos e sentar-se no sofá. Pensou que ao fazer isto finalmente iria ver a figura sinistra de guarda no canto da sala, mas nada havia. Principiara um certo dilema; sentia falta de ar, mas quando respirava mais fortemente para suprir esta falta, o fedor vinha-lhe com toda intensidade e crueldade. “MEU DEUS, O QUE É ISSO?”&lt;br /&gt;               Parecia que o terror atingia seu ápice e encolhendo o corpo com as mãos juntas percebeu que estas se encontravam frias e úmidas. Pingos de suor escorriam de suas têmporas. A partir disso, sentiu uma descarga de pavor em seu peito, lançou um gemido fraco e espontâneo ao teto e estremeceu. Logo o lado esquerdo de seu corpo parecia estar inanimado, como se algo estivesse possuindo-o aos poucos. Sabia que uma medida imediata deveria ser tomada ou algo de assustador e inominável iria tomar parte, mesmo ele não fazendo a mínima idéia do que poderia ser. Pegou a jaqueta e correu a porta da frente, saindo aos barrancos pela escada até o portão de entrada do prédio.&lt;br /&gt;                Quando saiu, o dia pálido lhe tomou de assalto e sua reação imediata foi cobrir os olhos com a mão e andar a passos apressados pela Dr. Faivre em direção da XV. Não tomou consciência de nada ou ninguém que passasse ao seu largo neste momento; o objetivo principal era apenas levantar uma perna atrás da outra para onde elas quisessem ir, de consenso que longe o máximo possível de seu apartamento. Ao chegar na esquina, dobrou e continuou na XV, na direção da Praça Osório, ainda sem levantar os olhos, mas já percebendo a recuperação parcial de sua lucidez. “É preciso pensar. É preciso pensar.” Não conseguia, porém, pensar! Logo que dava movimento aos pensamentos, imagens terríveis lhe assaltavam os olhos, via Curitiba em chamas, via homens sem rosto com enormes garras, via um carro batendo na esquina perigosamente perto de si, sentia alguém bafejando na sua nuca, pronto pra lhe agarrar os ombros e lhe atacar...&lt;br /&gt;                  A medida mais rápida que conseguiu tomar foi parar no primeiro telefone público e discar vários números. 9090, ligação a cobrar. Enquanto esperava, virava o rosto em todas as direções, deixando os olhos rolarem pelas órbitas. Do outro lado da linha fez-se ouvir uma voz familiar.&lt;br /&gt;                 - A-alô, Coronel? Sou eu. Coronel, eu preciso de sua ajuda...e-eu...eu não...olha, eu não estou bem, e-eu não...&lt;br /&gt;                O Coronel pôde enxergar as lágrimas rolando pelo telefone do outro lado da cidade. Sentiu algo de sinistro perpassar sua espinha e seu rosto contorceu-se num esgar enquanto ouvia a voz completamente alterada. Não era a voz de um homem e sim de um animal agonizante, rouca, entrecortada, suplicante, desesperada...Algo estava acontecendo! Sabia que seu amigo era propício à situações desesperadoras, mas no entanto isto ultrapassava qualquer situação imaginável. Foi completamente pego de surpresa.&lt;br /&gt;              - Ei, ei, o que está acontecendo, você está bem? Ouça-me!&lt;br /&gt;              Mas era inútil. Deixou o Coronel pendurado no gancho do telefone e saiu apressado no rumo que estava antes. No momento em que ouviu a voz do amigo, uma pontada do fedor atravessara seu nariz como se fosse uma lâmina e fê-lo arder dolorosamente. Sua vontade era de gritar, de agarrar qualquer pessoa na rua e suplicar por algo que lhe fizesse sentir confortável, algo que lhe afastasse do cheiro insuportável. Cambaleou até a Marechal Floriano e esperou o sinal abrir aos pedestres. Ao seu lado um amontoado de gente prostrava-se como estátuas rígidas, eretas, esperando uma luz acender para que levantassem os membros e marchassem. Aproximou-se dum homem vestido num terno marrom e agarrou uma de suas mangas.&lt;br /&gt;             - O senhor consegue sentir?&lt;br /&gt;             - Desculpe?&lt;br /&gt;             - O fedor! O cheiro...o senhor está sentindo?&lt;br /&gt;           O Senhor olhou o homem de cima a baixo. Vários julgamentos se processaram rapidamente em seu cérebro enquanto seus olhos o percorriam. Era um homem que deveria ter um metro e oitenta, mas curvava-se sobre o próprio corpo, como se carregasse uma pedra nas costas; o rosto estava pálido e endurecido, com os lábios tensos e puxados...o que mais lhe impressionou foram os olhos injetados, que atravessavam os seus de uma forma como nunca havia presenciado antes. Era um maluco maltrapilho. Mais um deles! Ainda bem que sua pasta estava na outra mão, longe do alcance dele.&lt;br /&gt;           - Não compreendo o que você está falando – sua postura permaneceu ereta, talvez até um pouco mais forçada e os punhos se cerraram.&lt;br /&gt;          Agarrou o senhor com mais força nas mangas, o que provocou neste uma reação brusca de desenvecilhamento, deixando-o mais assustado e perturbado. Sentiu uma bola subir por sua garganta e uma pressão nos olhos, nas têmporas, um formigamento...&lt;br /&gt;          - O SENHOR SENTE ESTE CHEIRO? POR FAVOR, DIGA-ME!!&lt;br /&gt;         O sinaleiro abriu e o senhor saiu rapidamente, notavelmente bravo, dizendo:&lt;br /&gt;          - Afaste-se de mim!&lt;br /&gt;        E sumiu na fileira de pessoas que atravessavam a rua, afundado por entre cores diversas formadas pelo conjunto de roupas que seguiam seus caminhos. Sabia, neste momento, que além de tudo que sentia, havia algo mais que o incomodava. Parecia chorar sem verter lágrimas, e seu corpo tinha espasmos como se o fizesse. Tomou algum rumo e seguiu, sem saber muito pra onde ou pra que.&lt;br /&gt;      O que restou em sua mente eram fragmentos de imagens que seus olhos captavam. A cada minuto as coisas se embaralhavam mais e mais e pensamentos surgiam e desapareciam sem tema certo, apenas vinham como raios alucinados mulheres segurando copos de uísque e sorrindo o homem de olhos baixos segurando um taco de sinuca encarando-o a estação Guadalupe onde dos bares á beira da rua os olhos de alguns bêbados o fitaram impiedosamente à sua passagem e levantaram-se solenemente para seguir os seus passos algum lugar perto do Largo da Ordem onde alguns mendigos e maltrapilhos vagabundos perceberam sua passagem e cristo! sabiam o que estava acontecendo e queriam lhe perseguir os passos e lhe tocar e dizer coisas ao seu ouvido mas que ele logo percebeu assustado e tentou se livrar de toda esta turba que vinha ao seu encontro, rodeando e lhe passando as mãos pelo rosto suplicando uma prece com hálito podres os bêbados segurando como rosários garrafas de cerveja um homem pelado com o pênis na mão e aí sim ele se perdeu de vez e lutou, dando socos no ar, acertando alguns transeuntes livrou-se de todos e num pânico que não poderia ser descrito por qualquer caneta ou boca humana mas apenas pelos olhos fugiu em disparada pelas ruas onde numa rua já na noite curitibana a Cruz Machado as putas desciam as bundas procurando-lhe as pegadas A Praça Tiradentes os garotos cheiravam a lata tentando lhe encontrar o rastro e se encolheu em algum lugar longe onde sentiu o odor mais forte do que jamais poderia ter sentido, pois mais longe não poderia ir e suas esperanças por fim desvaneceram e ele começou a socar as paredes e soltar lágrimas, sem saber como se mexer pra sair do lugar onde estava e tentar achar alguma solução pro seu problema como tapar o nariz com as mãos ou afundar canetas nele o que se mostrou tão inútil quanto pensar que haveria alguma forma de sair do labirinto da vida.&lt;br /&gt;         Quando o Coronel foi chamado pela polícia, visto que dera queixa na noite anterior pelo desaparecimento de seu amigo, sentiu-se ansioso. Correra o máximo que pôde até a delegacia. Alguns policiais lhe disseram poucas palavras, que não puderam desvendar muita coisa.&lt;br /&gt;          - Encontramos o sujeito deitado num banco de praça. Estava usando roupas rasgadas. Seu membro estava aparecendo. Coisa horrível.&lt;br /&gt;         - O sujeito é maluco. Ficamos assustados. Não é coisa comum neste ramo, se é que o Senhor Coronel me entenda.&lt;br /&gt;         - Onde está ele?&lt;br /&gt;        - Guardamos-o numa cela. Ele não mostrou qualquer resistência. Parecia mais assustado que qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;        - Deixe-me vê-lo.&lt;br /&gt;        Aproximou-se do amigo e notara que ele estava deitado sobre a cama e visivelmente febril. Quando notou que havia chegado, pareceu ficar agitado, mas o Coronel tristemente viu em seus olhos estalados e vibrantes que ele não reconhecia sua pessoa. Não havia qualquer sinal de reconhecimento em qualquer parte de seu corpo, em verdade. Nem mesmo quando ele agarrou o Coronel pela lapela e lhe fitou profundamente dentro de sua alma e gemendo e pronunciando com dificuldade as palavras, embora com clareza, lhe disse:               &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;        - O FEDOR...O FEDOR...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-4553875042930370399?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/4553875042930370399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=4553875042930370399' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/4553875042930370399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-3513959152955038536</id><published>2007-04-12T08:45:00.000-03:00</published><updated>2007-04-12T08:51:00.253-03:00</updated><title type='text'>curitiba, sua filha da puta (2.º versão trabalhada)</title><content type='html'>curitiba, minha cara&lt;br /&gt;os poetas estão nascendo&lt;br /&gt;no teu seio raro&lt;br /&gt;estão bebendo&lt;br /&gt;teu leite amargo&lt;br /&gt;nas esquinas de todos os bares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;olhe pra dentro de nós&lt;br /&gt;porque estamos olhando&lt;br /&gt;através de você&lt;br /&gt;(as palavras que amamos&lt;br /&gt;enquanto morremos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os verdadeiros poetas&lt;br /&gt;sabem como te acariciar&lt;br /&gt;(com um pinto debaixo das pernas&lt;br /&gt;e não com óculos em cima da mesa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cidade maldita, você não é poesia&lt;br /&gt;apenas escreve certo&lt;br /&gt;por calçadas certas&lt;br /&gt;a vida torta dos heróis à revelia&lt;br /&gt;vive ao avesso&lt;br /&gt;a contradição perfeita de suas avenidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora mesmo, na praça tiradentes&lt;br /&gt;os anjos caídos dormem a insônia das latas&lt;br /&gt;o gole vai tirando a fé dos crentes&lt;br /&gt;e joga seus filhos pra longe de suas saias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o futuro poético&lt;br /&gt;vai tropeçando aos teus botecos,&lt;br /&gt;mija errado na sarjeta,&lt;br /&gt;nos caminhos incertos&lt;br /&gt;sua madrugada de silêncio&lt;br /&gt;gritada aos ventos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os poetas querem recitar:&lt;br /&gt;mas você enrolou a língua deles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;curitiba, sua filha da&lt;br /&gt;puta fica comigo...&lt;br /&gt;e me transforma em poeta também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-3513959152955038536?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/3513959152955038536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=3513959152955038536' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/3513959152955038536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/3513959152955038536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2007/04/curitiba-sua-filha-da-puta-2-verso.html' title='curitiba, sua filha da puta (2.º versão trabalhada)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-1063024896009874338</id><published>2007-03-29T11:10:00.000-03:00</published><updated>2007-03-29T11:30:48.985-03:00</updated><title type='text'>Dos infernos e da broxada (e de como o autor possivelmente possa passear pelo céu com Beatriz (1.ª versão)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;eu fazendo minhas coisas, minhas coisas malucas, eu no meio da roleta russa de amores despencando abismos cada mais e mais abismos pra dentro de mim&lt;br /&gt;me faz duvidar, dúvida, dívida, Davi.&lt;br /&gt;Davi engoliu Golias no meio do deserto pagão, eu engulo Adão e todos pecados-desejos que possam florescer através da poro-pele da alma&lt;br /&gt;floresce no âmbito de minha carne então mas quebra-se no amontoado de vigílias e angústias de meu psico-pênis.&lt;br /&gt;é este meu complexo de Elektra (como assim?) que desafina meu desejo sexual ou não, não! tive muitos pais e procuro muitos mais pra...é isso, é aquilo! Redescobrir o meu ser, me fortalecer de mim porque não tive ELE lá pra me dar a personalidade e tudo agora é insegurança e frustração porque ELE, novamente ELE não me deu à luz por completo, para ser eu eu precisava de totalmente eu, e só (clamores, retumbares, redundâncias, paus e bucetas explodindo isopores de carnaval, gritos perversos de mulheres nuas)só...ELE (palmas e júbilos com lágrimas, pingos de porra saindo de sexos e complexos)!!! poderia me dar eu!&lt;br /&gt;e então (silêncio)&lt;br /&gt;é isto, meu revirado complexo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ser ou não ser...eis a solução!&lt;br /&gt;a eterna dúvida.&lt;br /&gt;a eterna dívida.&lt;br /&gt;Davi esgotando sua droga celestial&lt;br /&gt;pra dominar Golias.&lt;br /&gt;eu fazendo minhas coisas, minhas coisas malucas,&lt;br /&gt;querendo essa mulher, um gatilho na roleta&lt;br /&gt;quando ela me engancha com as pernas têsas&lt;br /&gt;toda eletricidade que houver neste mundo&lt;br /&gt;seios juízes julgando minha boca, meu muco&lt;br /&gt;meus sonhos meus planos meus seres de luz e sombra&lt;br /&gt;- como a corte suprema antes dos portões do inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você me mostra todas as vezes&lt;br /&gt;com suas pernas e sua boca&lt;br /&gt;os portões do inferno.&lt;br /&gt;você é meu inferno.&lt;br /&gt;um dos 9 que Dante quis inventar pra mim.&lt;br /&gt;(já volto ao inferno)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu faminto do corpo, um giro no pente&lt;br /&gt;despencam abismos&lt;br /&gt;eu querendo um pai&lt;br /&gt;que dobrem os sinos!&lt;br /&gt;Virgílio que não sai&lt;br /&gt;e que nunca sairá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ao inferno mais uma vez)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você é e todas que virão serão meu inferno.&lt;br /&gt;você grava (com as pernas têsas grita o coro!) um nome dentro de mim.&lt;br /&gt;meu corpo recita pr´alma.&lt;br /&gt;a alma devora. (croc.croc.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eeeeeeeeeeeeeuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu fazendo minhas coisas, minhas coisas malucas, eu no meio da roleta russa de amores, os amores disparados, os amores mortos&lt;br /&gt;eu caído com o tiro dado, sangue e esperma, psico-pênis amolecido.&lt;br /&gt;não me julguem rigorosamente seios juízes!&lt;br /&gt;(meu pai com a pistola dentro da boca, a pupila dilatada, o tiro e a cabeça explodida)&lt;br /&gt;minha via crucis.&lt;br /&gt;beatriz, beatriz&lt;br /&gt;você como um poema envolto em vapores pra eu transpor e decifrar&lt;br /&gt;só mais uma dose...e Dante que me perdoe,&lt;br /&gt;mas eu vou levar sua mulher pra caminhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S - ainda faltam trechos pra serem colocados entre os versos e mesmo trechos que estão sendo retrabalhados. De qualquer forma, depois de tanto tempo com este texto na gaveta, achei que, uma vez que ele ganhou esta forma meio que definitiva, seria viável a publicação dele pra julgamento. Divirtam-se pervertidos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-1063024896009874338?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/1063024896009874338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=1063024896009874338' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/1063024896009874338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/1063024896009874338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2007/03/dos-infernos-e-da-broxada-e-de-como-o.html' title='Dos infernos e da broxada (e de como o autor possivelmente possa passear pelo céu com Beatriz (1.ª versão)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-4795272429799472870</id><published>2007-03-20T16:56:00.000-03:00</published><updated>2007-03-20T17:04:20.949-03:00</updated><title type='text'>Bactrim F man (poema toscaço de ruim...rs)</title><content type='html'>e lá pelas tantas eu que não nasci num celeiro&lt;br /&gt;bato na porta traseira e digo "toc toc"&lt;br /&gt;passo a língua e entro rasteiro&lt;br /&gt;me descubro portentando uma bela doença&lt;br /&gt;digna de um navio negreiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lá pelas horas matinais&lt;br /&gt;desço o sarrafo pela torneira&lt;br /&gt;com pus e alguns sinais&lt;br /&gt;de uma bela duma coceira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;graças a deus, bactrim neles&lt;br /&gt;gonorréia nunca mais em minha vida&lt;br /&gt;eu que não nasci num celeiro&lt;br /&gt;dentro dum quem sabe peguei a SIDA&lt;br /&gt;(pra europeu nenhum botar defeito)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;louvado seja bactrim F&lt;br /&gt;pena que não posso inventar&lt;br /&gt;um dele com meu nome&lt;br /&gt;pro mundo todo mandar&lt;br /&gt;tudo pra casa do caralho&lt;br /&gt;(com direito a CEP e tudo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- e que a casa do caralho&lt;br /&gt;não seja daquele rabo&lt;br /&gt;que visitei num dia de inverno&lt;br /&gt;pra me proteger do orvalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-4795272429799472870?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/4795272429799472870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=4795272429799472870' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/4795272429799472870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/4795272429799472870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2007/03/bactrim-f-man-poema-toscao-de-ruimrs.html' title='Bactrim F man (poema toscaço de ruim...rs)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-116942553362708135</id><published>2007-01-21T22:20:00.000-02:00</published><updated>2007-01-21T22:32:52.223-02:00</updated><title type='text'>Samba do Fuxiqueiro</title><content type='html'>(Fman - M.L. Fumaneri)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me condena por falar da vida alheia&lt;br /&gt;diz que é pecado que é coisa muito feia&lt;br /&gt;mas não vê que na vida o perigo,&lt;br /&gt;o tédio, é olhar o próprio umbigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nada é mais humano&lt;br /&gt;que a picuinha minha com a picuinha tua&lt;br /&gt;olhando a vizinha errando pela rua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e quando nos erros meus&lt;br /&gt;a vizinhança me crucificar&lt;br /&gt;vai ser bonito de ver&lt;br /&gt;a cara da vizinha&lt;br /&gt;quando me deixares voltar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você me condena por falar da vida alheia&lt;br /&gt;diz que é pecado que é coisa muito feia&lt;br /&gt;mas que graça tem a realidade&lt;br /&gt;se ninguém comenta nossa intimidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é por vaidade&lt;br /&gt;não somos melhores que ninguém&lt;br /&gt;é que minha felicidade&lt;br /&gt;é abrilhantar o fracasso de alguém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cada macaco no seu galho é muito solitário&lt;br /&gt;mas no dia de carnaval eu deixo de lado&lt;br /&gt;não vou rir da desgraça de outrem&lt;br /&gt;que é pra eu e a vizinha ficarmos de bem&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-116942553362708135?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/116942553362708135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=116942553362708135' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/116942553362708135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/116942553362708135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2007/01/samba-do-fuxiqueiro.html' title='Samba do Fuxiqueiro'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-116896827404466600</id><published>2007-01-16T15:24:00.000-02:00</published><updated>2007-05-03T17:28:17.803-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Conto:</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Despejo&lt;br /&gt;para Maria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despejo as cartas na mesa e espero afoita, de certa forma desatenta a tudo o mais em volta, como uma bela confusão; são ás de paus, dama de copas, reis e valetes, todos poderosos e imponentes em seus trajes majestosos, ditando meu futuro incerto que não me interesso verdadeiramente em transcrever. Despejo as pílulas do tubo ali em cima, e aí fica um mosaico estranho e colorido, as cores são bonitas a mim – sou design gráfica, ou era, como algum pedaço de papel quis imprimir em minha personalidade a algum tempo atrás, fruto de algum esforço despendido com certa alegria durante alguns anos sentada com a caneta pendurada nos lábios e os olhos atentos àquela nuca vincada que logo a frente parecia rude e ao mesmo tempo lírica aos meus sentidos estéticos mais apurados. Escrevo então nomes com as pílulas, juntando a extremidade de uma com a extremidade de outra, uma tarefa divertida que faz o tempo correr enquanto dentro de mim não corre mais nada, talvez apenas um sangue quente e endurecido.&lt;br /&gt;Escrevo com pílulas os primeiros anos alegres sob a tutela de sonhos ideológicos e românticos, em que a aproximação de um beijo me faria sentir um pavor histérico de moça recatada, como se os lábios alheios violassem uma lei impenetrável, cujo castigo seria imponentemente a pena de morte. Não, estes lábios curvados em reverência são mais do que duas mucosas apertadas, são dois grilhões do universo, são uma sentença não julgada, um apertar e afrouxar do coração que bombeia freneticamente. Meus lábios fazem reverência quando abertos, mas os juízes são severos: meus lábios procuram o pecado, mas vivem em santidade plena, inviolável.&lt;br /&gt;A penteadeira ao meu lado com seu espelho mágico some. Despejo então meus pentes sobre as cartas, sobre pílulas e lembro ternamente que um dia na praia eu havia pensado que nenhum pente no mundo arrumaria meus cabelos bagunçados por aquele vento infernal enquanto no processo de desmoronamento do mundo eu esquecia espantosamente aquela nuca vincada – mas não os olhos tristes, contudo os olhos tristes deixariam de me percorrer o corpo como um mistério em que eu fosse a maior e mais destemida dos detetives de almas; não, antes aqueles olhos apenas me transmitiam uma melancolia que não me pertencia mais – e olhava o sol e o mar rebentarem nos meus olhos e ouvidos com toda a força que poderia imaginar existir dentro de mim.&lt;br /&gt;É um sorriso que está dentro agora, o armário desaparece sem deixar vestígios a não ser pegadas sujas de lama no assoalho. As roupas já não me servem, deixaram de me servir há muito tempo atrás, quando um pedaço de pano sobre o corpo era uma prisão atordoante, quando tudo o mais que eu queria sentir era a coroação suprema de um amor que eu enxergava como a mais implacável de todas as prisões. As roupas, então, eram a prisão dentro da prisão e Ricardo me deixava dentro de ambas, este Ricardo severo, maluco, que fitava o vazio enquanto eu via em seu olhar que não tinha nada de triste mas sim de pavoroso, o pavor que todos meus sentidos queriam acolher. Ricardo venho a mim como o despejo de um outro amor que deixei balançar ao vento na praia. Mas Ricardo ao mesmo tempo me privava de meu maior sentido, o sentido de estabelecer um limite para o amor que eu via crescer dentro de mim sendo uma bomba com tempo limitado: tudo iria explodir à minha volta, mas eu não queria a explosão fora de mim, ah, não, esta explosão só poderia vir de dentro e justamente aí ele me aprisionava, recusava-se inexplicavelmente a tornar em pecado mais do que meus lábios, mas todo meu ser, embora o pecado em que eu estivesse a procurar fosse na verdade aquela coroação suprema da maior santidade que havia em meus sonhos, seria o pecado que me levaria à libertação integral de tudo que me possuía. É de se compreender, quando olho por um momento em volta, antes que o armário se vá definitivamente, que eu mude de idéia – ainda sem prestar atenção a tudo em volta – e pegue todas as roupas da gaveta e as despeje sobre meus mosaicos tão valiosos agora aos olhos como ao sentidos.&lt;br /&gt;Ricardo não veria nos meus sentidos nada mais que alguma arma que eu lhe atirasse furiosamente; eu via em seus rompantes oriundos da mesma origem que a minha, apenas flechas que não eram propriamente armas, mas sim alimento para minha paixão. Existia assim uma necessidade de eu me ver completa, de sentir que meu sentir lhe era repelido com tanto enigma e contradição que me deixava ás beiras da loucura, mas a esta loucura, me vinha de encontro as respostas que sempre buscava, um ciclo hediondo em que cada vez mais eu descobria fundo de mim a mulher furiosa e descontrolada se perdendo em algo que pouco a pouco ia se privando de todas as justificativas possíveis de se acatar. O algo que eu já não sabia mais o que era, apenas mergulhava dentro de, buscando vez ou outra a superfície para ter um pouco que seja de ar dentro dos pulmões. Inevitavelmente, um dia, eu iria mergulhar tão fundo encantada com a luz do sol refletida nos corais lá embaixo, que iria afundar de vez na escuridão do mar, sem conseguir ter forças para chegar lá em cima para respirar novamente. Ricardo sabia disso. Sabia mais do que ninguém. E um dia ele chega a meus ouvidos e a meus olhos inchados e diz: “eu tentei...eu tentei te amar.”&lt;br /&gt;É a vez do criado-mudo. Tudo que tentei amar poderia estar dentro dum criado-mudo, um belo dum criado mudo alto e assustador, vestido com roupas de um mordomo, que visse terríveis segredos se desenrolarem dentro da casa de seu patrão, mas nada poderia dizer porque sua impossibilidade estava destinada a ser seu fardo. Muitos me amaram. A estes, eu tentei amar. Tentei amar novamente sempre como o despejo de um novo amor. Sendo assim, pego as cartas embrulhadas e as despejo sobre a mesa, e agora o quadro que me aparece não é algo bonito tampouco provido de ordem, e sim um amontoado de coisas e mais coisas que me deixam de enxergar qualquer objeto real no meio daquilo tudo. Existem cartas de amor, cartas de amigo e enquanto passeio as mãos – e olhos rapidamente – sinto um fugaz arrepio no meu estômago e descubro mais uma vez que existe por trás de todas estas trilhas percorridas o algo maior que me preenche e se torna o objetivo maior de minha vida. Por ela, eu despejaria o tudo o mais. Mais uma vez, enxergo então por baixo daquela confusão de objetos, as pílulas. Vejo Ricardo dentro delas. Vejo a destruição de sua ausência. Vejo, entretanto, a morte que ele fez justamente neste objetivo maior que me faz inteira por dentro. Eu sequei, fiz-me podre e infértil, um saco vazio sem qualquer sustentação. Não me senti mulher por todo este tempo, sequer fui mulher durante todos estes anos. Não queria nada mais que os segredos do pecado estampados num lençol, coroando, como já disse, os limites da paixão que me faz flutuar na santidade.&lt;br /&gt;Está quase tudo vazio. A penúltima delas, é tomada de assalto e se vai com certa dificuldade. Eu sei. A cama pesa duas toneladas. Não seria fácil a ela sumir assim tão rapidamente. Nela foi finalmente feita a vontade do profano, e mil anjos tocaram trombetas em cima. Uma chuva fina caiu sobre nossas cabeças e pudemos nos sentir purificados de todos nossos desencontros. Despejo o lençol sobre a mesa e cubro todos os objetos que estavam nela. Amarro tudo e coloco sobre meus ombros. Em pé, posso então sorrir com o peso da cama sumindo.&lt;br /&gt;Ele me veio despejado por suas próprias angústias, por um mundo que não lhe supriu de forma alguma o seu grande saco vazio – a semelhança do meu – e lhe deixou tão destruído e corrompido quanto um santo poderia ficar. Ele, por sua vez, os seus lábios, procuravam a santidade, mas viviam no eterno pecado. A ele, a busca era a santidade no inferno. Quando ele veio a mim, foi despejado então como Lúcifer o fora do paraíso. Mas ele veio tão casado com minhas próprias religiosidades do corpo, que o fruto de toda esta destruição que nos atingia só poderia gerar um casamento perfeito entre os justos e os ímpios, e desta forma se rompeu sobre minha cama a explosão de um encontro que salvou tanto minha alma do pecado, quanto a dele, da santidade. Nada mais que um duelo de titãs. Nada mais poderia pesar tanto sobre uma cama como esta união perfeita de tanta destruição gerada pela criação. Suspiro aliviada: a cama já se foi.&lt;br /&gt;É chegada a hora, penso. Existe tranqüilidade. Ela está presente em mim há algum tempo. Não é tranqüilidade dos monges, mas antes uma serenidade que me permite estar de acordo com aquilo que me move e me faz ser tanto eu quanto poderia. Não acho nada estranho esta serenidade advir de uma micro mutilação dentro do meu corpo. Esta serenidade me deixa inquieta todos os dias, e assim posso me sentir viva, pois sinto que aquilo que esteve sempre comigo como uma ordem do que deveria fazer de minha vida algo valioso, isto está vivo e arde com força. Eu amo. O Amor, desta vez, não foi um despejo meu, mas venho até mim assim. Um ciclo que agora se mostra com todo sentido. Ele criou o sentido. A mesa, finalmente, levanta-se e vai indo embora rapidamente. Antes que ela suma, pego de cima dela a ordem de despejo, coloco o lençol com os pertences dentro de uma mala, fecho-a e me encaminho para a porta da frente.&lt;br /&gt;Lá fora, está esperando aqueles olhos tristes com sua nuca vincada. Lhe dou as mãos e caminhamos na direção do final da rua, onde o sol se põe belamente. Lhe olho de solaio e vejo seus olhos, mas seus olhos não são mais tristes: o mistério que antes eu insistia em procurar, já estava desvendado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-116896827404466600?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/116896827404466600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=116896827404466600' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/116896827404466600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/116896827404466600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2007/01/conto.html' title='Conto:'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-116804490017466051</id><published>2007-01-05T22:53:00.000-02:00</published><updated>2007-01-05T22:55:00.186-02:00</updated><title type='text'>Conceição (1.ª versão)</title><content type='html'>à maria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um poema na lagoa como uma moeda &lt;br /&gt;no poço por onde escoa o limo &lt;br /&gt;no fosso, a lágrima do menino.&lt;br /&gt;um poema na lagoa roga a todos&lt;br /&gt;os santos bem a jeito de garoto e sua pedra no fundo&lt;br /&gt;do poço a lagoa, entretanto, em seu encanto&lt;br /&gt;não é recanto de todos os santos;&lt;br /&gt;a eles canta a baía, acima, um estrondoso &lt;br /&gt;dum canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a água no sul, é de Conceição&lt;br /&gt;uma só dona, uma só canção.&lt;br /&gt;Lagoa da Conceição,&lt;br /&gt;o poema em chama desaba&lt;br /&gt;cai sob sol, sob música, sobre lava,&lt;br /&gt;mas não esconde no poço &lt;br /&gt;o desejo de uma lágrima atirada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-116804490017466051?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/116804490017466051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=116804490017466051' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/116804490017466051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/116804490017466051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2007/01/conceio-1-verso.html' title='Conceição (1.ª versão)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-116473295552268203</id><published>2006-11-28T14:52:00.000-02:00</published><updated>2006-11-28T14:55:55.536-02:00</updated><title type='text'>trecho (sem começo, sem fim - 1.º tratamento)</title><content type='html'>do fundo desta carcaça sofrida&lt;br /&gt;cultivo o fascismo parasita dos homens&lt;br /&gt;nos rostos, cada um página lida&lt;br /&gt;que logo mastigo, cuspo e digo adeus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como neste mundo não vale a pena&lt;br /&gt;a sorte de conhecer nenhum ser&lt;br /&gt;- embora os rostos que leio,&lt;br /&gt;me povoem sempre ensejos -&lt;br /&gt;é com desprendida alegria&lt;br /&gt;que largo tudo à revelia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-116473295552268203?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/116473295552268203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=116473295552268203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/116473295552268203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/116473295552268203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2006/11/trecho-sem-comeo-sem-fim-1-tratamento.html' title='trecho (sem começo, sem fim - 1.º tratamento)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-115696916800784406</id><published>2006-08-30T17:19:00.000-03:00</published><updated>2006-08-30T17:19:28.020-03:00</updated><title type='text'>dito popular</title><content type='html'>para bom poeta&lt;br /&gt;meio haikai&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-115696916800784406?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/115696916800784406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=115696916800784406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/115696916800784406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/115696916800784406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2006/08/dito-popular.html' title='dito popular'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-115643046118378573</id><published>2006-08-24T11:39:00.000-03:00</published><updated>2006-08-24T11:41:01.193-03:00</updated><title type='text'>uma linda história cristã</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;sim, eu estava lá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;junto aos brutamontes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;deste lado de cá&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a diferença grande&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;é que eu queria jogar a pedra no cristo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e levar a puta embora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mas o filho da puta, mais rápido e cético,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;jogou antes.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-115643046118378573?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/115643046118378573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=115643046118378573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/115643046118378573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/115643046118378573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2006/08/uma-linda-histria-crist.html' title='uma linda história cristã'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-115626088705686657</id><published>2006-08-22T12:29:00.000-03:00</published><updated>2006-08-22T12:34:47.066-03:00</updated><title type='text'>Samba da Eli (para minha amiga Eliege, rs)</title><content type='html'>ê nega, vem pra mesa&lt;br /&gt;que por trás destes óculos vermelhos&lt;br /&gt;eu sei teu sorriso, esta beleza&lt;br /&gt;a contaminar os ensejos&lt;br /&gt;de mais uma noite de samba&lt;br /&gt;neste bar com jeito de terreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;levanta teu copo!&lt;br /&gt;e deixa a gente ouvir&lt;br /&gt;esta risada matreira&lt;br /&gt;na noite que há porvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas toma tento, Eli!&lt;br /&gt;você há de convir,&lt;br /&gt;tanta felicidade desse jeito assim&lt;br /&gt;não é freguesa aqui&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pôe teu coração na mesa&lt;br /&gt;e não deixa que ninguém veja&lt;br /&gt;assim a gente canta mais uma&lt;br /&gt;e te vendo quieta, se atropela&lt;br /&gt;se arruma e pega tua tristeza&lt;br /&gt;pra jogar no olho da rua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o que que há, nega maluca,&lt;br /&gt;nosso samba pergunta&lt;br /&gt;"é noite de boiadeiro", você resmunga&lt;br /&gt;o coro responde:&lt;br /&gt;"que nada, é toda toda tua!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas toma tento, Eli&lt;br /&gt;você há de convir,&lt;br /&gt;tanta felicidade desse jeito assim&lt;br /&gt;é bem vinda aqui sim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-115626088705686657?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/115626088705686657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=115626088705686657' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/115626088705686657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/115626088705686657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2006/08/samba-da-eli-para-minha-amiga-eliege.html' title='Samba da Eli (para minha amiga Eliege, rs)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-115084453953070961</id><published>2006-06-20T20:01:00.000-03:00</published><updated>2006-06-20T21:10:26.956-03:00</updated><title type='text'>a primeira vez a gente sempre esquece (1.ª idéia)</title><content type='html'>quando um louco surtado olhou em meus olhos,&lt;br /&gt;na aurora dos meus passos de bêbado,&lt;br /&gt;eu não vi nada mais do que a lágrima triste de um palhaço&lt;br /&gt;que havia em mim mesmo.&lt;br /&gt;e o palhaço, na lágrima solta, ria sem medo&lt;br /&gt;porque na ponte que ali havia&lt;br /&gt;minha alma encontrava a dele e dele dizia&lt;br /&gt;que das dores que vêm do mundo ainda é cedo.&lt;br /&gt;quando eu louco surtado me vi no espelho&lt;br /&gt;anos depois da aurora de meus passos trôpegos,&lt;br /&gt;perguntei a quem me fitava onde estava a ponte.&lt;br /&gt;com terror ele não falou nada, apenas se afastou,&lt;br /&gt;pouco a pouco se deitando&lt;br /&gt;sem saber muito bem se alguém havia&lt;br /&gt;lhe perguntado algo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-115084453953070961?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/115084453953070961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=115084453953070961' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/115084453953070961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/115084453953070961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2006/06/primeira-vez-gente-sempre-esquece-1.html' title='a primeira vez a gente sempre esquece (1.ª idéia)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-114376319437908570</id><published>2006-03-30T20:51:00.000-03:00</published><updated>2006-03-30T20:59:54.390-03:00</updated><title type='text'>Chicó de Anasé!</title><content type='html'>porra! estou feliz pra caralho! um contato ali, outro aqui, conversas intermináveis, uma procura desenfreada e...voilá! finalmente consegui adquirir meu exemplar do "Do pó me levantei, na terra me deitarei", o único livro de poesias do mestre chicó. paguei quarentão por um livro com um pouco menos de 100 páginas e mandei vir direto do mato grosso do sul, mas porra, valeu o esforço. é uma raridade de valor incalculável. estou aqui folheando com sorriso de ponta a ponta. mas enfim, o post de hoje dedico ao grande mestre, com duas poesias dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESABROCHAR DE UM BÊBADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matagal sem fim proclama minha hora&lt;br /&gt;Da horda infame augusta garrafa em rolhas de órbita&lt;br /&gt;O vôo alto, o giro é meu!&lt;br /&gt;Que do gole estrondoso virei borboleta&lt;br /&gt;E desde então nunca mais consegui planar em linha reta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUANDO APRENDI A SOFRER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas agrura da vida fui crescido&lt;br /&gt;Por ser demais olhador&lt;br /&gt;E também senti o amor&lt;br /&gt;Por causa do qual tenho sofrido&lt;br /&gt;Te digo meu cumpadre, é duro esta história&lt;br /&gt;Que entre um gole e outro estou a contar&lt;br /&gt;Mas vá lá, o amor e o pescador tem lá sua glória&lt;br /&gt;Como é este meu causo de mesa de bar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro amor foi uma tal de Cândida&lt;br /&gt;Uma vaca mui respeitosa do pasto de meu avô&lt;br /&gt;Tão cheinha e formosa como a beleza pedida&lt;br /&gt;E não pense que era de muitos caprichos meu sinhô&lt;br /&gt;Era só uma estocada e pum!&lt;br /&gt;ela já mugia dizendo Eu ti amum!&lt;br /&gt;Mas, contratempo - venho meu predecessor&lt;br /&gt;Matou Cândida e da sua carne fez seu motor&lt;br /&gt;Que de bexiga e intestino cheio é que vive o tal do homem&lt;br /&gt;Chorei e chorei por muitas primavera então&lt;br /&gt;Sentindo o que é sofrer de descer lágrima ao chão&lt;br /&gt;Mas, o que me doía, não era falta de Cândida não;&lt;br /&gt;Era ter conhecimento, para minha sensatez&lt;br /&gt;Que Cândida passou pelo espeto duas vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chicó de Anasé&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-114376319437908570?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/114376319437908570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=114376319437908570' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/114376319437908570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/114376319437908570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2006/03/chic-de-anas.html' title='Chicó de Anasé!'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-114356823415753505</id><published>2006-03-28T14:41:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T14:50:34.173-03:00</updated><title type='text'>curitiba, sua filha da puta (1.ª e rudimentar versão)</title><content type='html'>curitiba, minha cara&lt;br /&gt;os poetas estão nascendo no teu seio raro&lt;br /&gt;estão bebendo do teu leite amargo&lt;br /&gt;nas esquinas de todos os bares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;olhe pra dentro de nós&lt;br /&gt;porque estamos&lt;br /&gt;olhando através de você&lt;br /&gt;as palavras que amamos &lt;br /&gt;enquanto morremos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os verdadeiros poetas&lt;br /&gt;sabem como te acariciar&lt;br /&gt;com um pinto por debaixo das pernas&lt;br /&gt;e não uma mesa e os óculos em cima da mesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cidade maldita, você não é poesia&lt;br /&gt;apenas escreve certo por calçadas certas&lt;br /&gt;a vida torta dos heróis à revelia &lt;br /&gt;vive ao avesso&lt;br /&gt;a contradição perfeita de suas avenidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o futuro póético &lt;br /&gt;está nos teus botecos,&lt;br /&gt;na sarjeta,&lt;br /&gt;nos caminhos incertos&lt;br /&gt;de sua madrugada de silêncio&lt;br /&gt;gritada aos ventos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na praça tiradentes&lt;br /&gt;os anjos caídos dormem&lt;br /&gt;a insônia das latas&lt;br /&gt;o gole tira a fé dos crentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os poetas querem recitar: &lt;br /&gt;mas você enrolou a língua deles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;curitiba, sua filha da puta &lt;br /&gt;fica comigo...&lt;br /&gt;e me transforma em poeta também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-114356823415753505?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/114356823415753505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=114356823415753505' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/114356823415753505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/114356823415753505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2006/03/curitiba-sua-filha-da-puta-1-e.html' title='curitiba, sua filha da puta (1.ª e rudimentar versão)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-114235430063739753</id><published>2006-03-14T13:37:00.000-03:00</published><updated>2006-03-14T13:39:22.990-03:00</updated><title type='text'>uma de nossas noites (1.ª versão)</title><content type='html'>é uma noite fria&lt;br /&gt;dentro de nós dois&lt;br /&gt;caminhando na calçada confusa&lt;br /&gt;escurecendo pensamentos e versos&lt;br /&gt;apagando sem perdão&lt;br /&gt;a tempestade que grita&lt;br /&gt;morrendo nas minhas mãos&lt;br /&gt;não resta coração&lt;br /&gt;nem briga&lt;br /&gt;nem um abrigo&lt;br /&gt;pros meus erros&lt;br /&gt;na noite fria&lt;br /&gt;nada se cria&lt;br /&gt;entre eu e você&lt;br /&gt;distância de lábios e estrelas&lt;br /&gt;pra se percorrer&lt;br /&gt;cegos na direção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a noite desmaia em teus braços&lt;br /&gt;enquanto velo teu sono&lt;br /&gt;com a lua dos meus sonhos&lt;br /&gt;debaixo dos olhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a noite medrosa&lt;br /&gt;comanda teus segredos&lt;br /&gt;quando te deseja&lt;br /&gt;se machuca embora&lt;br /&gt;saiba a resposta&lt;br /&gt;de todos os teus desejos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a noite sem você&lt;br /&gt;é um colírio estranho&lt;br /&gt;alivia os olhos&lt;br /&gt;mas irrita a alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-114235430063739753?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/114235430063739753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=114235430063739753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/114235430063739753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/114235430063739753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2006/03/uma-de-nossas-noites-1-verso.html' title='uma de nossas noites (1.ª versão)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-113852047228339302</id><published>2006-01-29T05:38:00.000-02:00</published><updated>2006-01-29T05:41:12.300-02:00</updated><title type='text'>isto não merece título. apenas uma gozada no olho. (qual olho, você decide camarada, se é que existem olhos ou mais de dois (!?)</title><content type='html'>a vida será mais fácil quando eu não tiver que justificar minha existência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-113852047228339302?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/113852047228339302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=113852047228339302' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/113852047228339302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/113852047228339302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2006/01/isto-no-merece-ttulo-apenas-uma-gozada.html' title='isto não merece título. apenas uma gozada no olho. (qual olho, você decide camarada, se é que existem olhos ou mais de dois (!?)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-113519145393338934</id><published>2005-12-21T16:55:00.000-02:00</published><updated>2005-12-21T16:57:33.953-02:00</updated><title type='text'>a inominável ânsia de existir e ser</title><content type='html'>me dêem atenção! o mundo deve me dar atenção! eu sou KING KONG! estou apaixonado. mas na verdade quero foder. mas o pinto é grande! como fazer? um ser que não pode foder! vou procurar, um prédio, uma janela deve dar conta do recado...humm..mas rasgará meu pinto peludo de gorila. KING KONG QUER FODER! mas não é só a energia sexual, é a energia misteriosa que não pode ser saciadao demônioo demônioKING KONG rasgando a pele, saindo saindo pra noite. uma volta poderia me jogar de encontro à noite...ela poderia me envolver com seus cheiros caóticos, me embalar numa corrente de fumaça, enfiar o dedo em minha goela e fazer os demônios sairem cuspindo fogoxoxotas avulsas voariam em uníssono, as embaixatrizes da noite preparando sua chegada...emitindo sons estranhos e bizarros, com sumos vaginais sendo expelidos pelos buracose depois delas, viriam a ala dos depravados, sempre pedindo perdão com as mãos estendidas e se retorcendo pros olhos não cairem das órbitas. alguns estariam tocando seus membros freneticamente, ainda que, com uma tentativa de dissimulação mal executada. KING KONG QUER FODER!esterei alucinando em algum outro canto de curitiba em busca da infância perdida (!)(?) xoxotas voadoras, xoxotas ébrias...naum. a noite que espere. aqui dentro deste mundo só vejo xoxotas calmas e arredias. (e com que liberdade este homem aqui usa a palavra xoxota, cavalheiros, que vulgar e pretensioso e babaca e falso!) KING KONG QUER FODER!é..este é meu medo. posso ver meu pinto sorrindo em direção a elas, soltando a língua pra fora e provocando-as sutilmente...temos de domesticá-las. domesticá-las, aí tá uma idéia interessanteum pinto vestido com um capuz preto (com o furo pra boquinha da cabeça) e um chicote na mão (?)...slapt! a primeira chicotada abre um rasgo bem do lado dos lábios maiores slupt! a segunda chicotada atraca-se bem no clítoris...o pau se agarra e balança pendurado...ooooooooooooooooooooooooowwwwwwwwww...tarzan desbrava a selva mas o animal arredio ainda resisteporém um pingo cai do buraco xoxotal revelando que a misteriosa caverna dá sinais de fraqueza...sim senhores! a carne é fraca como todos dizem desde os tempos remotos, a-d-ã-o bolinando e-v-a (oh, ímpios, não seria o contrário?) em seu leito ao relento, tarzan puxa seu chicote, slorpt puft tablof! a chicotada final atravessa todo o períneo, ops, perímetro do animal-buceta e adentra a caverna...o segredo maior está por vir, grand finale, o buraco de minhoca, a passagem pra outra dimensão, caos, caos, e mais pingos vêm, sumos, rios, cachoeiras, A CARNE É FRACA, A CARNE É...FRACA. o homem entra na caverna. é triste saber, mas platão já nos disse...que ele nunca mais saiu. (delírios de curitiba again ou meu estado de ânimo do momento)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-113519145393338934?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/113519145393338934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=113519145393338934' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/113519145393338934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/113519145393338934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2005/12/inominvel-nsia-de-existir-e-ser.html' title='a inominável ânsia de existir e ser'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-113349626075808288</id><published>2005-12-02T02:03:00.000-02:00</published><updated>2005-12-02T02:04:20.770-02:00</updated><title type='text'>Porra sei lá!!</title><content type='html'>Express yourself! então galera, ouvindo esta música agora de um tal de charles wright que devia ser um daqueles negões com óculos imensos, correntes, cercado de mulheres sacudindo tudo que é porra cantando um funk do caralho. clima de putaria, alegria todo dia. porra, os ecos desta música tão ardendo no meu cérebro...e aí me vem umas imagens de palmeiras balançando, mulheres dançando de biquiní, praia e aquele bom e velho clima de HARMONIA EXISTENCIAL que só existem em alguns momentos aleatórios e caóticos de qualquer existência. este é o objetivo. o pesadelo é o contrário. de tudo isso, tou dizendo. mesmo porque a música acabou, e tudo o que escrevi até aqui era O SONHO. não a realidade. a realidade, ainda tou enfrentando ouvindo alguma coisa mais psicodélica....mas que se foda... (deliríos de curitiba mais uma vez)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-113349626075808288?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/113349626075808288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=113349626075808288' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/113349626075808288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/113349626075808288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2005/12/porra-sei-l.html' title='Porra sei lá!!'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-112603798034517437</id><published>2005-09-06T17:18:00.000-03:00</published><updated>2005-11-06T19:44:47.653-02:00</updated><title type='text'>NASCIMENTO (1.º tratamento)</title><content type='html'>(pra uma amiga que foi embora)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;adeus, você disse&lt;br /&gt;digo apenas boa noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dentro de mim&lt;br /&gt;coloco seu sorriso pra dormir&lt;br /&gt;e cubro teus olhos com a memória&lt;br /&gt;dos momentos que querem partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rezo pra que sua voz não se perca&lt;br /&gt;no meio de todas lá fora,&lt;br /&gt;velo teu sono enquanto a noite desmaia em teus braços&lt;br /&gt;peço pra lua te conhecer&lt;br /&gt;pra depois me lembrar como você é&lt;br /&gt;saio ao jardim, pulo a cerca&lt;br /&gt;percorro todas as trilhas de nossas conversas:&lt;br /&gt;quando o dia amanhecer seguirei o caminho passo a passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;adeus, você disse&lt;br /&gt;não aceito&lt;br /&gt;aceito apenas a leve respiração do teu sono&lt;br /&gt;desenhando no ar tua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tempo haverá de publicar todas as obras&lt;br /&gt;que você escreveu nos meus dias&lt;br /&gt;não me importo se foram poucas,&lt;br /&gt;já me basta ter sido intensas todas as horas.&lt;br /&gt;não me importo se não rompemos&lt;br /&gt;a distância sutil das almas:&lt;br /&gt;suas linguagens encontram-se roucas&lt;br /&gt;quando a vontade de se encontrarem chega ao extremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sinto qualquer coisa&lt;br /&gt;quando te vejo aos poucos adormecer&lt;br /&gt;insistindo em dizer adeus&lt;br /&gt;seguro sua mão como se segurasse o cordão da vida&lt;br /&gt;para não deixar nosso laço perecer&lt;br /&gt;e quando finalmente teus olhos já não me lembram&lt;br /&gt;o que me encantou, me satisfaço apenas em saber&lt;br /&gt;que onde você estiver, estará sonhando&lt;br /&gt;e trazendo tudo que tive a quem merecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;adeus, você disse,&lt;br /&gt;mas eu respondo apenas boa noite,&lt;br /&gt;porque quando amanhecer lá longe,&lt;br /&gt;você ainda estará comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-112603798034517437?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/112603798034517437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=112603798034517437' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/112603798034517437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/112603798034517437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2005/09/nascimento-1-tratamento.html' title='NASCIMENTO (1.º tratamento)'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-112538539945203940</id><published>2005-08-30T04:02:00.000-03:00</published><updated>2005-08-30T04:03:19.456-03:00</updated><title type='text'>"...e um voou por sobre o ninho do cuco."</title><content type='html'>os culhões estão mortos. estão sendo devastados como árvores. bukowski talvez tenha tido a sacada do século com o conto “o espremedor de culhões”, mas ele foi demasiado simbolista no lance. quem foi mais direto ao ponto foi o acido man Kesey, este sim, o fodão que viu o testículo morrer e presenciou (não só uma vez, cavalheiros) o grito agudo e seco da ex-vigorosa vítima. um grito de desespero, bem entendam, uma coisa qualquer na linguagem primitiva que quer dizer “fodeu” e agora fica mais difícil levantar da cama, porque o piu piu não tá lá pra fazer vc se sentir alguém. mas voltando ao kesey, este cara foda. eu li esta semana o clássico “um estranho no ninho” e puta que o pariu, que livro. Não, não é um livro. é uma mão aquilo e ela te aperta os bagos desde o começo, meio que te fazendo sentir um pouco do que é que estão fazendo por aí. há muito tempo eu não fumava cigarros incontroláveis ao ler um texto, há muito não odiava tanto um personagem (será que posso chamar aqui de personagem? a importância e símbolo daquela velha vai muito além do que se possa categorizar como.) a ponto de, se ela estivesse na minha frente, pular no pescoço e estrangular até a morte, como fez o mcmurphy no final (ah, e que alívio imaginá-lo fazendo). E porra, quantos momentos memoráveis neste livro, quantas frases fodidas, quantas alucinações (as mais lúcidas de todos os tempos) do velho chefe bromden. Mas o melhor mesmo é pegar o filme e ver aquela imagem meio de baixo, daquela imensa janela quebrada e em seguida ver o chefe quase que flutuando no jardim do hospício. um estranho no ninho? então voemos sobre ele, em vez de rumar ao leste ou ao oeste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-112538539945203940?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/112538539945203940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=112538539945203940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/112538539945203940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/112538539945203940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2005/08/e-um-voou-por-sobre-o-ninho-do-cuco.html' title='&quot;...e um voou por sobre o ninho do cuco.&quot;'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-112538448798509477</id><published>2005-08-30T03:45:00.000-03:00</published><updated>2005-08-30T03:48:07.990-03:00</updated><title type='text'>no fundo da alma o palhaço descobrindo o sentido da vida:</title><content type='html'>hehehehe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-112538448798509477?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/112538448798509477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=112538448798509477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/112538448798509477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/112538448798509477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2005/08/no-fundo-da-alma-o-palhao-descobrindo.html' title='no fundo da alma o palhaço descobrindo o sentido da vida:'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-111778210122853155</id><published>2005-06-03T03:44:00.001-03:00</published><updated>2005-06-03T04:01:41.233-03:00</updated><title type='text'>Freud e a viadagem: associações bizarras através de estranhas conexões cerebrais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;hoje fui no sexólogo. sim, de SEXO. aquele mesmo que trata casais em crise ou palestra sobre sexo seguro pra jovens, tudo muito didaticamente, é claro, como se sexo fosse como montar uma barraca no meio do mato ou coisa assim. hein? ah não, nada demais...só alguns distúrbios realmente muito sérios meus, falta de orientação sexual e mais algumas coisinhas que, sabem, andou incomodando minha vida aí nestes últimos tempos. mas tem uma outra coisa, que na verdade é o real motivo de perturbação e me levou até esta situação embaracosa. depois de um trauma amoroso (do amor que não foi!!?), começou-se a se desenvolver uma bizarria um tanto curiosa com minha pessoa. EU SOU VIADO. esta idéia começou a me perseguir como uma obsessão paranóica sem precedentes. me lembrou um TOC, com aquela coisa toda da idéia obsessiva e o ato físico pra sanar a idéia, mas o meu funcionava da seguinte maneira: vinha a idéia obsessiva da viadagem, tipo olhar homens e sentir uma “estranha sensação” e associar isto à desejo, e então uma punheta pra sanar a idéia, lógico, pensando em viadagem e toda besteirada tal. longas horas tensas em um mês assim me levaram a virar um PUNHETEIRO de carterinha e pulso firme, quer dizer, mole (mesmo por causa do tema da situação), pra poder facilitar o ato. então eu estou lá, neste tal consultório com o tal SEXÓlogo, divagando sobre bizarrias fantasiosas de uma mente “expandida”, espondo a situação quase que cientificamente.&lt;br /&gt;“eu tenho um pensamento e uma sensação de que estou  com trejeitos de viado...bem, sinto que estou com o pulso esquerdo meio molengão, caído, engraçado porque é só o esquerdo, mas também sinto jeitinho meio esquisito e...” ele olha enviesado pra mim. “porra, desde que vc chegou aqui e já faz uma hora, eu não vi em você nenhum sinal de bichice.” "mas quanto às punhetas e os pensamentos obsessivos?” eu insisto, como um masoquista. “é natural, cara, depois de tantas pressões, situações embraçosas, traumas amorosos, que você esteja vivenciando este tipo de coisa...lembra o negócio lá do regressivo do Freud?” eu reflito, e depois de toda sessão mesmo, me sinto mais aliviado da ansiedade e um pouco mais lúcido. finalmente pergunto, “tá, mas doutor, e agora o que que eu faço pra salvar toda esta situação e sei lá, ser uma pessoa com a sexualidade em dia?”. a resposta clássica: “PELO AMOR DE DEUS, PARE DE LER FREUD!” &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-111778210122853155?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/111778210122853155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=111778210122853155' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/111778210122853155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/111778210122853155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2005/06/freud-e-viadagem-associaes-bizarras.html' title='Freud e a viadagem: associações bizarras através de estranhas conexões cerebrais'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-111767565173510278</id><published>2005-06-01T22:12:00.001-03:00</published><updated>2005-06-01T22:28:43.696-03:00</updated><title type='text'>estranhas reflexões numa noite de quarta sobre pessoas e a busca pelo inferno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;muitas pessoas, às vezes até muito próximas, vêm até mim querendo conhecer o "submundo". buscam a degenerescência, a decadência, o limiar, aquela fronteira invisível entre a sanidade e o descontrole, este descontrole gerado pelas privações as mais diversas. elas querem conhecer A Perturbação, porque se sentem melhores consigo mesmas, se sentem fortes diante de seu mundo plástico e falso, isto lhes tira a culpa de viver à margem do que realmente é, à margem de toda podridão e excreção. o problema é que isso nunca vai vir até eles, porque eles realmente não têm A Perturbação dentro de si. uns poucos a têm, mas nunca tiveram culhões de destrinchá-la com a necessária dose de honestidade e penetrarem no âmago da situação toda. costumam julgar e culpar todo tipo de ato que fuja às diretrizes normais de uma sociedade perfeitamente moral. "oh, meu deus, como ele pôde fazer uma coisa dessas?" é uma pergunta pertinente em seus cérebros enojados ao verem um ser demoníaco assumir uma atitude infantil diante de um estímulo razoavelmente supérfluo, como agarrar uma garrafa e sair em busca da jugular do garçom que lhe pediu pra baixar o tom da voz diante de uma mulher porque estava assustando os outros clientes ou mesmo perturbando o estupor dos outros bêbados de almas sugadas. a verdade, como um amigo meu já me dissera, é que eles têm a vontade de fazer tudo ou quase tudo o que estes degenerados fazem, mas lhes faltam culhões. eles queriam testar seus próprios limites em busca da revelação e verdade e de uma existência humana mais digna e autêntica, mas isto provavelmente iria contra os parâmetros da normalidade e do aceitável, o que inevitavelmente provocaria conflito e dor. então conhecer alguém que lhes proporcione este contato indireto com a realidade parece lhes deixar satisfeitos e bem consigo mesmo. provavelmente dirão: ok, eu conheço esta raça, eu sei lidar com eles, eu sou foda, me respeitem, eu não estu por fora. de qualquer forma não é uma escolha muito sensata buscar o inferno nos dias de hoje. pode-se encontrar o diabo em pessoa e o mais terrível é ter consciência de que ele pode ser VOCÊ mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-111767565173510278?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/111767565173510278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=111767565173510278' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/111767565173510278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/111767565173510278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2005/06/estranhas-reflexes-numa-noite-de.html' title='estranhas reflexões numa noite de quarta sobre pessoas e a busca pelo inferno'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-111634611493756863</id><published>2005-05-17T13:08:00.000-03:00</published><updated>2005-05-17T13:08:34.943-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>(sem título)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nossas vidas banais&lt;br /&gt;lembram um teatro popular&lt;br /&gt;peça cheia de vida&lt;br /&gt;escapole numa alegre folia&lt;br /&gt;para deixar a tristeza escapar&lt;br /&gt;minhas falas óbvias&lt;br /&gt;não me fazem acreditar&lt;br /&gt;em tuas pernas abertas&lt;br /&gt;gozando dúvidas certas&lt;br /&gt;que não aguento chupar&lt;br /&gt;existe algo mais&lt;br /&gt;em teus gestos improvisados&lt;br /&gt;para provocar&lt;br /&gt;num bacanal de derrotados&lt;br /&gt;desejos incontroláveis&lt;br /&gt;uma iluminação fraca&lt;br /&gt;revela nossas marcações&lt;br /&gt;neste palco de foliões&lt;br /&gt;onde o sol nu acata&lt;br /&gt;espermas indomáveis&lt;br /&gt;baseio meu figurino&lt;br /&gt;em seus seios eternos&lt;br /&gt;que botam em desalinho&lt;br /&gt;os falos mais ternos&lt;br /&gt;o esforço de seu suor&lt;br /&gt;na atuação mais obscena&lt;br /&gt;traz o cheiro de morena&lt;br /&gt;e meu texto de cor&lt;br /&gt;para completar esta cena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-111634611493756863?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/111634611493756863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=111634611493756863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/111634611493756863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/111634611493756863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2005/05/sem-ttulo-nossas-vidas-banais-lembram.html' title=''/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-111456496642651371</id><published>2005-04-26T22:21:00.000-03:00</published><updated>2005-04-26T22:22:46.426-03:00</updated><title type='text'>dalson</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;dalson, o retardado de muletas sem movimentos certos arriscando todo o seu arsenal numa luta sem fim contra seus demônios que não lhe deixam mover a boca pra falar palavras bonitas pra bruninha a morena linda de seus irreais sonhos tronxa e cega sem a perna esquerda mas com uma buceta gigante e um clitóris superdesenvolvido que dalson não consegue chupar porque não controla a língua e aí ele pensa meu deus como pude nascer assim com um cérebro tão pouco desenvolvido que não me permite mandar a língua chupar uma buceta isto é uma injustiça todos não nascerem iguais a estranha anti democracia da pré-vida que faz com que ele se revolte e fale palavrões incontroláveis fingindo não ter controle sobre isso e as pessoas olham pra ele com misericórdia quando a última coisa que quer é misericórdia mas sim um pouco de buceta e prazer nesta vida tão amarga e sem chances pra pessoas como dalson o retardado que num dia de maio de um ano frio e triste enfiou seu corpo nu pra baixo de um penhasco esparramando-se em sangue num chão indiferente sem ao menos saber que bruninha era apaixonada por ele e não tinha nenhum controle sobre seu clitóris.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-111456496642651371?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/111456496642651371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=111456496642651371' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/111456496642651371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/111456496642651371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2005/04/dalson.html' title='dalson'/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10927984.post-111421064997320846</id><published>2005-04-22T19:55:00.000-03:00</published><updated>2005-04-22T19:57:29.976-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Branca de neve e os sete fungadões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espelho, espelho meu,&lt;br /&gt;existe alguém mais xarope do que eu?&lt;br /&gt;no retrato que não é seu&lt;br /&gt;você sente alguma cois pelo meu eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1.º fungadão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e esta dor no peito&lt;br /&gt;reflexo do amor que não foi&lt;br /&gt;escorrendo rarefeito pelo nariz&lt;br /&gt;pelos canais íntimos&lt;br /&gt;o ritmo do mundo não é mais o mesmo&lt;br /&gt;enquanto esperava, a vida se foi&lt;br /&gt;e eu a lamber seus pentelhos a esmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2.º fungadão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lembranças mortas no caixão&lt;br /&gt;estão vivas, vivas embaixo do colchão&lt;br /&gt;procurei e procurei o teu estigma de ser minha&lt;br /&gt;confiante um pouco mais, de pau duro um pouco menos&lt;br /&gt;- já ardem as mucosas por não conseguirem mais&lt;br /&gt;seguir o teu rastro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3.º fungadão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem esta libido constipada&lt;br /&gt;que faz dificil apagar o teu rosto&lt;br /&gt;faço então com  o cartão&lt;br /&gt;a forma dos teus peitos&lt;br /&gt;e afundo minha cara&lt;br /&gt;pra amenizar a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(4.º fungadão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nada demais minha querida&lt;br /&gt;eu não sou o que você sempre quis&lt;br /&gt;cutuquei toda a minha ferida&lt;br /&gt;porque o pus já nada me diz&lt;br /&gt;não sinto dor tampouco vergonha&lt;br /&gt;só uma agitação em procura do gozo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(5.º fungadão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o ritmo do mundo já não é mais o mesmo&lt;br /&gt;ou será que o meu é que está enfermo?&lt;br /&gt;o que será de tudo o que já se foi&lt;br /&gt;na confusão ridícula de nossos sentimentos&lt;br /&gt;que não são ou que não estão&lt;br /&gt;neste plano ou no seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(6.º fungadão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;posso estar assim sem mais nem menos&lt;br /&gt;perto de você na calçada do céu&lt;br /&gt;passo a passo sem mais cansar&lt;br /&gt;de tocar a ponta de todos os véus&lt;br /&gt;que encobrem teu corpo&lt;br /&gt;e tirá-los, mesmo que, a tarefa de chegar&lt;br /&gt;ao nu de teus pêlos, seja mais uma&lt;br /&gt;escada pro inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(7.º fungadão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já não sei mais nem meu nome&lt;br /&gt;aquele que está escrito em algum lugar&lt;br /&gt;dentro de você&lt;br /&gt;já não sei nem se posso encontrar&lt;br /&gt;alguma coisa minha&lt;br /&gt;no teu olhar&lt;br /&gt;já nmão sei mais porque o espelho me olha&lt;br /&gt;como se fosse pingar alguma explicação&lt;br /&gt;do meu nariz machucado&lt;br /&gt;quando na verdade&lt;br /&gt;só vejo sangue, pingo a pingo&lt;br /&gt;e toda euforia some pouco a pouco&lt;br /&gt;até não sobrar mais nada&lt;br /&gt;nem um coração que bata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POST MORTEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espelho, espelho meu,&lt;br /&gt;quantas vezes você fez de mim alguém&lt;br /&gt;pra me dar um rosto pra falar&lt;br /&gt;pra me dar um rosto pra chorar&lt;br /&gt;pra me dar um rosto simplesmente&lt;br /&gt;eu sei que sou o espelho&lt;br /&gt;mas todos os dias você me fez gente&lt;br /&gt;e agora, porque quebra minha superfície&lt;br /&gt;com o peso da face que me deu sentido em amar&lt;br /&gt;qualquer coisa fora de mim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10927984-111421064997320846?l=filippomandarino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filippomandarino.blogspot.com/feeds/111421064997320846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10927984&amp;postID=111421064997320846' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/111421064997320846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10927984/posts/default/111421064997320846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filippomandarino.blogspot.com/2005/04/branca-de-neve-e-os-sete-fungades.html' title=''/><author><name>FMAN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02836659802547980566</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
